sexta-feira, 5 de maio de 2017

Vida (ou Omeprazol & água fria de pensamentos aleatórios)

Silêncios navalhas
desconcertantes
Felicidade em coice no fundo da
                                                    nuca

A iminente sensação de morte
sem motivo aparente
O Violonista Anarquista & João Cabral de Mello Neto
no metrô

Plataforma de concreto
sobrados coloridos
Desgostos cartesianos coletados
em potes de moedas

A febre do nascer palavras
O pensamento que arranca da Insanidade

Braços a enlaçar o medo
                                     humano

Todos pausados olhares
Corpos campos de Guerra
minados por explosivos
arados por trilhos de tanques
fatiados por lâminas no esôfago

Devora SE o calçamento contra uma Tempestade
a a VI zi NHA r SE
Inundação pelos poros difunde SE
Decisão necessária em dois quarteirões

O passo que some
em meio
ao mesmo ser
A mal ga ma r SE em viga
desaparecer
cerrar os olhos
esquecer SE

Curar o outro por impulso
peles &  mãos encaracolados
selvageria em derme a conduzir eletricidade
Anarquia genética
Um verde instante em Lava
orbita a saltar desejos

Respiração involuntária ascendente
Estrelas esfareladas nas dentinas
Sentir SE livre enquanto SE esmaga o coração dentro do peito.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Poema DFW - experimentos de poesia tecnológica

Aqui a versão final do poema na versão escrita.
A intenção é mostrar o poema envolto pela representação gráfica do Universo, O Cosmos e sua poeira e entre eles perdida, a vida. e suas sobras.
Trilha sonorizada, escrita, composta e editada por mim está postadae pode ser ouvida abaixo.





Abaixo o projeto quase pronto


sábado, 15 de abril de 2017

torque urbano

o choque da cidade
                                 me remove

o toque
o toque da cidade
                                me assanha

a soma
a soma da cidade
                                me dissolve

a sina
a sina da cidade
                                me sequestra

o sono
o sono da cidade
                                me derruba

a morte
a morte da cidade
                                me assovia

a alma
a alma da cidade
                                me derrete


entranhas
as entranhas da cidade
                                         me fraturam

o peito
o peito da cidade
                                                          me arremessa longe


longe onde
a saliva das mãos secam
agarram [se] à terra
a salvar  [se] do golpe

sexta-feira, 24 de março de 2017

Poema Violência (poesia tecnológica experimento IV)

Poema Violência (versão I) projeto feito com Inkscape.
Ainda em fase embrionária, este é apenas o poema concreto de onde a poesia tecnológica deve nascer. A ideia central é adicionar camadas de animação e voz. A voz deve ser baseada em trilhas sonoras de filmes de terror como A Bruxa e O Iluminado.

Indeciso se deve ter ou não uma camada de tinta ou uma mancha como uma poça que se forma com a deformação do desenho todo, porém, o poema possui uma composição de muitos elementos e não sei ainda como seria possível vetorizar esse derretimento do poema na forma de uma mancha. A poesia tem um easter egg ou algo que seja parecido quando se aumenta ao máximo a visão.



take 360

Eu o vi descer pelo encanamento do prédio
soturno, ereto & cambaleante;
Equilibrando se em memórias d’uma lata de refrigerante, pálida…
e de contornos amassados por seis assimétricos furos;
Lá embaixo baforava camas elásticas de fumaça
a esperar o paraquedas abrir se
atordoado por chapiscos azuis do muro
a segurar uma testa que sangrava flores
crisântemos crescentes de tempo epiléptico
pífios parâmetros de vida
um Instagram da descida ao Inferno
onde nem Internet havia…

quarta-feira, 22 de março de 2017