Direção de PJ Raval, cara que circula bastante no meio do cinema independente inclusive dirigindo o premiado documentário TRINIDAD. O grupo de dança é o Little Stolen Moments, do Texas que tem por costume se apresentar nos lugares mais inusitados possíveis. A banda: WILD BEASTS com o som All King´s Men.........
Já que a manhã dessa segunda é dedicada ao mulherio de maneira geral a primeira listinha da nova fase do Gangrena Diario não poderia ter assunto melhor, as cinco mulheres que você amaria cegamente e eternamente......
05) Anais Nin
Psicanálise e sedução tudo em uma só pessoa, resolveria qualquer probleminha de entendimento com a voz mais doce do mundo.Fora o fato de que mulheres que escrevem já são sedutoras naturais.
04) Audrey Hepburn
Você apresentaria em casa sem medo. Ela jogaria bocha com seu pai com a mesma tenacidade que conversaria sobre a novela que a sua mãe tanto gosta. Independente e carente na medida com aquele charme extra e os olhos de tirar confissão de mulher de bandido.Casamento na hora........
03) Grace Kelly
Você sempre quis empurrar a cadeira de rodas aonde o James Stewart fica a maior parte do tempo em Janela Indiscreta ladeira abaixo, por que ele fica esnobando todos os dengos da loira para ele. Talvez se entregar à esse turbilhão loiro, que é daquelas que faz estragos milimetricamente atômicos, seja a decisão mais importante que você faria na vida.
Mas não precisava pensar tanto, a resposta é óbvia: "Eu aceito"
02) Rita Hayworth
Ela daria problema em casa. Sua mãe acharia muito "muderninha", seu pai ficaria de olho(nela é óbvio), mas no final das contas nada que um jeitinho indefeso não resolvesse.Ela costumava dizer que os homens iam dormir com Gilda e quando acordavam com Rita se assustavam. Eu escolheria as duas.....
01) Cat Power
Por motivos óbvios. Acordar com aquela voz rouca no seu ouvido, te acompanhar nas baladas mais punks, te beijar como se não houvesse amanhã. Amor cheio de entrecantos calamitosos e de intensidade como se durasse apenas um dia como todo amor deve ser......
Em 1968 mesmo eu não estando vivo para conferir in loco, os Beatles ganhavam 4 Grammy´s, morriam Martin Luther King e o estudante Edson Luis o que acabou aqui no Brasil culminando com a Passeata dos Cem Mil contra o A.I. 5. Nixon é eleito presidente da Barackolândia e o Dr. Zerbini efetuava o primeiro transplante de coração na América Latina. Ou seja tudo indo de vento em popa antes da explosão do amor livre e da criação da consciência pacífica que Woodstock ajudou a espalhar um ano depois. Mas falar de sexo ou fazer qualquer alusão continuava um tabu na sociedade, que acabou sendo esmerilhado naquele ano, com o lançamento de um dois primeiros filmes baseados em uma HQ da história do cinema. Com uma história mais que simplória, (uma agente do século 41 é chamada para salvar a terra de uma poderosa arma de destruição em massa produzida pelo sinistro e quase uma hydra Durand Durand, encontrando tipos estranhos no caminho) não fosse por alguns simples fatos......... Primeiro, o filme era dirigido por um punheteiro de marca maior que se chamava Roger Vadim e a história era baseada em uma HQ de conteúdo adulto com o singelo nome de BARBARELLA, criado por um outro mão peluda Jean-Claude Forest. Na aventura a agente além de ser sexy e com uma apetite sexual capaz de fazer a Jenna Jameson corar de vergonha, era a personificação da mulher que corre atrás de tudo, independente, ativa sexualmente, não pede favor pra ninguém a além de tudo salva o mundo. Nem precisa dizer que o personagem acabou virando referência no quesito como criar uma heroína nas telas. Em 68 Barbarella era a sensacional Jane Fonda, que apesar de não querer o papel logo de cara acabou fazendo o filme a pedido do marido Vadim, e se tornou o mito sexual que durou por séculos e séculos amém.........no filme ela faz a heroína que vive quase a maior parte do tempo semi nua, realizando fantasias de seres reptilianos e humanos e ainda passa por lugares como a cidade de Sogo, uma alusão direta à Sodoma e Gomorra. Quarenta e um anos depois, Hollywood para já deixar em polvorosa a imaginação das cuecas de plantão, anuncia uma refilmagem do clássico. E o melhor de tudo são atrizes que estão disputando o papel de Fonda. Tá preparado?????
MEGAN FOX, a única coisa que valia a pena naqueles dois filmes dos Transformers e se você leu a VIP desse mês sabe que ela gosta de meninas e meninos mas é muito mais gata que o Renato Russo...... E a pleonasmicamente linda Angelina Jolie......não precisa falar quem é precisa????
Já pensou????????? Eu já.....passei a manhã de segunda por enquanto sorrindo sozinho.........
Existem músicas capazes de descentralizar a estrutura óssea em sua cabeça de uma maneira na qual uma centelha de atenção acende dentro do seu cérebro de forma irregular, perfazendo um caminho inverso ao do sono e transformando cada nota em um uníssono soco dentro de seus ouvidos. E isso não precisa necessariamente estar ligado ao peso da música e sim da maneira como ela é tocada......ou pelo menos da maneira que você acha que está ouvindo....... Mas uma coisa é certa, não existe como sair ileso mesmo que seja apenas com uma guitarra e mais nenhum distorção. Sua vida se tornará mais bela ou mais cinza independente da sua vontade à partir do momento em que as primeiras notas da banda DEEP SEA DIVER tocarem seu ouvido médio. A banda da Califórnia que desde 2004 vem colocando uma visão mais soturna do folk e criando ambientes inóspitos através da sua vocalista e principal compositora Jessica Dobson acompanhada de seus comparsas Eugene Owens, Peter Abraham Mansen e Evan Trine. Com um Ep lançado pela própria banda nesse ano (New Caves), a banda mostra que sim é possível se colocar um gênero mais do que batido atualmente em contrastes diferenciados e com uma esfera de cores variantes desconexas...........aqui você escuta deles do Ep homônimo New Caves, aonde aparecem um Cure aqui um Cash acolá:
E uma pergunta: será que o Planeta Terra esse ano vai conseguir bater as maluquices cada vez mais insandecidas de Mr. Patton????? Eu já disse aqui e repito, ainda falta muita água nesse feijão do PT para existir a possibilidade do Playcenter se tornar o lugar aonde estar no dia 07.......aguardamos....
Bom o Planeta Terra está soltando a programação aos poucos, mas pelo visto ainda vai ter que mostrar um pouco mais de serviço. Como já havia sido falado aqui no GD, o Ting Tings confirmou presença. A dupla mais bacana no mundo pop vem acompanhada do projeto N.A.S.A, de música eletrônica do americano Sam Spiegel e do brazuca Zegon que tocou no Planet Hemp e também do Copacabana Club lá de Curitiba que acabou de se apresentar no Popload Gig 2 dia 17 de agosto aqui em São Paulo. Então na lista agora o TT mudou de cor:
JERRY LEE LEWIS........................18/09 Credicard Hall
THE KILLERS.................................21/11 Chácara do Jockey
FAITH NO MORE..................................07/11 Festival Maquinaria
JANE´S ADDICTION............................07/11 Festival Maquinaria
DEFTONES..........................................07/11 Festival Maquinaria
THE PRIMAL SCREAM........................07/11 PlanetaTerra
MOVÉIS COLONIAIS DE ACAJU.........07/11 Planeta Terra
MACACO BONG...................................07/11 Planeta Terra THE TING TINGS..........................07/11 Planeta Terra
N.A.S.A................................................07/11 Planeta Terra
COPACABANA CLUB..........................07/11 Planeta Terra GREEN DAY...................................................07/11 Planeta Terra PRODIGY.......................................................Outubro Festival 80,90,2000
FRANZ FERDINAND....................................vem para tocar no VMB outubro e ainda podem rolar shows extras inclusive no Planeta Terra.
Nota rápida: acabei de receber o segundo volume do jornalzinho da banda Them Crooked Vultures (aquela que gosta de fazer suspense......), e dentro do jornal chamado THE CROOKED TIMES vem o videozinho com a mais nova música que os caras deixaram escapar no espaço virtual, ELEPHANTS:
Que as bandas estão fazendo de quase tudo um pouco para promover suas músicas novas já é notório. Sites com teasers, músicas soltas aleatoriamente na internet, vídeos promocionais e shows em estúdios de publicações sobre música. Mas manter a boa forma de quem escuta os sons essa é no mínimo inusitada. O Pearl Jam vai lançar em setembro o novo disco Backspacer e já vem soltando algumas músicas novas por aí. E nesse fim de semana quem estiver no festival Outside Lands em São Francisco poderá usufruir dessa máquina aqui:
Que faz com que usando a força dos braços você possa movimentar a manivela e ouvir algumas músicas do novo disco. A original idéia poderá ser testada por todo mundo que estiver no festival na sexta feira e agora é torcer para que não aconteça nenhuma lesão por esforço repetido.........
Você já imaginou uma melodia Cashiana nos melhores moldes texanos associado à uma voz de grindcore???? Pois bem, é essa mistura ideologicamente improvável que permeia o trabalho de Chuck Ragan. Desde sua estréia no disco LIVE AT THE TROUBADOUR de 2006 já era possível encontrar os elementos que permeiam essa mistura no mínimo inusitada, guitarras, gaitas, violões e uns pedais aqui e acolá. Com a parceria do produtor Ted Hutt (Bouncing Souls e Flogging Molly) , Chuck faz um som que transita muito bem por bares sujos de beira de estrada e melodias que em muito lembram a fase mais jeca de Neil Young, mas sempre com a marca registrada dos vocais rasgantes. É como se Johnny Cash estivesse com uma faringite homérica e cantasse muito mais roucamente do que o de costume. É lógico que se a sua banda predileta for The Klaxons, você vai torcer o nariz, mas quem disse que não é necessário estar de ouvidos abertos e atentos. O disco novo dele sai em setembro no dia primeiro e se chama Gold Country, aqui você fica com a música gravada ao vivo Between The Lines..........
Criar músicas pop com sotaques mais estravagantes é uma coisa que poucas bandas são capazes de fazer e montar uma linha de maestria tal qual o Talking Heads ou o Clap Your Hands And Say Yeah pode sair pela culatra em muitas bandas. Mas esse não parece o caso da Still Flyin. Esse combo formado em São Francisco pelo cantor e compositor Saw Rawls é praticamente uma banda itinerante aonde membros de outras confrarias sonoras tais quais Track Star, Aislers Set, Ladybug Transistor, Love Is All, Maserati e Red Pony Clock fazem parte. Tornando quase impossível saber quem é que faz parte da banda (incluindo também a participação dos filhos dos músicos), em determinada turnê ou durante os ensaios. A banda vem esporadicamente lançando singles desde 2004 e o álbum completo que se chama Never Gonna Touch The Ground saiu em dezembro de 2008, e nele você vai poder entender como fazer para se obter uma dose quase perfeita de melodias grudentas com riffs marcantes e uma grudenta geléia de guitarras, saxofones, xilofones que provavelmente é uma das melhores formas curativas encontradas nesse cenário cheio de pessoas "muderninhas". Corra atrás....... Aqui você ouve (também ao vivo) o mais novo single da banda The Hott Chord Is Struck:
Imagine se todo contos de fadas fossem escritos por personagens como Hanniball Lecter ou Marilyn Mason, mas quem desse o veredito final sobre a estória fosse o homem de lata após descobrir que o coração dele sempre esteve lá. Essa é uma das definições rápidas sobre esse disco da banda MEW, que leva no título um quase conto completo: NO MORE STORIES ARE TOLD TODAY, I´M SORRY THEY WASHED AWAY. A outra característica que se tem logo de cara é de que se trata de um trabalho maduro e coeso, mas essa explicação minimalista e simplória demais tem uma lógica. A banda está na estrada desde 1997 quando lançou A Triumph for the Man, então é de se esperar que qualquer grupo que já tem 12 anos esteja em um patamar acima da média. Menos o Bon Jovi que continua naquele lugarzinho esquisito preso entre os anos 80 e litros de laquê de cabelo......... Mas uma das primeiras coisas que você vai notar logo na primeira audição da música de abertura New Terrain, é que escutar o disco será no mínimo diferente ( eu ia dizer mágico, mas você ia achar exagero.....). A música começa ao contrário com bateria desconexa e um som que lembra muito experimentações tribais. Samplers usados como backing vocals dão o tom estapafurdiamente onírico da faixa, que quando tocada ao contrário resulta na audição de uma outra música da banda. A voz doce do vocalista Jonas Bjerre parece fazer com que exista uma imerção por completo dentro desse oceano de ecos e quando tudo parece virar uma caixa de ressonância aparece uma quebra violenta de bateria fazendo o som voltar ao básico do rock, mas com os ecos dos backings explodindo em átomos por dentro de cada nota, diminuindo cada vez mais até terminar em um orgão eclesiástico. E isso apenas na primeira música........a partir daí você já sabe que está numa viagem sem volta para dentro de um caleidoscópio itinerante. Introducing Palace Players não faz você mudar de idéia. As batidas quebradas e o riff de guitarra tocado a exautão perfeita na introdução, ajudados por uma quebra de um fundo de percussão é como se você estivesse sendo preparado para um gancho de Ali. E quando a música engata você sente seu queixo despedaçar em múltiplos números primos. E é nessa ambientação que reside uma das qualidades da banda, pela forma precisa que os caras conseguem imprimir em cada nota mesmo viajando por entre um mar de sonhos. Essa faixa é exemplo cabal que existe sim muita vida inteligente entre os reptilianos do rock.
Introducing Palace Players
Beach tem uma levada mais calma, como se a banda estivesse querendo que você recuperasse o ar que lhe foi roubado pelas duas primeiras faixas. Os vocais vão te levar por entre pradarias e ventos vindos do norte, e em muitas vezes te farão lembrar do pop de boa qualidade que existia em algumas bandas dos anos 90. Mas como nada é feito apenas para fácil deglutição nesse disco a balada se transforma em passagens virtuosas. Repeater Beater começa com uma serra elétrica nos riffs e depois disso você é teletransportado dez anos à frente do seu tempo. O ritmo de single imediato disfarça a grandeza épica dessa faixa toda pautada por uma urgência dançante psicodélica, aonde todas as notas te farão no mínimo balançar todos seus pés. Tem um baixo marcado demais, fechando uma cozinha poderosa em diálogos precisos com a bateria e é nesse momento que você vira levemente a sua cabeça para o lado direito, franze levemente sua sombrancelha e diz: meu....essa banda é boa mesmo!!!!!! Intermezzo 1 é apenas uma linha tênue barroca que separa esse primeiro terço do disco dos demais. 29 segundos de recuperação para o segundo capítulo. Aliás esse disco na verdade parece muito mais um livro, por ser dividido em capítulos que muitas vezes contarão histórias diferentes dependendo do dia em que você ler as músicas e de como você as vê. E isso fica claro em todo lirismo da faixa seguinte Sillas The Magic Car. O ritmo lento e quase dormido dessa faixa que muitas vezes parece uma balada de amor, mas com pitadas de neurose extrema vão te lembrar de água batendo em seus calcanhares numa tarde de verão. O carro te levou e você nem ao menos anotou a placa. O segundo ato desse pedaço do disco é Cartoons And Macreme Wounds, uma balada ainda mais neurótica que Sillas. O modo autista de repetição das frases é quase como uma viagem de ácido por entre aponeuroses, que desembocam em um rio por onde provavelmente o submarino amarelo já passou. O tom de voz beirando à Neil Young passa uma calma durante todos os sete minutos da música, que é um belo poema pintado por notas encaixadas milimetricamente que saem da guitarra de Bo Madesen. E os loopings de vozes que culminam com o ápice da canção apenas a tornam mais assustadoramente bela. Som de quem escreve música em um grau muito maior que apenas estrofe e refrão. Com certeza Johnny Ramone não aprovaria nem a metade dela, mas nem só de gabba gabba hey vive o homem........fim do segundo ato. A Dream é o outro intervalo desse disco. Apenas notas bem tocadas por um minuto e quarenta e sete segundos, e não precisa de mais nada.......... O ato seguinte desse disco começa com Hawaii, com um pé nas ondas da ilha mesmo, mas com uma psicodelia poderosa. As experimentações estão em alta escala na sessão de percussão dessa canção. Xilofones falantes, orgãos que se movem sozinhos e guitarras ambientes permeados por uma letra suave, mas com um refrão disforme que tem os dois pés dentro do rock alternativo. Vaccine fala sobre cura espiritual, mas dentro de uma canção pop com um QI bem acima da média. Tem vocação de pista de dança mas para ser tocada em qualquer época, com a pegada da bateria martelando a pele dos tambores e um piano que faria Brandon Flowers nunca mais tentar colocar as mãos nas teclas. O tom sombrio do refrão assimétrico é apenas a ponta desse iceberg de lava. O clima eletrônico de Tricks é a continuação natural da canção anterior e faz com que você tenha várias escolhas no quesito como curtir um som. Você pode bater palmas e dançar escondido dos seus vizinhos do oitavo andar se seguir a linha dos sintetizadores, como também pode apenas fechar os olhos e deixar que as experimentações colocadas pela banda juntando guitarra, pianos, bites e binários. A sensação é de estar voando por entre cogumelos aéreos sem o cinto de segurança preso no seu corpo, inebriante...... Intermezzo está separando as duas últimas faixas desse disco e é apenas isso que ela faz, outra faixa com propósito específico. Isso faz com que ela se torne alvo de fácil esquecimento, mas ela está aí para isso mesmo. O que começa como apenas uma baladinha de amor romântico com um piano em Sometimes Life Ain´t Easy, desemboca dentro de um revolto ritmo que mistura saxofes jazzísticos, distorções e falsetes que por muitas vezes te levam à vertigens completas com direito a rodopios de olhos vendados. E mais uma vez o Mew te leva pra o seu fantástico mundo das experimentações, aonde a música passa de balada para o jazz retornando por um caminho completamente diferente regado a cursos pop, fechando o ciclo com coros de vozes angelicais e um orgão tenebrosamente sacro. A letra fala sobre vida difícil e é um turbilhão mesmo, mas com a calmaria de qualquer resolução depois de uma dessas encruzilhadas pelas quais todos passamos.
Sometimes Life Ain´t Easy
Reprise é o último petardo psicodélico assimétrico do disco, terminando um tons de azul fúcsia. Climas densos com entrecantos de calma calamitosa, mas com uma simplicidade tão grande quanto aos arranjos que podem causar marejamento ocular nos mais sensíveis. Termina dentro de uma nuvem inebriante de calmaria, aonde você pode descansar respirando mais fundo. Uma coisa você pode ter certeza quanto à essa bolacha do Mew, ela não é apenas um disco. É um completo livro escrito com seis mãos que provavelmente irão te levar à lugares aonde você vai querer morar por muito tempo, cercados de pradarias e ventos do norte que batem aleatoriamente no seu rosto mostrando que sim você está vivo.................
Ela já fez um disco aonde falava mal de um presidente americano (você sabe que é o Bush não é verdade????), mas tinha um título que lembrava muito mais uma menção à sua genitália. Já saiu de mulher barbada em outra capa que tinha o singelo nome de Fodedores Paternos. E seu mais recente cd tem o nome singelo de I Feel Cream (alguma alusão à umidade talvez?????). Nunca se sabe qual será a mais nova peripécia da cantora Peaches, canadense de berço insano e que hoje mora e trabalha na Alemanha. O importante é que Merrill Beth Nisker (seu veradeiro nome), está lançando videoclip novo, que apesar de bizarríssimo mostra porque quem nasceu Lady Ga Ga, jamais conseguirá impeach her bush....... O video anos 80 é da última música do disco I Feel Cream e se chama TAKE YOU ON.
Da sessão porque eu não nasci na Inglaterra........ Desde a semana passada rolavam rumores de que a já famosa banda Them Crooked Vultures (Grohl, Homme e Paul Jones), estaria cotada para fazer os primeiros shows na Inglaterra sendo a banda de apoio dos Macacos do Ártico. Esses rumores ainda não confirmados oficialmente parecem ser verdadeiros e o power trio mais cabuloso de todos os tempos deve subir ao palco hoje no O2 Academy Brixton, em Londres abrindo para os Arctic Monkeys. Aí você se pergunta junto comigo o que nós brasileiros fizemos contra o universo para merecer pessoas que marcam dois eventos de grande porte no mesmo dia?????? Imagine-se por alguns minutos vendo as duas bandas juntas......seria algo assim:
Aviso: mais tarde aqui no Gangrena Diario o disco que anda enchendo a cabeça deste blogueiro de meia pataca com cores distorcidas......
A notícia é velha e eu sei. Mas como esse não é um blog jornalístico então esse post é um tipo de não vá se perder por aí para vocês que estão sempre por aqui...... Está se formando em novembro uma batalha entre os dois lados mais bacanas da força meu caro leitor cheio de midichlorians. No canto esquerdo do ring o lado negro pesando alguns quilos de lisergia com o Primal Scream, e do outro perfazendo as maiores bizarrices do rock o engolidor de cadarços Mike Patton e seu Faith No More. Confirmado para o Planeta Terra a banda de Bobby Gillespie, o glasgowniano mais maluco e talentoso de todos os tempos, chega com seu sabre laser caleidoscopiano no dia 07 de novembro. Ainda foram adicionados o peso absurdamente bem tocado do Macaco Bong e os rodopios melódicos do Móveis Colonais de Acajú (que confesso preciso ouvir mais para poder perder o pré-conceito de achar que estou ouvindo Los Hermanos tocado em 77 rotações hahahahahaha). Então para você que acompanha a lista de shows ficou assim:
JERRY LEE LEWIS........................18/09 Credicard Hall
THE KILLERS.................................21/11 Chácara do Jockey
FAITH NO MORE..................................07/11 Festival Maquinaria
JANE´S ADDICTION............................07/11 Festival Maquinaria
DEFTONES..........................................07/11 Festival Maquinaria
THE PRIMAL SCREAM........................07/11 PlanetaTerra
MOVÉIS COLONIAIS DE ACAJÚ.........07/11 Planeta Terra
MACACO BONG...................................07/11 Planeta Terra
THE THING THINGS....................................07/11 Planeta Terra
GREEN DAY...................................................07/11 Planeta Terra PRODIGY.......................................................Outubro Festival 80,90,2000
FRANZ FERDINAND....................................vem para tocar no VMB outubro e ainda podem rolar shows extras inclusive no Planeta Terra.
O Prodigy continua por aqui, afinal de contas a esperança é a última que morre abraçada e ainda vamos ouvir novidades sobre o Franz........
Jack White e a trupe do Dead Weather estão excursionando pelos EUA divulgando o trabalho de estréia Horehound, mas Mr. White ainda está aproveitando para divulgar seu selo o THIRD MAN RECORDS, que possui uma loja única e permanente em Nashville. Porém dessa vez ele vai trazer o circo todo para a cidade de Los Angeles. Entre um show e outro (serão dois lá), ele vai abrir uma filial de sua loja (com a entrada pintada de amarelo) por 3 dias apenas no Regent Theater, e como informou o empresário de Jack essa será a oportunidade perfeita para poder espalhar a música do selo pelas cidades. Quem tiver a sorte de estar dentro da pequena loja dos "horrores" na tarde dessa quarta, quando ela oficialmente abre ainda terá a chance de ver um showzinho do Dead Weather na faixa. E de quebra comprar algumas raridades que serão vendidas lá. E eu ainda me pergunto se um dia verei a produção em larga escala do teletransporte, ou um Delorean pelo menos........... Enquanto você não vai para loja, assiste à esse sensacional clip do Dead Weather da viniliana Will Be Enough Water.
Aqui no Gangrena Diario, você já tinha lido à respeito do documentário sobre o AC/DC (se não leu, pode ler aqui) , que fala sobre a banda do ponto de vista dos fans e de como a mastodôntica usina atômica da Austrália se tornou um clássico. O trailer gigantesco ainda não havia saído na net........até agora:
Terça feira de chuva e preguiça. Nuvens por entre os dedos de quem tem muito tempo.....será que o ácido que eu tomei era muito forte?????? Não sei. Mas essa banda ainda vai dar muito o que falar. Na verdade o MEW já vem ganhando cores realçadas dentro do mundo do power pop há um bom tempo. Em 2006 lançaram o aclamado AND THE GLASS HANDED KITES. Definido como um álbum feito por quem não fumou maconha, mas está seriamente pensando em faze-lo, já trazia as marcas registradas desse trio dinamarquês: batidas desconexas com mudanças de andamento dentro do mais anormal possível. Mas junto disso melodias que são capazes de despertar a mais tenra melancolia seguida de explosões estapafúrdias de alegria. E nesse disco novo "oficialmente" lançado hoje, NO MORE STORIES ARE TOLD TODAY, I´M SORRY THEY WASHED AWAY a banda marca seu experimentalismo com uma maestria pop de quem já está bem calejado. Música de pessoas extremamente apergianas cerebralmente. Escute aqui o single Repeater Beater:
De vez em quando no mundo da música você sempre tem aquelas pessoas que parecem que estão no circo para aparecer somente nas revistas de fofocas ou que fazem do jeito esquisito pré requisito para entrar nos holofotes. Sempre se auto definem com autores, escritores, compositores e todos os outros ores que você conhece. Para cada Theressa Andersson existe sempre uma Lilly Allen de plantão esperando os primeiros cliques polaroidianos para mostrar os dentes. E quando você der de cara com esse cidadão aqui, um tal de DARWIN DEEZ na hora vai relacionar o cara com esse tipo de descrição. Ainda mais depois de ver o clip aonde ele dança com algumas pessoas no melhor estilo Praise You de ser. O que parece uma cópia mal acabada do Weird "Al" Yankovic, na verdade guarda uma grata surpresa, com melodias grudentas que possivelmente ajudarão a passar uma ressaca de domingo com mais calma e quietude. Esqueça a capa do livro e se concentre nas escritas. Um pé nos Strokes mas com um pouco mais de viagem e letras cabeçudinhas na medida certa, faz com que Darwin mostre que o outro estava certo, seja para o bem ou para o mal. Aqui você ouve Constellations:
Imagina você no meio do expediente de trabalho e de repente uma das mais bacanas bandas da atualidade, o SUNSET RUBDOWN começa a tocar dentro do escritório. Assim fica fácil trabalhar...... A banda canadense formada em 2005, que no início era apenas um projeto solo de Spencer Krug que na época estava em outro grupo muito bom o WOLF PARADE, teve seu mais novo disco (Dragonslayer) cotado como um dos melhores de 2009. Mais sobre a banda você escuta no podcast do Gangrena Diario no próximo domingo com sons que a banda fez ao vivo e nunca foram lançados em disco. Por enquanto você pode curtir a banda no escritório da Pitchfork TV tocando Silver Moon.....
Os refrões para cantar junto, as esquisitices videoclípticas e a quantidade ecologicamente incorreta de sintetizadores nas músicas podem estar de volta com muito mais força em 2010. Pelo menos é assim que as coisas vão ser para os caras do MGMT, que em uma entrevista hoje disseram ter mais de dez músicas para o sucessor de Oracular Spetacular, o mais do que aclamado pela crítica disco de estréia da banda. O que particularmente esse blog até acha um pouco jabaculesca essa babação de ovo, porque sim o disco é bom e tem músicas que grudam na sua cabeça em milésimos de segundo, mas não chega a ser por exemplo um Is This It que tem um petardo atrás do outro. Aliás esse disco do MGMT tem até umas músicas chatinhas........ Mas o que interessa é que a banda já tem material gravado e até já chegou a mostrar duas músicas novas no show realizado em junho no festival Bonnaroo. Mas porque só em 2010????? Simples, a banda achou que gravaria tudo muito rápido, mas uma vez dentro do estúdio descobriu que não trabalha tão rápido assim.....mas em compensação as demos das novas canções estão ficando melhores, de acordo com o vocalista e guitarrista da banda Andrew VanWyngarden. Ele também disse que muitas das novas canções estão sendo feitas na estrada.........durante essa turnê do primeiro disco. E aí fica a pergunta.........você acha que é apenas jogador de futebol que tem resposta pronta para tudo, afinal de contas você já ouviu uma resposta assim em algum lugar........do tipo: olha, estamos em um processo de gravação cheio de nuances diferenciais em relação ao disco de estréia......e demoramos porque trabalhamos mais devagar e muitas canções estão sendo compostas na estrada. Não te lembra muito aquelas que dizem que o time se empenhou mais o adversário era uma equipe de respeito ou vamos seguir trabalhando com a ajuda de Deus e manter a humildade......essas coisas.......acho que vou ver o Rap Do Joel Santanna que é um pouco mais original......... Enquanto o disco do entrosado MGMT não fica pronto vamos numa sessão flash back de 2008:
Parece que as negociações, que haviam sido interrompidas pelas quantias astronômicas pedidas pelo Jane´s Addiction para tocar no Maquinaria, voltaram a acontecer.........e deram certo. O site da banda anuncia a data do show em São Paulo para o dia 07 de novembro. E se por acaso o Planeta Terra não arregaçar as manguinhas para o trabalho pesado, estaremos novamente no matadouro da Chácara do Jockey para ver Perry Farrel e Mr. Patton em seus dias de avestruz........
Tell me why I don´t like mondays!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Bom antes de mais nada se você ainda não ouviu o podcast desse domingo, a gente coloca o vídeo da apresentação do Radiohead que rolou nesse fim de semana na Aústria. A banda tocou a música nova THESE ARE MY TWISTED WORDS o que não chegou a ser uma surpresa, afinal de contas ocorreu durante uma semana uma verdadeira caça notícias para poder saber se era ou não dos caras a música. A apresentação que marcou o início do fim de uma era (como disse Brandon Flowers numa entrevista esse fim de semana.....) foi assim:
Não gosta de filmes sobre alienígenas?????? Achou o Senhor do Anéis uma maratona de paciência apenas comparável ao seu curso de crisma aos sábados de manhã??????? Pois bem prepare-se para rever seus conceitos, porque chega aqui no Brasil em outubro, o filme que tem como mentor Peter Jackson, o hiper mega ultra nerd plus que dirigiu a trilogia dos Hobbits maconheiros (e nem venha me dizer que aquela cena dos fogos no primeiro filme é coisa de gente que não puxa um fuminho!!!!!!). Trata-se de Discrit 9 ou Distrito 9, que tem como resumo o seguinte: Imagine-se perdido dentro de um mundo desconhecido, onde a sua nave espacial está encalhada e você não consegue sair, mas o lugar aonde ela foi parar fica no meio da Africa dentro de uma zona aonde você está há vinte e oito anos isolado do resto da população de humanos e vive dentro de um gueto igual à qualquer favela, aonde existem conflitos segregacionais, violência extrema, joguetes políticos e todo o tipo de racismo.O título é uma menção ao Distrito 6, na Cidade do Cabo local aonde aconteceram os piores massacres ligados a discriminação racial. O filme é do desconhecido diretor Neil Blomkamp, baseado em um curta metragem do mesmo.E um detalhe importante, Neil estava cotado para ser o diretor de mais um mero blockbuster sobre o video game Halo, mas preferiu seguir com o projeto sobre os alienígens mais perdidos que os humanos que até agora já arrecadou mais de 37 milhões (em um pouco mais de 1 semana de exibição), dá uma olhadinha no trailler......
E o curta metragem que deu origem ao filme é esse aqui.....
Que não existe mais liberdade no mundo é uma constatação pleonásmica. Você é tolido de toda e qualquer forma de expressão e é obrigado a engolir leis feitas por falsos deuses fariseus, que evocam a ordem atrás de uma mesa cheia sujeira dentro de um gabinete cocainômano de aluguel.........isso todos vocês sabem........ Mas o que vocês não imaginam é que os agentes da Gestapo que aplicam essas leis, estão à soltam e sem coleiras...prontos para medir a culpa de todos inadvertidamente. Com parâmetros cegos de precisão. Deixando passar absurdos homéricos e tolindo um simples gesto menor dentro de um contexto de realidade absurda....... Então você pode imaginar a situação: Você está dentro de uma bar, nesse tempos do hipócrita politicamente correto. E aqui eu abro um parênteses, eu digo hipócrita porque a única pessoa que eu conheço que é ecologicamente correta mora dentro de um sítio e é auto suficiente no que se diz respeito à necessidades básicas.....então não adianta vir querer me convencer que todos que batem no peito e se dizem amigos da natureza e defensores das baleias são cem por cento verdes. Não existe.....seria muita hipocrisia acreditar nesse padrão de perfeição sabendo que a merda que sai de dentro do seu reto, vai parar exatamente no rio que passa no quarteirão de baixo da sua casa. Normalmente essas pessoas que perante a chamada sociedade agem verde, cospem no chão com mais frequência e espirram sem por a mão na boca (provavelmente na sua cara......). Voltando ao bar. Imagine-se dentro de um estabelecimento da modinha de uma cidade do interior que é movida pelas colunas sociais doravante instrumentos de capacitação e niveladoras de status quo....... Tente entender o contexto de um bar aonde a lei anti-fumo está sendo aplicada, com centenas de meninas fumando escondido dentro do banheiro feminino, à ponto do cheiro da fumaça ser inalado pelos seguranças que ficam na porta. Atenha-se ao detalhe que nesse mesmo bar, aonde não se é permitido fumar, consegue-se cheirar facilmente cocaína no banheiro masculino se assim você desejar fazer, o que é exclusivamente problema seu. Mas atenha-se ao detalhe......... Imagine então esse contexto de lei sendo aplicado hipocraticamente, mas dentro dos parâmetros de sociedade interiorana consciente e colunesca, em uma terra aonde as gangues de pessoas que povoam a madrugada fora do circuito dos lugares frequentados, lhe oferecem olhares de terror. Como se quisessem punir os outros (e mesmo você não mora na cidade), por fazerem parte desse mundo cercado de maquiagem e fotos. Conseguiu imaginar todo o contexto?????? Pois bem então, dentro desse bar em questão, aonde pessoas se escondem por entre as cadeiras de um canto para poder fumar, um gesto simples de pegar um cigarro (ao lado do banheiro feminino que estava cercado de névoa nicotinada), e tentar acender sem ficar escondido ou enfiado dentro do banheiro causou um acidente de proporções homéricas. E eu acompanhei a cena toda de perto........ Com o cigarro apagado na boca e seu isqueiro aceso, Fox Mulder foi "educadamente" interpelado por um segurança que com palavras de amor e compaixão disso assim: "Apaga esse cigarro e me acompanhe....." Mulder por alguns instantes se assuta e sorri pedindo desculpas para o segurança por estar com o cigarro apagado na boca. Tentando conversar Mulder diz que guardará o cigarro no maço e vai esperar a vontade passar, mas o segurança mesmo assim insiste alterando o tom de voz para mais militar........ "Me dá sua comanda, sobe , paga e vai embora do bar....para você aprender a respeitar seu semelhante e "comprir" a lei seu babaca........." Nesse momento nosso anti- herói percebe o que estava acontecendo, e argumenta com o truculento segurança que já o pega pelo braço e começa a querer desfilar com ele pelo bar como se estivesse em cima de um estandarte......oferecendo a cabeça de Mulder para a apreciação pública como se este fosse algum tipo de estuprador da moral interiorana. E a irônia é que o segurança provavelmente estava naquele momento colocando para fora toda a sua frustração com o próprio pênis, porque afinal de contas o modo como ele queria mostrar que era o macho alfa indica claramente impotência aguda do corpo cavernoso........ Na argumentação feita por Mulder, ele indica que além de não estar com o cigarro aceso ele estava sendo retirado do bar por um segurança que estava ao lado do banheiro feminino, aonde as pessoas esstavam fumando em um espaço mais fechado e que quem fosse ao banheiro e não fumasse já sairia com um efisema pronto para viajem ( por favor o meu sem queijo!!!!!!). Mas o segurança como qualquer nazista ou milico eunuco do exécito brasileiro na década de 60, oferecia cada vez mais a voz grave e exibia Mulder como assassino dos bons costumes de botique dentro do bar. Fox não debateu mais, entendeu todo o contexto hipócrita da situação e teve mais certeza que não pertencia aquele lugar, colocou sua cruz no ombro, aceitou a coroa de espinhos e saiu. Pagou sua comanda, desceu a rampa de acesso do bar, foi até o carrinho de cachorro quente e pediu uma cerveja. Sentou-se e acendeu um cigarro. Ficou lá, até o momento em que o dono do bar sentou-se ao seu lado lá fora (fumou um cigarro com Mulder...) . Não estamos aqui defendendo a quebra protocolar de uma lei federal, por mais imbecil que a lei seja. Nem vamos achar que Mulder seria o certo da história se por acaso tivesse acendido o cigarro, mesmo dentro do bar ser permitido fumar no banheiro feminino....... O que conta aqui é além da óbvia truculência, despreparo e impotência das pessoas que tem como função manter a sua segurança, a hipocrisia que existe no cumprimento dessa nova lei. Não se pode sair do bar para fumar ao ar livre, mas dentro do banheiro feminino pode. Ahhhhh e cheirar também pode no masculino, mas você jogar na cara das pessoas o quanto elas estão sendo hipócritas isso sim faz de você um criminoso. Passível de ser tratado como "estrupador" ou qualquer delinquente. Vendo Mulder ser levado embora do bar eu pensei como a cidade dos meninos que usam boné iria acordar desse pesadelo movido por colunas socias cheias de burrice e falsa moralidade, e eu não acho que um dia ela possa acordar......quem sabe se uma dessas gangues de rua tomassem a prefeitura e ordenassem a execução sumária de todos os falsos moralistas........mas mesmo assim a cidade correria um risco de ficar semi deserta.......
E como já ninguém aguenta mais os vídeos de espera do Crooked Vultures, eles resolvem colocar mais um......do show de ontem na Bélgica com a música Dead End Friends:
Essa semana e a passada todos os meios de comunicação, sejam eles reais ou não, falavam dos quarenta anos de Woodstock e de como o festival representou um passo grande no quesito convivência entre os seres humanos. Como o amor durante três dias celebrou junto com a paz uma inclassificável mudança no comportamento das pessoas que ali estavam e no mundo de uma maneira sem precedentes. Tudo bem, eu aceito o argumento de que o festival definiu padrões de como seriam os grandes shows até hoje, que se existisse mais o tal do espírito de Woodstock por aí não haveria muita violência e talvez na saída do show do Kiss aqui no Anhembi esse ano, nós não veríamos tanto vandalismo. Mas o melhor desse ano pode ter certeza, que não foram as comemorações de Woodstock, afinal de contas o que o fim de semana dos hippies mudou na sua vida??????? Você que acorda às seis da manhã e tem que pegar uma condução lotada de gente que está mal humorada e respirando poluição desde o nascimento. O que mudou na vida pós moderna dos frequentadores da baixa Augusta, vestidos em suas roupas indie grife???? Nada......Woodstock não mudou nada no preço atual do meu condomínio ou na prestação da TV por assinatura. A tal da revolução do amor não passou de um lampejo regado à muito ácido e maconha, o mundo não absorveu de verdade nenhuma das grandes idéias pregadas pelo festival (talvez John Lennon tenha entendido, mas ele, como todos os outros Beatles, eram reptilianos, então não conta muito). Você por acaso acha que José Sarney ou qualquer um dos senadores que usam dinheiro público para bancar festinhas e viagens, tem alguma coisa de hippies amorosos dentro de seus corações de homem de lata, no máximo possuem a manipulação do homem atrás da cortina. É por isso que esse documentário que vazou na internet na mesma semana do aniversário de Woodstock se torna, além de obrigatório, um marco na história da humanidade. Não por apenas mostrar uma banda em fase de esmerilhamento musical agudo, mas também por jogar na cara de toda uma sociedade puritanista e hipócrita aquilo que em poucos anos ela se tornaria......... O documentário é COCKSUCKER BLUES de 1972, a banda, ROLLING STONES. Resumão da opereta: Uma equipe de filmagens liderada pelo cineasta Robert Frank viaja junto com a banda durante a turnê americana daquele ano. Vamos lembrar que em 72 a discografia das pedras já contava com as pancadas de Let It Bleed, Stick Fingers e Exile At Main St., e que a banda estava no auge da alquimia bluseira tocando com um naipe de metais nos shows que foi tudo aquilo que os Los Hermanos tentaram e não conseguiram. Os shows eram disputados à tapas pelos fans, as mulheres tentavam de qualquer maneira entrar nos hotéis aonde a banda se instalava e as pessoas os adulavam de todas as maneiras. Jagger e Richards eram semi-deuses dionísicos poderosos e desejados por todos. Era um dos auges por onde a banda passou em toda a sua vida, e era a pior fase de chapação de todo mundo. Traficantes dentro do avião da banda, orgias, heroína, cocaína, maconha, PCP, ácido e tudo que você imaginar. E isso não é obra de ficção científica não.....as cenas são de uma crueza digna de Glauber Rocha. Aliás não tem como não se lembrar das tomadas de Deus e o Diabo na Terra do Sol quando da procissão atravessando as paisagens áridas catingadas pelo sol quando vemos o espetáculo bizarro dentro do quartos de hotel e do avião da banda. Nem Godard com seu Je Vous Salie Marie, atraveu-se tão grandiosamente a proporcionar um espetáculo que chocasse tanto quanto os Stones foram capazes com esse documentário. Tanto que pelas palavras do próprio Keith Richards: "se esse filme fosse visto nos Estados Unidos, nós provavelmente nunca mais faríamos shows lá". E nisso ele tem toda a razão, afinal de contas durante as nove partes nas quais o filme foi dividido o que se assiste são cenas e mais cenas de puro romanismo caligulano. Mas toda essa resenha nelson rubensiana, não mostra exatamente a natureza selvagem que se esconde dentro desse filme. Primeiro porque todo o consumo de drogas , na maioria das vezes é papel de toda a trupe que cercava os RS. Ver a banda se drogando acontece em apenas umas quatro cenas (e precisa mais??????), e a que mais choca é quando vemos uma das groupies que minutos antes aparece quase se masturbando para o câmera, tomar um pico de heroína no braço, após não achar o vaso sanguíneo no punho. De resto são apenas tomadas esporádicas, e nem a famosa cena aonde Jagger acaba com um montinho alpino de cocaína é cortada em cima da hora. Então toda a conversa sobre as drogas tem muito de sensacionalismo. Porque afinal de contas está todo mundo já acostumado com esses excessos das bandas. E aí é que eu começo o questionamento: esse fato de todo mundo já saber e ligar as drogas pesadas e esse hedonismo ao mundo do rock tem haver com Woodstock????? Isso não tem nada a ver com paz e amor meu careta leitor, isso tem haver muito mais com pedras desmoronando........ Mas o que é muito mais precioso no final de cada êmbolo de dez mililitros são as músicas. Ver a banda destruindo o palco com explosões de fúria, rock e blues é infernalmente sublime. E mesmo em momentos com músicas mais conhecidas como Brown Sugar a banda oferece uma violenta amostra de como improviso e talento é capaz de modificar estruturas físicas de concreto e ferro, e nem mesmo quando Jagger está caindo pelas tabelas de tão louco a banda deixa de parecer imortal. Sim eles eram Dionísios Luciferianos, e encarnavam esse papel com uma maestria tão grande que na verdade trascendiam o aspecto humano, eles eram acontecimentos de pura energia octanocubânica volátil............ Então meu caro católico e ruborizado leitor, o legado de COCKSUCKER BLUES é muito maior que Woodstock por no mínimo duas coisas: O filme antecipa o que a sociedade americana se transformaria ( e depois todo o mundo) alguns anos depois na época da discoteca, aonde o Estúdio 54 se tornaria o epicentro de uma época regada à cocaina e sexo desenfreado pré Aids. Foi profético no sentido comportamental da discussão, foi catarse de tempo e evolução. E isso Woodstock não conseguiu. Os hippies não foram capazes de prever que no ano de 2009 uma das reportagens dessa semana do The Guardian da Inglaterra é sobre um bar de cocaína nas ruas da Bolívia, vendendo a iguaria em plena luz do dia como se fosse um simples refrigerante. O festival foi sim uma polaroid de um tempo que depois da involução humana, ficou apenas num sonho no papel ou na cabeça dos hippies que ainda moram em suas ruas. Essa transcendência atemporal cabe aos Stones. É como eles dizessem: olhem, gravem e repitam. E é isso que a sociedade faz até hoje. Ou você tem a ilusão de que o mundo está ficando mais careta e mais all you need is love????? E do ponto de vista musical é aonde as pedras realmente rolaram mais longe. A mistura descarada de rock e blues ficou tão enraizada na genética das gerações seguintes que dá frutos até hoje. Você duvida????? Então escuta qualquer composição atual do Jack White. O cara que é mais hiperativo e bacana do rock hoje em dia, copia ( mas não apenas faz um mero plágio) a cartilha "caminho suave" de Jagger/Richards. E a lista não para por aí, Led Zeppelin, The Racounteurs, The White Denim, The Dead Weather, Eric Clapton e mais uma veia imensa de bandas correm por esse traço deixado pelos Stones. Então esse documentário é sim essencial para entender o que se tornou a sociedade e o que o rock fez depois. Se puder corra e assista antes que ele seja tirado da net, porque além de tudo existem ainda as bizarrices que cercam o filme. Por exemplo ele só pode ser exibido na presença do diretor Robert Frank, então é quase impossível de assiti-lo em público. E reza a lenda que a única pessoa que tem uma cópia do filme é Marylin Mason. Mas o que frita a sua cabeça é entender como por 37 anos um filme consegue ficar escondido e cair na internet apenas agora?????? Clica na imagem aqui embaixo e corra porque a primeira parte já era.........
Você tem acompanhado aqui todo o mistério em cima da banda Them Crooked Vultures e de como eles estão fazendo de tudo para deixar a banda como sendo o segredo mais bem guardado da internet......mas de vez em quando alguém com aquele espírito anarquista de sempre dá uma bela volta no sistema, nesse caso, um dos poucos felizardos que assistiram ao show dos caras em Amsterdam no começo da semana, fez esse vídeo aqui, com a música Dead End Friends:
Assite antes que eles tirem da internet (hahahahahah)
A banda americana The Walkmen formada em 2000, quando lançou Bows And Arrows o segundo disco deles, em 2004, aonde se encontra esse som aqui,
The Walkmen / The Rat
parecia estar fadada a ser mais uma dessas bandas que fazem um som igual à qualquer conjuntinho indie de hoje em dia. Ainda mais quando a banda virou trilha sonora de seriadinhos da moda como The O.C. Talvez isso tenha feito com que o grupo (formado por membros das bandas Jonathan Fire Eater e The Recoys ) composto por Paul Maroon (guitarra e piano), Walter Martin (órgão e baixo), Matt Barrick (bateria), Peter Bauer( que também toca orgão e baixo) e Hamilton Leithauser (vocais e guitarra) ficassem longe dos holofotes mais sensacionalistas da mídia indie. Mas o ano passado ao colocarem no mercado You & Me, mostraram que todos esses anos de estrada passados meio que na surdina fizeram bem pro som dos caras. E hoje eles estão lançando esse videoclip da música On The Water, do disco do ano passado. O clip é dirigido por Ben Jacob e tem todo um estilo Colheita Maldita de ser......confere aqui:
E a propaganda viral dos caras do Them Crooked Vultures continua pesada, alguns minutos atrás no e-mail do blog, eu recebi essa cartinha aqui:
Quando você clica no vídeo, você é redirecionado diretamente para esse aqui:
Cítaras, bumbos de brinquedo, teclados e uma pouco mais da música Nobody Loves Me Neither Do I..... Ao clicar na foto você cai diretamente na página do flickr dos caras com as fotos do show em Amsterdam, clica aqui para ver as fotos. Olha vou contar uma coisa.....está ficando difícil esperar!!!!!!
Os caras do Them Crooked Vultures (Josh Homme, Dave Grohl e John Paul Jones), estão realmente sabendo manter o nível de suspense em cima da banda. Primeiro são os recados no twitter, que deixam a galera em polvorosa provocando correria para a compra de ingressos ou por um pedaço de vídeos teaser (como aqueles que você viu aqui há umas duas semanas). E hoje uma foto sensacional do show que eles fizeram em Melkweg, para literalmente poucas pessoas e sem nada de câmeras ou afins.......
Antes de mais nada vamos por partes, que essa quarta-feira de manhã está parecendo segunda-feira pré-apocalíptica. Primeiro os shows.......... Quebrando as pernas de quem dava como certo a vinda do Jane's Addiction para o festival Maquinaria, a banda do Sr. Lollapalooza depois de conversas envolvendo cifras astronômicas resolveu ficar em casa e vir para o Brasil apenas em 2010. Outra banda que vinha e parece que vai manter os modelitos estilosos longe dos olhos dos brasileiros é o Yeah Yeah Yeah's, forte nome na escalação do Planeta Terra desse ano. Bom, não é preciso nem dizer o quanto as produções dos dois festivais estão sendo no mínimo (para usar um adjetivo primariamente educado......) burras. Primeiro......... dentre 365 dias do ano, eles escolhem duas datas iguais para fazer dois festivais grandes em um país que está cheio de grandes concertos. Afinal de contas todo ano tem Reading, Glastonbury, Lollapalooza aqui no Brasil, sem falar do Rock In Rio.........ahhhhh tinha esquecido, esses festivais que eu disse são feitos na Europa e o Rock In Rio é na Espanha ou Portugal e não no Rio né.......foi mal hein!!!!!!! Depois a produção do Planeta Terra (que ano passado, com a escalação das bandas, tinha dado uma rasteira gigante no (R.I.P.) Tim Festival), está perdendo o trem da história pelo menos no quesito palco principal. Enquanto o Maquinaria vai trazer o engolidor de cadarços de tênis Mike Patton e seu Faith No More, o PT (essa sigla também é de doer....) vai trazer a ladainha política americana do Green Day. A banda é chata, e punk de botique por punk de botique o Offspring o ano passado parece ser menos deslocado do que o Green Day. Se a produção do PT quisesse mesmo fazer um festival para bater de frente com o Maquinaria, traria o AC/DC. Afinal de contas essa turnê dos australianos pode ser a última e ainda por cima o documentário sobre a banda (que você leu por aqui à respeito), vai sair quase na mesma época dos shows. Então é só fazer as contas. A agenda de shows ficou assim:
CHUCK BERRY..............................19/08 Via Funchal
JERRY LEE LEWIS........................18/09 Credicard Hall
THE KILLERS................................21/11 Chácara do Jockey
FAITH NO MORE..........................07/11 Festival Maquinaria
THE THING THINGS............................07/11 Planeta Terra
GREEN DAY............................................07/11 Planeta Terra
DEFTONES.............................................07/11 também no Maquinaria
PRODIGY...............................................Outubro Festival 80,90,2000
THE PRIMAL SCREAM......................Outubro no mesmo festival do Prodigy
FRANZ FERDINAND...........................vem para tocar no VMB outubro e ainda podem rolar shows extras inclusive no Planeta Terra. E agora um som para passar o dia melhor. Os caras do Dinosaur Pile Up, são os mais novos queridinhos da mídia indie, há algum tempo atrás você também viu eles aqui. Agora eles estão com um som novo que é extremamente recomendável para essa quarta-feira nebulosa, o nome do som é Car Attack e você escuta ele aqui:
Dinosaur Pile-Up / Car Attack
Outra banda que talvez esse ano apenas solte esse single que você vai ouvir são os caras do Klaxons. Dentro de um projeto de coletâneas chamado Blast Firsts Petite´s, a banda, que explodiu com Atlantis To Interzone, mostra seu lado mais Roy Orbinson sintetizado com Sweethert
Eles estão voltando..... O Pearl Jam, uma das únicas bandas que ficaram inteiras depois dos anos 90, chega de disco novo em setembro, no dia 20. Mas antes eles soltam um making-off do disco novo, Backspacer, que tem os mesmos moldes de filmagem de um outro documentário da banda na época do disco Yeld (SINGLE VIDEO THEORY, dirigido por Mark Pellington). O documentário mostra os bastidores e a banda fala como estão se divertindo ao compor as coisas novas, dizem também que essas são as melhores letras que a banda já fez e que o disco é uma unidade coesa e poderosa.......e ainda dão a dica de como compor músicas boas: elas começam na pia da cozinha com as letras ao contrário. Os fãs da banda pelo menos esperam que esse novo trabalho seja um pouco melhor que o disco anterior (aquele que cheirava abacate!!!!). Mas pelas amostras no vídeo, já dá pra saber que pelo menos esse disco não vai ter cheiro de jaca.........
Nesse exato momento eu completo 46 horas sem dormir. Já pedi para todos os plantonistas do E.R. da oitava temporada se prepararem. Eu tenho quase certeza que alguma coisa de errado existe na química do meu cérebro, e talvez nem seja pelo fato de ter cruzado duas vezes muito de perto com aquela senhora da foice e capuz preto, muito menos pelo desequilíbrio químico no homúnculo de Penfield. Mas essa confusão que se forma toda a vez que tento em vão fechar os olhos, às vezes me acalma........e me faz ver as coisas com uma velocidade menor do que a urgência do mundo da música atualmente. Afinal de contas hoje os deuses se erguem aos milhares com velocidade de um twitter por terabytes/segundo. Não existe mais convivência com a sua banda predileta, mesmo porque ela muda de acordo com a semana ou com o blog mais frequentado. Essa correria que, como diria um blogueiro famoso, smells like a twitter spirit........ Mas quando se demora mais um pouco para fechar os olhos e ver a próxima salvação do mundo do rock, é possível ver os melhores ângulos de uma banda que possivelmente seria a banda da semana ou, no máximo, um dos melhores discos do ano e depois de um tempo ninguém mais se lembraria. Ou permaneceria na categoria de sons que pertencem à um grupo específico de ouvintes e aí ficaria dentro dos círculos das patrulhas ideológicas que assombram o mundo da música. Quando não conseguimos fechar os olhos, as coisas entram em movimento de time bullet permitindo ver todos os movimentos cinemáticos de certas bandas. É o que aconteceu entre este que vos escreve e o DANANANANAYKROYD. Essa banda da Escócia (mais precisamente Glasgow) que tem por nome uma brincadeira com o nome do ator Dan Aykroyd. Eles lançaram o primeiro disco intitulado HEY EVERYONE em abril de 2009, e nesses tempos de modernidade rápida, abril nem parece estar colocado no mesmo ano que agosto, mesmo tendo apenas se passado três meses. E olha que a banda nem é tão nova assim. Eles começaram em 2006 como um trio e hoje se apresentam como sexteto e vem lançando singles desde então. E além do disco, os caras (e a menina), ainda tocaram com os Kaiser Chiefs e o Foals. Nada mal para uma banda com três anos de idade. Mas esse disco apesar das críticas boas recebidas, não ultrapassou o posto de 154 na parada britânica. E mesmo aqui na "terra tropical do mundo indie", o disco chegou a ser citado por um astro da blogsfera ou por outros nem tanto, mas mesmo assim quase todas as críticas estavam mais preocupadas em discutir o nome da banda, do que perceber o que o som trazia. E assim passaram três meses e você ainda lembra do Dananananaykroyd??????? Você já ouviu falar da banda, pois então vamos ao fatos............. A banda tem um nome esquisto e isso é fato consumado, mas se você já tentou falar o nome do primeiro EP do Super Furry Animals (Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch (In Space)), então o nome deles se torna até mais normalzinho. Mas isso não interessa..... O disco abre com o título do álbum sendo tocado, uma versão instrumental que tem início igual à qualquer hinozinho médio de banda de garagem, mas as nuançes de trocas nas notas são de uma beleza inebriante e você chega a se esquecer que esse é um ábum de estréia. Com os integrantes gritando o nome da banda, Watch This chega de sopetão. E essa introdução parece querer mostrar para quem quiser ouvir esse disco, do que eles são capazes em questão de peso. E nesse primeiro momento convecções Fugazianas invadem a sua cabeça. Os vocais são cada vez mais potentes e corte de navalhas na faringe são mesclados com a leveza dos backing vocals trazendo uma sensação de desespero eminente. Que se completa com o início da terceira faixa The Greater Than Symbol & The Hash, que acaba se afastando um pouco das marteladas iniciais, mas nem por isso carregando um canhão à menos. Com toda a vocação de música de balada punk-psicodélica. Já se percebe antes mesmo da faixa Black Wax, que os músicos do Dananananayroyk são muito bons, mas essa faixa deixa tudo mais fácil de se entender. A mudança do estilo apenas mostra o quanto de variação de cores a banda pode fazer, o que diga-se de passagem, é a melhor qualidade desse disco todo. Escuta aí:
Black Wax
Totally Bone, continua na mesma levada de peso do início, mas toda a quebra na letra cria um enorme quase improviso feito pelos músicos. Não existem aspirações sonic youthianas, mas a banda segura bem o quesito estranheza nos acordes. Pode até ser que te lembre um Mars Volta mais digerível, mas não é. Mas se a faixa tivesse trinta segundos à menos seria tão clássica quanto a próxima, Pink Sabbath. Os vocais pixiesnianos levados ao extremo inundam seus tímpanos com velocidade e fúria capazes de você sentir a dilatação do seu tímpano como se fosse ferro incandescente, ainda mais quando as viradas na bateria são assombradas. Mas a partir da metade do disco a banda deixa um pouco a estranheza de lado, e começa a soltar uma veia mais pop. Mas ser assim com o tamanho do peso que eles impõem em cada nota rasgada pela garganta não é coisa de amadores. E fazer uma música de 39 segundos, numa levada grind core também não é fácil. Mas One Chance é assim........ Some Dresses, vai te levar para todos os lados do Pavement possíveis, e chega até ser uma faixa que apesar de toda a marretada serve para uma animada pista de dança, mas não vai achando que você vai achar algo como Hot Chip........o som desses caras está muito mais para improvisação dançante, do que pop fácil.......
Some Dresses
1993 e Hey James, são quase a mesma faixa, tamanha igualdade nas notas e compassos univitelíneos que elas apresentam. Tem uma levada mais ''água com açúcar'', o que nesse caso não alivia em nada o peso das duas canções. E faz com que a primeira coisa que você se lembre é de um outra banda que tem a mesma linha de música, com a diferença de que ela, por ter uma vocalista feminina, tem um pé muito na melodia e não na gritaria. É o BLOOD RED SHOES, outra banda daquelas que às vezes podem cair no abismo, mesmo tendo um som sensacional quanto o deles. O disco HEY EVERYONE termina com a mais que bem vinda ao mundo do chacoalhamento esquelético, Song One Puzzle, que tem uma introdução tão longa que você acha que ela será instrumental, os vocais de Calum Gunn não deixam dúvidas de que esse foi um dos lançamentos mais barulhentos do ano. Existem bandas que devem nunca mais sair do lugar daonde vieram depois que gravaram seus discos de estréia, no caso do Dananananaykroyd eles devem é permanecer dentro da sua cabeça, morando por longos anos........