sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Lixa

a vida sugar
até rachar os bicos
da vida
sugar
até o colostro eclodir
através das narinas
até o arrependimento parir
tornar-se plausível
possível & real
                                [nem que seja por segundos

Lamber as gotas
sangrar com(o)una lixa língua
lamber as gotas de sangue & leite

LiPidinar o peito exposto
toda felicidade do mundo
sentida

a ferida cicatrizar
coagular o ódio
a solidão conduzir
                              [sem deixar rastros

Pois de repente
irá ela embora
para trás deixará
lápide de odores
d'um Strawberry Fields Forever

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

depois do verbo

poeira que se sente ao ranger
dos dentes
o esconderijo das consoantes
em vogais de arrimo
a vida só começa depois do verbo

todas as disfunções vistas nesta cidade
o Jazz gentrificado faz fundo
aos seis furos d'uma lata
alumínio em brasa

BAQUE TRAQUE CLAQUE
CATRAQUE
RATATAATAQUE

histeria de concreto
duas paredes levantadas
em argamassa & destroços
o contratempo no segundo refrão
é só um aneurisma
que explode
                                                     [dia após dia

as canções d'amor nascidas
no cartesiano
aos tapas disputadas
por bocas evisceradas & escorpiões
nas pontas das patas

                                                   [minha entrada no rol dos mártires foi revogada.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Semi Sec

cada janela
una tela

lá pelas tantas
muitas vozes
semtramas

n'outras
despedaçados dramas

n'umas frestas escondem
noutras assanha

um risco no coração de pedra
                                               (autor desconhecido...

curva à direita
de quem vai
um pega

àquela reta do Elevado
só se protegem
árvores & folhagens
semi-sec  [s]

              a

cada abraço
roupas estendidas
em quintais
de andares baixos

pós mormaço do domingo
semi fr -i- (reak) o

toda a palavra adjetiva
em cima desta cidade
dita cosmopolita
plana sobre Ilusão & Ironia!

Já que todas telas
não mentem
São Paulo é Máquina
de triturar gente.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Trabalhos apresentados na Ocupação CTRL + Verso

Sábado passado uma explosão de sensações me foi colocada dentro d'alma com uma única certeza, eis que meu ofício se tornará algo muito mais cravado no DNA da vida.
Um grande e imensurável obrigado as comparsas e os comparsas que ajudaram na confecção de todos os projetos

Aqui alguns dos trabalhos apresentados:

a) Poema Tabaco Búlgaro:

Poema, sonorização, edição, roteiro e construção do vídeo: Fabio Navarro
Vozes:    Gabi Biga - https://www.facebook.com/gabi.biga?fref=grp_mmbr_list
               André Teles - https://www.facebook.com/andre.teles.35?fref=grp_mmbr_list





b) Poema H'Eleclipse

Poema azul, roteiro do vídeo, edição & montagem: Fabio Navarro
Poema vermelho, sonorização e performance: Marianna Perna
https://www.facebook.com/bringpeaceandlove?fref=grp_mmbr_list





c) Poema ANTIFA

Versos, edição sonora e roteiro: Fabio Navarro

Sampler:
trechos do filme A Voz Adormecida de Benito Zambrano

Vozes:

Célia Barros
:  https://www.facebook.com/celia.barros?fref=grp_mmbr_list
Marianna Perna:  https://www.facebook.com/bringpeaceandlove?fref=grp_mmbr_list
Maurício Alcântara Marinho:
https://www.facebook.com/mauricio.marinho.756?fref=grp_mmbr_list





d) Poema TAO

Poema vermelho, edição vídeo, programação GDevelop: Fabio Navarro

Poema azul: Edu Metuktire - https://www.facebook.com/profile.php?...

Sonorização e edição de som: Marianna Perna - https://www.facebook.com/bringpeacean...


Roteiro: Marianna Perna, Edu Metuktire, Fabio Navarro




e) The 80's Anarco Revival

Slogan anarquista da década de 80, autor desconhecido.

Concepção, roteiro, programação, desenvolvimento, gravação de sons, sonorização, mixagem e edição de vídeo: Fabio Navarro

Curadoria tecnológica, edição e ajustes finos: Fabio FON (professor): https://www.facebook.com/fabio.fon.9?hc_ref=OTHER&fref=nf

Passos:
Carmen Carmin

Edu Metuktire: https://www.facebook.com/profile.php?id=100007065281006&fref=grp_mmbr_list

Célia Barros: https://www.facebook.com/bringpeaceandlove?fref=grp_mmbr_list

Marianna Perna: https://www.facebook.com/bringpeaceandlove?fref=grp_mmbr_list

Maurício Alcântara: https://www.facebook.com/mauricio.marinho.756?fref=grp_mmbr_list

Radhu Verdoliva: https://www.facebook.com/radhuvb?fref...

Vozes: Célia Barros, Edu Metuktire, Marianna Perna & Maurício Alcântara.




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Vida (ou Omeprazol & água fria de pensamentos aleatórios)

Silêncios navalhas
desconcertantes
Felicidade em coice no fundo da
                                                    nuca

A iminente sensação de morte
sem motivo aparente
O Violonista Anarquista & João Cabral de Mello Neto
no metrô

Plataforma de concreto
sobrados coloridos
Desgostos cartesianos coletados
em potes de moedas

A febre do nascer palavras
O pensamento que arranca da Insanidade

Braços a enlaçar o medo
                                     humano

Todos pausados olhares
Corpos campos de Guerra
minados por explosivos
arados por trilhos de tanques
fatiados por lâminas no esôfago

Devora SE o calçamento contra uma Tempestade
a a VI zi NHA r SE
Inundação pelos poros difunde SE
Decisão necessária em dois quarteirões

O passo que some
em meio
ao mesmo ser
A mal ga ma r SE em viga
desaparecer
cerrar os olhos
esquecer SE

Curar o outro por impulso
peles &  mãos encaracolados
selvageria em derme a conduzir eletricidade
Anarquia genética
Um verde instante em Lava
orbita a saltar desejos

Respiração involuntária ascendente
Estrelas esfareladas nas dentinas
Sentir SE livre enquanto SE esmaga o coração dentro do peito.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Poema DFW - experimentos de poesia tecnológica

Aqui a versão final do poema na versão escrita.
A intenção é mostrar o poema envolto pela representação gráfica do Universo, O Cosmos e sua poeira e entre eles perdida, a vida. e suas sobras.
Trilha sonorizada, escrita, composta e editada por mim está postadae pode ser ouvida abaixo.





Abaixo o projeto quase pronto


sábado, 15 de abril de 2017

torque urbano

o choque da cidade
                                 me remove

o toque
o toque da cidade
                                me assanha

a soma
a soma da cidade
                                me dissolve

a sina
a sina da cidade
                                me sequestra

o sono
o sono da cidade
                                me derruba

a morte
a morte da cidade
                                me assovia

a alma
a alma da cidade
                                me derrete


entranhas
as entranhas da cidade
                                         me fraturam

o peito
o peito da cidade
                                                          me arremessa longe


longe onde
a saliva das mãos secam
agarram [se] à terra
a salvar  [se] do golpe

sexta-feira, 24 de março de 2017

Poema Violência (poesia tecnológica experimento IV)

Poema Violência (versão I) projeto feito com Inkscape.
Ainda em fase embrionária, este é apenas o poema concreto de onde a poesia tecnológica deve nascer. A ideia central é adicionar camadas de animação e voz. A voz deve ser baseada em trilhas sonoras de filmes de terror como A Bruxa e O Iluminado.

Indeciso se deve ter ou não uma camada de tinta ou uma mancha como uma poça que se forma com a deformação do desenho todo, porém, o poema possui uma composição de muitos elementos e não sei ainda como seria possível vetorizar esse derretimento do poema na forma de uma mancha. A poesia tem um easter egg ou algo que seja parecido quando se aumenta ao máximo a visão.