terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

saudade

Saudade é a forma sádica
pela vida inventada
para que toda a destruição
por ela causada
seja plausível

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

soneto para Tom Waits

Seguem as vidas cálidas,
mirantes de sonhos… Atormentados;
Em seus ombros desejos aglomerados,
suas finitas esperanças pálidas.

Nega se a desfiguração da máscara,
a Morte da célula antirrábica;
Em seus sonetos de métricas rasas,
suas idílicas notas… Apenas farsas.

Sendo a realidade feita de calçadas,
manto d’almas em pavimentos sólidos;
Em seus motores braços áridos,
suas alienações têm tácitas lágrimas.

No cinismo d’alma urra se reconstrução,
além da miséria que nos Soma.
A conceber que nos resta apenas O Nada…
                                                  [ no passar dos dias.


Hey Huxley! Misery is the river of the world

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Aspas: você não é bonito o suficiente para compensar o fato de permanecer tão mal humorado o tempo todo. por que você não se parece mais com seus primos. ele faz alemão, inglês, passou em Botucatu e você vai onde. eu não sei como você chama isso, mas nós -o povo- chamamos de egocentrismo. você merece morrer, eu gostaria de assistir tua morte. você não sorri. ilustrada nunca vai dar camisa para ninguém. não é possível que não exista o mínimo de vontade dentro de você. eu devo ter sido uma mãe horrorosa para que você ficasse desse jeito. até quando vai manter essa cara de marginal. você se veste como um mendigo. você pensa que tem quinze anos e se veste como uma criança. você quer compensar o fato de teu pau ser uma merda vestindo isso. eu tenho nojo de você. as iniciais do teu nome querem dizer fogo na bunda. fogo na bunda. fogo na bunda. fogo na bunda. pega aquela pá que eu vou dar no rabo desse filho da puta. bate. bate. bate. bate nele. eu vou chutar esse teu rabo seu arrombado até sangrar ou até a gente chegar no ponto de ônibus. por que você é tão triste. tua vida não é boa? por que você não está feliz. você não consegue ser feliz. a lack of oxygen from my life support, my iron lung. fala de novo isso que eu vou bater na tua fuça seu ingrato. eu amo tua mãe e vai pegar essa merda de óculos antes que alguém veja o inchaço na tua cara seu maldito. me dá esse braço aqui que eu vou torcer essa merda até conseguir enfiar tua mão no teu cu. torce o braço desse viadinho. volta aqui que eu ainda tenho que enfiar a vassoura na tua bunda seu filho da puta. cheira aqui com a gente essa cola, vai passar. today we escape, we escape… acorda, acorda, não morre agora não. me dá essa lata. amassa as pedras aí caralho. acorda. acorda. acorda. não morre não. seu imbecil você me viu parar o carro e mesmo assim se jogou para cima de mim. você quer morrer? eu tenho ódio de ter te conhecido. só desgosto que eu tenho. você às vezes parece estar encostado. você é vagabundo. acerta o nariz dele logo. olha o sangue escorrendo. mata ele. mata. vem aqui seu imbecil. puxa a descarga. puxa a descarga. olha só ele vai se afogar na privada. mata esse filho de uma puta de uma vez. vem aqui seu filho da secretária que teu pai comia na sala. nunca mais fale assim comigo, eu sou teu pai. conversa comigo. fala alguma coisa. eu já não sei mais o que fazer, nós não sabemos mais o que fazer para que você entenda que apenas queremos seu bem. me dá aqui esse jornal. eu vou rasgar essa merda. porque você não lê algo que preste. para de gastar dinheiro nessa bosta. até passar o ferro quente no meu tornozelo eu passei porque eu não aguentava mais de preocupação e nervoso quando vejo você jogar sua vida fora. eu não entendo, onde é que eu te pressiono. mas não estava tudo bem? o que aconteceu que de repente você está esse caos chorando dentro do box? você não é normal. she looks like the real thing she tastes like the real thing my fake plastic love. enfia essa língua no cu antes de falar de mim seu mal agradecido. você ainda vai nos matar e quando a gente morrer será muito tarde. você não conta nada. olha só seu merdinha, eu quero ouvir você me falar assim: sim senhor, senhor Picanha, eu quero que você enfie meu braço dentro do meu rabo. Aspas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

pelos trilhos críticos do pensamento

Alienação causada pelas relações sociais
preconizam a centralização do poder
                                        [e da riqueza]
Influenciadas por grupos de despropósito ideológico
destroem a natureza da linguagem humana.

Nasce então o discurso de ódio & reacionário
este por sua vez este extermina o tempo
pois retrocede e o falsifica
- baseando-se no parâmetro da construção social civilizatória como ordem social -

A resposta direta é a eliminação do pensamento simbólico
o que em longo prazo cria uma resposta ao reacionarismo
tão distópica quanto autoritarista
exata terceira lei de Newton

A destruição destas três variantes ideológicas deixa como sobra
a falsa noção de que o que resta é a salvação primitivista
O Apocalipse Final Libertário
O Unabomber Redentor

Entretanto essa busca pelo primitivo primo da primordial natureza humana
é ranço humanista
Dança com Fantasmas d’um ideal moral & crítica abstrata
Guerras que apenas transitam o poder por mãos aleatórias
disfunção da revolução como fim e não Caminho

Essa linha de pensamento
aos poucos cria laços internos fortes com a raça humana
e degradará a liberdade,
tornará a imaginação um escárnio
diminuirá a capacidade de comunicação entre nós

Ficamos reféns então do pensamento acrítico
que não é nada além de pregação, e
Pregadores são a assassinos dos sonhos libertários

A Revolução é heterogênea
traficada por confrontos contra a realidade
criada pela civilização higienizada à força
                 (n’uma moral ordenada opressivamente como ordem social)

A crítica revolucionária não é imediatista
pois se assim fosse
apenas seria perpetuação do mecanismo descrito

Não é um ideal belo do passado
mas sim destruição das convenções no Maquinário Social
através da tecnologia criada para manter a ordem institucional

A servidão quebrada na ruptura contra o falso primitivo
através da linguagem perdida pela alienação
tempo liberto de imediatismo
através do pensamento simbólico multifacetado.
a Revolução jamais será primal.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

alucinações no calor da sala ao lado da escrivaninha

chuva a semear restos de sonhos impossíveis
passo que o corpo sucumbe ao medo por completo

de não amar
de não fazer uma rampa
de ter um acidente vascular cerebral hemorrágico

o copo de uísque que constrói um filósofo
o vinho que desmascara verdades impossíveis

acontece então o alívio nos minutos poentes
enquanto de costas
permanece ao Homem

ouve se a reza
a torcer que ele
esfaqueie por demais vezes
esconda o corpo por debaixo dos ladrilhos
restos mortais que semeariam o solo
desta sala quente de trabalho

junto da chuva
ao solo
a chuva & o solo
os restos
caveira A-Nasal
rosa alada sem cor

uma desistência
árida como areia quente
afiada como navalha

sudorese pré cardíaca que dissolve resquícios
de dignidade
sensação da iminente pneumonia
da vida em cativeiro
no gélido ar condicionado
é mais possível
do que achar um sapato que tenha caráter.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Coração Asfáltico

A distância entre o casebre no beiral d’uma linha férrea
aos poucos consumido pela oxidação
& a sacada burguesa branca onde prendi a corda
de meu suicídio
era de trezentos e trinta quilômetros de coração asfáltico.

Um único último som a ser ouvido quando o crânio quebra se
é o florescer de alguns parcos restos humanos
vagando por grandes avenidas
aprisionados aos edifícios
enquanto são chicoteados por tremores de vida.

Todas lembranças – o cheiro do aço retorcendo os dentes
elásticos formam fossas tectônicas nos ossos temporais
existência alimentada por fios, enquanto a rejeição completa,
encubada nas veias repousa
por entre pensamentos sobre a Morte
                                            [na luz d’um abajur coruja.

Som poluente trina uma navalha na artéria central
O peito edemaciado por fumaça
O hematoma que exterminará reparos da mediocridade vendida como saída
O espírito humano esmagado por portas giratórias de falsos progressistas
O sangue que corroerá miríades extremistas ao som de gemidos clitorianos
                                       Lançados por catapultas.

Aos poucos a corda se fecha
labirinto de tosses em caixote de aço milimetricamente disposto aos noventa graus
vê-se o botão de pânico ao lado da porta
a sacada então abre se em escada rolante
escada de engrenagens por onde súditos desesperados em pensamentos
no reino de cartunescas figuras
destruíram máquinas de livros.

Febre de alucinações causada pelas feridas do Sol
lança órbitas acima do horizonte
lembrança do beijo na esquina, O começo,
rompida por dizeres bárbaros a invadir o encéfalo
no açoite do frio em dezembro
ordena que se erga os braços ao céu de cerejeira
urrando salvação pois Jesus está em cada nó.

Recordações do casebre se distorcem
na realidade da corda as perdas d’um Natal torcido
abafado
decomposto pelo álcool & cigarros
cambaleios d’um eterno bêbado do subconsciente
acordado pelo tapa tão forte no rosto
que faz voarem os óculos
dentes que rangem uísque
a Forca que pressiona o crânio esmagado por correntes de couro na gengiva
memórias paternais enquanto o nó amarra a faringe ao desfalecer final.

Revolucionários sonhos mantidos arredios
presos por moldes sombrios familiares
cadafalsos em fileiras atirando corpos em paralelo
dos coletivos.

Ao longo do infinito tempo o qual a Morte se aproxima
& o som abafado d’um adeus não mais se ouve
onde os cantos escuros da fachada agora parecem troncos de pinheiros
no centro oeste dos Estados Unidos
tudo que resta é explosão
tudo que resta da vida é estar pendurada n’uma argola
a cabeça silencia os murmúrios de precisa redenção
marretas de rostos a moer o cotidiano.

São quinze minutos passados das sete da noite
GRITE ENTÃO GRITE ENTÃO GRITE ENTÃO GRITE ENTÃO
GRITE
GRITE ENTÃO GRITE ENTÃO
GRITEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
contudo se percebe apenas o dissolver da pele
no motor do Mercedes Benz que passa ao longe.

O corpo em pendular movimento afaga os sonhos
cefaleias de tensão há tempos conhecidas
saudades encapsuladas trancadas por todas as chaves certas
despertas pela frase que insiste em abordar o destino
retirar o esqueleto velho & desovar um novo
neste ritual libertário.

Desta Morte é preciso reter a calma resiliente
contrária da violência nascida no rebentar do hospitalar nascedouro.
Onde as últimas flores são depositadas na incubadora
& dores imensuráveis na dissolução do periósteo, que jamais poderia segurar os dentes
formam Costumes unindo se às Memórias.

É exatamente por isso que se deve caminhar...

Pois as próximas Gerações nos devastarão de todas as possíveis lembranças da Terra
Retomar a Vida que nos foi tomada em uma Revolução contra a Ordem Social
- de falso caminho único –
Donos do Tempo uma vez mais através da Errática dos A-História
Destruir os Vícios Órficos do amaldiçoado Desenvolvimento Messiânico.

Até que sobre apenas o mármore de tuas coxas
a esmagar minha língua
assim como Deus, ressuscitar no teu Útero
libertária asfixiofilia
após trezentos e trinta quilômetros de coração asfáltico.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

a mesma

qual é o ponto de ruptura com a própria realidade.
onde deixamos de sentir que a vida vale à pena.
em que momento se decide pelo fim.
e será que realmente se pode decidir pelo fim,
ou até o suicídio seria uma visão romantizada para a morte?
embalado no romantismo de trovas de supostos aventureiros do universo
que pela existência ou sentimentais demais não conseguem mais sentir
e preferem morrer…
mas isso o que é?
marketing existencial?
a morte é a menina de Sandman
ou na verdade ela assombra tanto quanto o sentimento de terror constante?seria possível não sentir mais nada
sendo que os sentimentos são pulsos elétricos
disparados em tecido cerebral que é incessante
e ininterruptamente estimulado?
seria a vontade de morrer algo ilusório?
a compulsão por não mas sentir nada
também não é uma sinapse com grau elevado de reverberação
por entre o tecido cerebral?
assim o deixar sentir
nada mais é que
sentir alguma coisa de mesma natureza que qualquer outra sensação disparada por entre os giros do cíngulo.
nada importa,
é tudo uma questão de ligações binárias fisiológicas,
pois na verdade você não está realmente sentindo nada,
é apenas uma coleção de ligações elétricas
que afetam teu comportamento
e te levam do êxtase à estupidez…
por que a intensidade do sentimento, algo que beira a explosão atômica incessante é tão poderosa quanto o vazia?
talvez porque sejam de mesma natureza neurológica,
afetem os mesmos espaços
com receptores químicos neurológicos diferentes….
assim fosse, sentir demais seria a própria morte.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Rinoceronte

Como matar um Rinoceronte?
Uma ossada montada apanhador de sonhos, reconstruída em salinizações
D'um extremo que só pode brotar no cimento
D'as ferrugens nas asas dos pássaros a sangrar pedras & bombas
D'os endereços esquecidos de entregas jamais enviadas

Pois a de se desenterrar esse cadáver através de bebedeiras infinitas
Amor a rebentar por entre
Tal mística de carinho destilado
Da traição - usando o secretariado - ao primeiro tapa na cara

Desenterrar este maldito cadáver!
Queima-lo à beira do Oceano
Derrubar as cinzas nos corpos pendurados como couro em lojas debaixo do Elevado
Uma vez mais cuspi-las na segunda oxidação

Esperar que Um Rinoceronte as pise
N'um nada ameno calor que consome
Se esboça o desespero de cada respiração
Amor renascido em Fogo, Carcaça & Sangue

Então nunca mais em pavor dormir com a possibilidade
dos sonhos acordarem os outros.

Reparido amor fundação da Anarquia
Revolucionária Crítica aos desmandos da Moralidade
Insiste, expande & demanda uma Revolução
A provar que todo impalpável morre
Todo cartesiano que se faz Fúria transfunde o Mundo

Os Girassóis Negros, A Palavra Amena
O Tiro de Misericórdia, O Passado Suicida Desaparecido
O Borrado Gene do Fracasso
Todos enterrados ao lado de outro Esqueleto Suicida de Ocasião.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ônibus 118-C

Em frente ao Parque da Juventude dividem espaço:

-uma mini cracolândia, uma base da polícia militar,
uma rua de prostituição e um posto de abastecimento de veículos automotores-. 
gasolina, álcool, diesel e gás…
será mesmo gás?

Quando olhos marejam poluição
cinza trovão das nuvens é possível avistar
                                      [o entrecanto do Metrô Armênia idem]
mais a frente, dobrando se à direita, um sobrado
repleto em artrose azulada de tons clarificados
para alugar está

Outra casa n’uma vila fechada
- que não se vê pelos fechados portões de medieval ranço -
também para alugar está,
não é possível atestar a presença de artroses

Assim
a desperdiçar o tempo para acelerar o tempo
o desassossego d’um corpo imerso em pêndulo
o peso do funcionamento do mundo
a ossada montada como apanhador de sonhos

Maldita ossada
reconstruída em cada lágrima
deixada pelo caçador que não consegue matar O rinoceronte
afinal de contas: como se mata um rinoceronte?
como se mata um pai?
como se mata uma ideologia?

- Na pista da esquerda seis cavaleiros de Capa & Cassetete
templários ressoam ferraduras polidas no asfalto pedra
no ar condicionado do coletivo as marcas da chibata não são ouvidas
enquanto cavalos avançam n’uma nova Lei & Ordem

as Hienas que se refastelam com carcaças de cadáveres d’um vídeo adicto
as Hienas que transcrevem seus uivos em murais
as Hienas que fantasiaram se em nova geração de paladinos populares
as Hienas que pediram investigações sobre a divisão da carne apodrecida
as Hienas que atolam suas patas nessa latrina verde amarela azul e branca
as Hienas consolando os detentores do poder
as Hienas não largarão as Notas do Subsolo nem suas vantagens
as Hienas pedem intervenção dos Abutres

Enquanto cães resgatam seres da morte,
nas mais longínquas regiões cerebrais.
Enterrado vivo na neve,
em pontos dados com cabo de aço.
U’ma reação muscular, preferencialmente cardíaca,
sempre será necessária.
Os estilhaços separados pelo chão,
armadilhas contra monstros voadores nas janelas

Assim é a recusa ao não seguir
o anárquico amor da crítica revolucionária
contra os desmandos da moralidade
única restante força antes que a tempestade desabe
transmutando o ônibus 118-C em um aquário

Retomar vidas próprias do Estado e Instituições é Revolução Social precisa
último monolito de utopia que, ao ser demolido como mito, descansará;
Nas sombras deixadas pela Destruição Mutualista
                                                            [ termo tão nefasto dentro do Progressivismo

Alquimia analógica da discordância transmuta se evolutiva
contrária ao misticismo fascista do Progresso
disfarçado como civilização de caminho único

Definir uma estrutura biofísica perfeita em simetria neurológica
através de denominações de gênero, raça & cor
é negar a evolução libertária d’alma humana
o que nos resta apenas contra as Hienas & Seus Donos

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

ESTE POEMA NÃO DEVE SER DECLAMADO

Do sexo,
mesmo que seja t’EU,
anarquia, arrelia, amaria.
Da solidão,
o isolamento dividido,
tempo, compasso — aferição…

Entretanto esse poema não deve ser declamado
Deve sofrer de esquecimento perene
Envolto n’uma pele arrancada de arrependimento solene
Devastado morador d’uma prisão em suja’lma
Escondido do outro lado da rua, repleto de visão ampla

E se assim ficar descartado como primeira melhor ideia
Encoberto por desacertos publicados
Desacertos daqueles que desajustam passos
Iludem o asfalto entrelaçando aquíferas lojas & antiquários
Sempre a deixar pistas separadas por estrelas recém postadas de LED

Se for assim, é preciso antes que a garganta feche um grito
Nascido em pares D’Olhos de Cortázar
Tempos antes de esfaquear se dentro da própria cabeça
E retirar se forçadamente dentro da própria sobra d’alma
Enquanto o gene da miséria humana torna se intransponível

O tempo suicida a tentar avançar o tempo
A marreta homicida sob nossas últimas semelhanças erectoides
Somos o feto a tragar cinzas & crack n’uma lata perfurada
Nascidos d’uma cesariana andarilha viciada em morte
Por entre flores plásticas em encostas higienistas Dos Muros na Funarte