quinta-feira, 30 de setembro de 2010

GD 60 LASCERANTES BARULHOS EM PRETO E BRANCO

 Ele é um dos últimos dinossauros deambulantes e poderosos que andam por um mundo de sons. Em muito mais de 40 anos de carreira Neil Young foi realmente o pai do alternativo. Seja pelas escolhas ou pelos discos. Influenciando a geração da revolução grunge e andando lado a lado com os da geração punk, onde não só fez parte documentalmente, como ainda resiste. Um dos maiores artistas seja no quesito transcendência, ou na atitude.

LE NOISE, o trabalho mais recente do gênio canadense é um disco difícil do ponto de vista prazer em conhecer, afinal de contas o trabalho solo do músico é apoiado em milhares de distorções e efeitos onde não existe uma banda de apoio. Neil e o produtor Daniel Lanois criaram uma atmosfera de comtemplação caleidoscópica que requer tempo para que se aprecie tudo calmamente. Os fãs vão amar, mas não é o disco indicado para começar a conhecer a trajetória do mestre. Mesmo sendo um dos melhores do ano.



Agora um mini documentário de 39 minutos foi lançado com as novas composições fazendo pano de fundo. LE NOISE / THE FILM, mostra in loco (a mansão de Lanois onde o disco foi gravado), Neil tocando as canções inéditas em um show intimista. O clima de experimentação do disco permanece em todos os enquadramentos e vem de encontro com o vértice de experiência imersiva completa. Neil Young mostra que mesmo depois de 40 anos de carreira consegue ir contra o marasmo. Seria muito mais fácil uma coletânea de hits, uma reedição de grandes lançamentos, mas não para o compositor que vive na contramão. Um disco de inéditas, cheio de desconexos sons e peso lento.
Gênio é gênio.....

GD 60 UM BALÃO SEM PADRE

Uma das bandas mais bacanas de 2010 é sem dúvida nenhuma o TAME IMPALA. Listado em onze de dez listas sobre as revelações do ano o rock nada anacrônico e com sintaxes setentistas é muito mais certeiro do que se imagina.
Obviamente que os video clips não poderiam ser diferentes, como mostra essa filmada epopéia de um balão atmosférico na canção LUCIDITY.
Filmado na Australia, o vídeo é quase uma experiência espacial. Uma câmera presa à um balão e tudo registrado (inclusive a queda). Lindas imagens aleatórias que beiram o nervosismo, principalmente quando o objeto voador chega na fronteira final entre o céu e o espaço.
O making of do vídeo é tão bacana quanto o resultado em si. Dirigido por Robert Hales, mais uma vez prova-se que não adianta apenas uma boa idéia, a música faz toda a diferença....



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

GD 60 QUANDO AS FOTOS JÁ NÃO SERVEM MAIS....

 Desde quando comecei essa sacripanta vida de cronista de música, há dois anos e meio atrás, muita coisa mudou em mim mesmo quando vou assistir à um show de rock. Os ângulos do lugar agora mostram-se equações matemáticas de resolução eclesiástica, com o intuito de conseguir uma melhor foto ou um melhor ponto de filmagem. Preocupa-me se as pessoas irão conseguir ver o que estou mostrando nos vídeos e nas fotos, uma preocupação beirando a paranóia. Então em meus momentos de William Miller, minha ânima Penny Lane fica um pouco deslocada. Uma tiny dancer out of my hands....

E isso ficou claro na noite de ontem no COMITÊ CLUB, quando pela primeira vez em minha vida, poderia assistir uma banda que me acompanha desde os primórdios masturbatórios adolescentes. J.Mascis, Lou Barlow e Murphy, o trio que sempre despejou sônicas interpretações e calmaria atordoante diante de minha cabeça estariam ali. Em poucos minutos aquela sensação de reencontrar velhos amigos sempre presentes em alma, mas não em corpo, invadiria cada pedaço de meu estômago. Mas William Miller....



E assim foram as quatro primeiras músicas (Thumb, Be There All The Time, In a Jar e Little Fury Things). Um misto de alegria incontida e frustração por não conseguir um melhor ângulo, uma melhor cena ou porque o equipamento não ajudava muito. Mas aí algo aconteceu no meio da canção FEEL THE PAIN.

Encostado por entre um trôpego equilíbrio chapliniano banhado em água para aplacar o calor, eu olhei a platéia e ao mesmo tempo, o rosto de J.Mascis. O guitarrista e herói de uma geração parece não mudar de expressão o tempo todo. Mas não é uma polaróide de apatia e conformismo. Como um monge budista ele transparece uma calma, que parece jamais poder ser destruída. Nem pelo som ruim da casa, muito menos pelo calor. Um monge sapiente de que nada poderá ser feito, se a pregação em forma de quilométricos solos de guitarra formando lâminas afiadas que cortam o ar com um poderia atômico constante, não for feita nota por nota. Captando coração por coração, fundindo alma por alma dentro daquele círculo de calor infernal e dantesco.
Se Constantine pudesse empunhar uma guitarra, ele reencarnaria na forma de J.Mascis.



São longas notas que transbordam pelo palco e chegam nas bocas e ouvidos de todos, que nesse momento formam uma orda humana que sobe ao palco, joga-se por entre os braços de um público mal tratado pela casa, que se liberta elevando a platéia de mão em mão, na direção dos celestiais acordes. Em um lugar onde todos estavam presos por entre gárgulas que administram podremente casas noturnas, o DINOSAUR JR foi libertação de endoesqueletos lotados de sinapses arteriais repletas de vida e pulsação.

O contraponto para a meditação das distorções de Mascis, era Lou Barlow. O mesmo que nos anos 90 foi mandado embora da banda, parece transpasssar seu corpo durante o show todo por uma máquina do tempo. Observa-lo empunhando cifóticamente o baixo, é ver um adolescente enfurecido esmigalhando o instrumento em cada acorde grave que suas cordas em lava entoam. Os gritos e as evocações exorcizantes pingavam alma por entre o suor lateral de seus longos cabelos encaracolados. Roberto dizia que embaixo dos caracóis de Caê, havia um sorriso, nos de Barlou há plutônio que exterioriza 1,21 GIGAWATTS de potência.

Murphy, o baterista samurai que já na segunda canção despia-se de todo o contato manufaturado, lascerou a pele da bateria por mais de hora e meia de cirúrgicas viradas. Talvez sua perfeição tenha ficado aborrecida pela qualidade de som do lugar, mas  isso não impediu que seus braços quase cibórgicos, entoassem mantras cataclísmicos.



Larguei a máquina de lado, não consegui mais sequer gravar um vídeo. O show do Dinosaur Jr. foi uma experiência de catarse coletiva intensa em cada sinapse aferente. Efetivamente eferente motriz de contrações ventriculares apaixonadas em cada garganta que entoava as letras. Uma entrega da platéia por entre os acordes barulhentos e distorções inimagináveis destiladas por Mascis e seus comparsas.

Uma sinagoga em cúpula evangelista, que pregou durante quase duas horas as escrituras talhadas em aço de como uma banda de rock deve ser. Dinosaur Jr. não são apenas três excepcionais músicos, mas sim uma confraria de mágicos que são primordiais ainda dentro do cenário, tanto quanto eram há duas décadas atrás.

Se por acaso seu ouvido saiu zunindo ontem do forno micro ondas do Comitê Club, fique sabendo que mais do que as distorções de uma banda, esse é o eco de seu coração libertado pedaço por pedaço por riffs tectônicos.
Dispenso as fotos, elas já não me servem mais, prefiro ter minha alma marcada por cordas...

GD 60 MEU PEDIDO PÚBLICO DE DESCULPAS

Quero publicamente vir à tona nessa manhã de quarta feira, para dizer que sim eu estava errado. Minha ignorante massa encefálica, cometeu um erro sem precedentes. Envergonhado que estou resolvi pedir desculpas, pois acho inadmissível, um ser humano além de desprovido de inteligência (como eu o sou, pelas minhas atitudes), não corrigir esse erro publicamente.

Quando liguei durante o dia todo para o COMITÊ CLUB, no intuito de entender o porque da casa não permitir a meia entrada, as atendentes sempre me diziam a mesma coisa:

"A casa não tem meia entrada, pois não é uma casa de espetáculos e sim um restaurante"

O site da casa diz o contrário (e ainda continua, mesmo depois da promessa de um dos donos em analisar a situação, mas isso é para mais tarde), então sou aqui obrigado, meu sidártico leitor, a redimir-me. Eu no alto de minha indignação cheia de soberba dos covardes e ignorantes, estava errado.

O COMITÊ CLUB É SIM UM RESTAURANTE!!!!!

Somente essa explicação pode dar razão ao que se vê dentro do mais novo espaço de shows em São Paulo. Aliás ontem durante a primeira apresentação paulistana da banda DINOSAUR JR. (escreve-se com um S, os ingressos estavam impressos de forma errada), o que se viu foi uma sucessão de falhas quase amadorísticas, que não condizem com a suposta experiência dos donos do estabelecimento.

Na verdade o problema todo é que eu não entendo a lógica das pessoas.
Primeiro porque mesmo afastado da casa noturna (segundo e-mail recebido em resposta à pergunta sobre a não meia entrada no Comitê), as propagandas políticas de um dos sócios estavam sendo usadas como adornos na entrada. Quer dizer que para administrar a casa se afasta, mas poluição visual pode?

Não entendo a lógica....

Durante as conversas com as pessoas responsáveis com a manutenção do relacionamento cliente-casa noturna, a outra justificativa era que não havia meia entrada, pois o que se cobrava era um couvert-artístico (imagina o Dinosaur Jr. tocando durante seu jantar) e que nos dois shows as mesas do restaurante estariam dispostas para quem quisesse usufruir do restaurante. Antecipadamente por não acreditar em Papai Noel desde minha tenra idade, já sabia que isso era uma inverdade (não uso a palavra mentira, pois não acho que deliberadamente a pessoa soubesse o que estava dizendo). Não vi ninguém jantando pato com tucupi, muito menos mesas. O que diga-se de passagem, foi uma benção.

A segurança do local é precária e mal preparada para ese tipo de evento. Truculência gratuita, mesmo o cidadão anormal e sem noção querendo acender um cigarro dentro da casa. Não justifica ter sido tratado como traficante sendo enquadrado pela R.O.T.A.. Um pouco de bom senso, por parte da comissão de testosterona que além de mal educada era mal encarada, seria bem vindo.  Nem cabe comentar o episódio da escada, pois aí seria muita ranzinice.

Nem sei se vale reclamar do atraso de UMA HORA em relação ao começo do show. Pois pelo que eu consegui entender, o problema com o atraso, mesmo a banda já dentro da casa (o J. Mascis passou do meu lado eram 22:30, em direção ao "camarim"), era com o som. O roadie da banda tentou durante mais de 40 minutos conseguir uma afinação decente para a guitarra de Mascis, mas algo estava errado. As caras de "o que está acontecendo" que ela fazia eram certeiras e claras.
O som da casa ou é muito ruim de verdade, ou não suporta distorção e em ambos os casos, é um lixo. O baixista Lou Barlow passou o show todo mexendo nos amplificadores (e não era para aumentar o volume), o baterista Murphy durante o bis chegou a reclamar em alto e bom tom do som. A platéia incendiou a casa com direito à mosh, coro em uníssono tal e etc. E mesmo com a discotecagem maravilhosa que antecedeu a apresentação, algo de muito ruim havia no som do Comitê. A guitarra de Mascis (mesmo sabendo que o som da banda é alto demais) muitas vezes sumia e a voz dele em outras. Não havia budismo jurássico que durasse e o som foi ficar melhor, só no terço final do show. Barlow exageradamente pediu que as pessoas usassem protetores de ouvido, nem precisou.
O som do Comitê ajudou a diminuir a sua conta médica.

Sistema de refrigeração que funcionava à mercê de quem tinha o controle remoto na mão. Momentos de infernal calor, mesclados com climas paleozóicos que apenas seriam mais completos se nevasse dentro da casa. Lugar lotado (e quando eu digo lotado é sold out), dois grandes refrigeradores de ar. Não entendo a lógica de mante-los desligados. Economia de energia?
Criar um clima para o show?

Não entendo essa lógica. Isso para mim é uma das maiores burrices do planeta.

Então diante disso, entendi o porque da não liberação da meia entrada. O lugar é um restaurante. E restaurantes não cobram meia entrada. Isso é certo.
Do mesmo jeito que não deveriam fazer shows desse porte.
Acho louvável, como estava escrito no e-mail de resposta de um dos sócios da casa, eles serem os únicos à bancarem a vinda do Dinosaur para Samphan City, a criarem uma nova opção de casa noturna aqui. O show foi maravilhoso, de uma catarse sem fim.
Mas porque as pessoas insistem em fazer as coisas sem testar antes?

Aqui no Brasil existe essa qualidade cultural de fazer as coisas na raça, sem preparação ou planejamento. "Olha, temos a coragem e as bolas roxas, vamos fazer!!!!"

Ninguém sabia que o J.Mascis como músico tem como características, longos solos, trabalhados, cheios de distorção e mudanças nos tons?
Que uma banda que toca alto tem que ter um som com o mínimo de ruídos e ser "limpo"?

Ninguém estudou a história da banda, antes de trazer? Pois com o conhecimento, se tem a capacidade de montar uma estrutura melhor.
Não é possível que pessoas que se dizem experientes no quesito casa noturna, não entendam que em um show de uma banda dos anos 80/90, que tinha em seu público uma quantidade de testosterona gigante, a propabalidade da presença de mais homens do que mulheres é eminente. Mais homens amontoados e pulando, mais suor. Mais suor, mais cheiro. Sistema de refrigeração adequado ou....

Então não dá para entender a lógica que regimenta esse tipo de evento. Nem é a questão de ser chato (na verdade eu sou chato demais), mas o que eu gostaria de entender é porque abre-se uma casa noturna e trata-se as pessoas que frequentam o local, como peões em uma sauna. Temos essa mania de sermos condescendentes com tudo. A banda é fodástica, então foi tudo lindo. Não foi.


E depois no final das contas você ainda recebia um santinho do candidato à deputado sócio da casa. Desculpa, mas o senhor não tem meu voto. Se não é capaz de administrar e antever os problemas com a casa noturna, como é que eu vou deixar o destino do meu país ou estado nas suas mãos.

Não posso.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

GD 60 OK EU ADMITO....

Sim, existe um certo grau obssessivo em ficar escrevendo sobre uma mesma banda toda a vez que aparece uma entrevista nova, uma canção que você não conhecia ou algum novo ângulo sobre as sombras despejadas em cada específico pedaço de sua alma. Ou isso ou você passou muito tempo lendo os artigos de como escrever sobre rock, feitos pelo Lester Bangs. O site Scream & Yell tem o texto em questão, retirado da publicação Street Gazette em 10/10/1974. Se você tiver um tempo, obrigação prazeirosa em ler. E um obrigado ao Marcelo Costa por disponibilizar o texto no site. CORRE AQUI (depois de ler o GD obviamente)



Isso fica evidente cada vez que você (na verdade eu), descubro uma nova informação sobre a minha atual banda predileta, As Carniceiras, como define a vocalisa TERI GENDER BENDER. A entrevista foi feita para um programa mexicano, que registrou o show na casa El Emperial. Em espanhol fica mais claro toda a história dos motivos e razões que Teri construiu as Le Butcherettes. Tudo aquilo que já está floreado nos textos desse ignóbil redator de linhas clichêzentas. Aliás a outra história sobre a mais nova dona do ventrículo esquerdo, você pode ler AQUI.

Mas o toque de midas da entrevista são as respostas do baterista NORMANDI HEUXDAFLO. Onde diz que os ideais feministas de Teri e da banda são exatamente aquilo que ele também buscava como homem. A resposta se completa com a vocalista deixando claro que a busca por respeito, evolução e transcendência é independente do gênero. E agora me diz se você vai conseguir ficar imune à ela???

De quebra ainda mais uma canção da banda, dessa vez um single lançado no começo do ano KISS AND KILL. Não deixando pedra sobre pedra, no melhor estilo riot girrrrrlllll.
Algo me diz que Mary Louise arrumou uma concorrente (hihihihihi)....

GD 60 FALA MARCELO!!!!!!

Eu não sei quanto à vocês, mas eu me sinto enganado.

Sinto-me enganado quando vejo uma candidata como Dilma Rouseff liderando as pesquisas de opinião pública na corrida pela presidência. Ela que usa o mesmo discurso sobre mais um dos inúmeros casos de corrupção envolvendo o atual governo (que estará construindo a maior empresa corporativista que governa um país,com a vitória de sua candidata), que insiste em dizer que não sabia da faceta não honesta da pessoa que nomeou para um cargo público e que tudo precisa ser investigado. Palloci, Dirceu e Erenice são faces de uma mesma moeda suja que vai ganhar essa eleição. E eu me sinto enganado.

Sou enganado quando vejo um cadidato como José Serra na corrida presidencial. Um homem que jurou de pés juntos e joelhos fechados que não largaria seu compromisso com o povo de um estado, para concorrer à um cargo maior. Largou, não honrou a palavra. Na minha casa, meu pai me disse uma vez que a gente só vale a palavra que honra. José "Crepúsculo" Serra se denomina oposição, mas vai ter que abrir os joelhos para a maioria da casa cheia de ratos dos partidos. Vai ter que fazer acordos com bancadas e vai mostrar que se Lula trilhou FHC, ele por sua vez vai ser pior ainda, pois vai ter que seguir Lula. 
Um candidato que brada aos ventos sobre uma quebra de sigilo que pode nem ter acontecido. Serra explode em raiva contida usando fatos fabricados por uma revista que se orgulha de ser o maior veículo de informação no Brasil. Ele usa denúncias que podem ter sido também montadas por outro nome do jornalismo brasileiro que bate no peito como sendo o jornal de maior expressão. Quando vejo Veja, Folha e Serra, eu me sinto enganado.

Sinto-me um otário quando eu vejo um candidato como Plínio Salgado sendo a alternativa de voto. Muito menos pela coragem de enfrentar os que estão na frente no placar com suas insinuações desconcertantes ou suas perguntas de sinuca de bico que desmancham qualquer cara de pau política. Se fosse só isso não me sentira enganado. Mas sinto-me porque sei que ele vai ter que abrir mais ainda as pernas do que Serra. E todo mundo abre, na minha vida toda nunca vi um presidente da república e sua corte real governar sem uma desflorada clitoriana básica. E isso faz-me sentir enganado.

Eu me sinto um otário quando fico sabendo dois dias antes do show do DINOSAUR JR., que eles vão tocar de graça em São Paulo. Sim, pois a notícia de que a banda irá fazer a apresentação gratuita sai na imprensa logo depois de anunciado o esgotamento do ingresso.
Essa apresentação gratuita faz parte do projeto DESTROY AND CREATE, que está em sua segunda parte. Então fica a pergunta, desde quando esse show gratuito estaria agendado?
Porque ninguém divulga isso antes e com veemência, assim ninguém precisaria submeter-se à vontade de uma casa noturna que "supostamente" não é uma casa de shows (embora se apresente como tal) e não disponibiliza a meia entrada (o que é obrigatória por lei).

Ah então não fica mais bonito mostrar que, olha a banda resolveu fazer um show à mais porque sensibilizou-se pelo esgotamento dos shows. Conversa mole!!!!
Ninguém quer saber de correr o risco de tomar um puta prejuízo, pois no mesmo dia da estréia tem uma apresentação gratuita da banda. Não sou contra o lucro, se é seu trabalho você tem que ganhar por ele, mas faço-o de maneira honesta, não usando esse monte de subterfúgios que nos são expostos todos os dias.
E por isso eu me sinto enganado....

Não sei quanto à você mais eu me sinto enganado.

GD 60 POR CAMPOS CONHECIDOS


 Existem bandas que parecem compor canções dentro de um sonho. E os DIRTY PROJECTORS são esse ramo musical esverdeado cinza, com notas proferidas em campos cheios de vegetação molhada de orvalho. E ao mesmo tempo que existe toda essa aura lúdica nas canções, as arritmias desconcertantes dos acordes dão um certo ar de dízima periódica nos tons. Tudo muito matemático, mas ao mesmo tempo vertiginoso.

BITTE ORCA, o disco de 2009, mostrou ao mundo uma maneira de fazer canções pop que foi uma baforada de ar fresco em nossos canais auditivos. Com direito ao deslocamento involuntário das aracnóides, o disco ganhou uma reedição que foi lançada hoje. Muito mais um bônus, do que ressucitar algum morto vivo, o disco traz uma série de covers e versões alternativas. Entre elas essa canção originalmente de Bob Dylan, As I Went Out One Morning, que mantém a genética mestra, mas sem perder a capacidade de subverter os acordes em favor do diferenciado. Ao final do fringimento dos ovos, a canção dá saudades do disco de 2009 e faz com que a vontade do novo registro aumente.
Deixa rolar em alto e bom som....

GD 60 NA CHUVA


A banda THE JOY FORMIDABLE teve seu dia de apuros de Penélope durante as gravações do vídeo de I DON'T WANNA SEE YOU LIKE THIS. Uma sonora tempestade durante dois dias prejudicaram as filmagens. Resfriados, espirros e quase pequenos choques causados pelos raios.

Mas como o esforço valeu, eis que surge a mini película sonora. O lançamento do video marca o início da turnê da banda, que também vem com mais uma novidade para os fãs. O trio irá sortear um par de ingressos para cada show (tanto na Europa quanto nos USA e Canadá). Se você estiver de bobeira por aí é só mandar um e-mail para a banda, aqui: joel.death@mythophonic.com

A turnê do Joy Formidable está assim disposta:

28/09 Norwich, Waterfront
30/09 Nottingham, Rescue Rooms
01/10 Glasgow, King Tuts
02/10 Aberdeen Tunnels
04/10 Manchester Academy 3
05/10 Newcastle Academy 2
06/10 Leeds Cockpit
06/10 Leeds Dirty Dirty DJ Set
07/10 Stoke Sugarmill
08/10 Cardiff Millennium Music Hall
10/10 Oxford Academy 2
11/10 Brighton Concorde 2
13/10 Portsmouth Wedgewood Rooms
14/10 London KOKO
14/10 Camden Barfly DJ Set

03/11 Toronto, ON Horeshoe Tavern
04/11 Montreal, QC Petit Campus
05/11 Quebec City, QC L'agitee
06/11 Northampton, MA Iron Horse
08/11 Columbus, OH Wexner Center Univ of Ohio
09/11 Chicago, IL Schubas
11/11 Washington, DC Black Cat
12/11 Harrisburg, PA The Abbey
13/11 Allston, MA Great Scott Sun
15/11 Philadelphia, PA Johnny Brenda's
16/11 New York, NY Bowery Ballroom

O resultado de tamanho exercício lendário nas filmagens você confere abaixo....

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

GD 60 JOGAR OS ARGS DE LOST SERVIU PARA ALGUMA COISA


A brincadeira explicada nos detalhes é assim:

a) Primeiro você entra no site: http://www.tronsoundtrack.com/;

b) Aparecerá o logo do filme, clique no símbolo;

c) A tela vai mudar para um console, é só clicar então na parte de fora do mesmo;

d) Digite a palavra derezzed e aí você escuta um clip de audio de mais uma música composta pelo DAFT PUNK para a trilha sonora.

E não é só:
Ao clicar com o botão da direita do mouse, você verá a opção CÓDIGO FONTE, ao abri-la aparecerá esse desenho abaixo. Se você centralizar e afastar seu rosto da tela verá que existe a sombra desenhada de um dos personagens do filme (provavelmente de Jeff Bridges).

GD 60 A COVER DO DIA E A BANDA REVELAÇÃO DO ANO (SÓ PRA CAUSAR UMA POLÊMICA VAI!!!)

Antes de entrar no mérito da questão sobre a melhor canção de 2010, vamos a melhor cover do dia:

A dupla de Virginia, ETERNAL SUMMERS, com dois EP's na bagagem e um disco pronto para ser lançado, transita no mundo do dream pop shoegaziano moderno. Nem tão novidade, mas também sem nenhuma vocação para clássico moderno velho, a banda pelo menos mostra que, influência boa eles tem.

O Eternal Summers gravou uma versão para a canção A SALTY SALUTE do Guided By Voices, que além de ser de uma beleza fria e desconcertante já garante o lugar da banda entre as melhores covers do ano de 2010. Pode escutar aí embaixo e conferir....



Mas agora o que nada fazendo a segunda feira ser uma das experiências mais completas do ano, vem da Itália. Um projeto solo com poucas informações à respeito da banda, a não ser que a base fica na cidade de Reggio Emillia, que os integrantes gostam de colecionar discos do Sonic Youth e que gostariam de morar em Los Angeles.

E outra coisa é evidente, a banda está ganhando cada vez mais sonoras notas dentro da imprensa estrangeira. O primeiro single lançado no início de 2010, PLUMY TALE foi considerado um dos mais perfeitos singles de estréia de uma banda alternativa, recebendo notas que variavam de 9 à 9,5 em uma escala de 0 à 10. O clip com imagens de ondas gigantes e uma lisergia setentista que aflora em cada acorde, é como se fosse possível unir Syd Barrett e o MGMT dentro de um cérebro só. E tudo combina quando se sabe de onde surgiu o nome da banda.
Se você já assistiu ao filme Dumbo da Disney, vai lembrar da cena onde o simpático elefante fica doidão por ter bebido algo muito forte. A cena cheia de elefantes rosas em um ballet movido à cogumelos foi a inspiração dos italianos.



Mas a banda decidiu que apenas um single não seria o suficiente e veio essa semana com ECLETIC PRAWN. Eleva a potência do jogo em milhares de decibéis atômicos. É incrível como a canção vai de nuances psicodélicas para explosões em refrões que podem colar permanentemente dentro de qualquer ouvido. Em um caldeirão onde vocais de casas na praia encontram ácidos cheios de cores elétricas e bolhas de sabão alucinógenas. Definitivamente uma das melhores canções do ano. Com a dose de pop chiclete na medida exata de alquimia com as sonoridades mais estranhas de areias escaldantes. Fora que esse orgão Hammond é de matar qualquer mesmice dentro do rock, somado ao solo de guitarra então, matador!!!!
Confere....


 

GD 60 SEMPRE EXISTIRÁ O DVD....

Enquanto a grande nota da manhã (e madrugada de ontem) foram as prévias confirmações sobre os shows de Paul McCartney no Brasil, uma turnê que teria passado por aqui ganhou seu registro e o primeiro trailer.

TOUR OF THE UNIVERSE era a coleção de apresentações da banda DEPECHE MODE que correu o globo em 2009. Mesmo o vocalista Dave Gahan sendo hospitalizado e tratado durante alguns meses da retirada de um pequeno tumor. Os shows que aconteceriam aqui no Brasil foram cancelados e agora só o mesmo homem lá de cima responsável pela vinda do Beatle, poderá saber quando eles aportaram por terras tupiniquins novamente.

Mas desde a semana passada quem é fã da banda, já pode apreciar os shows da Tour Of The Universe, mais especificamente os realizados em Barcelona, no novo dvd do Depeche. TOUR OF THE UNIVERSE: LIVE IN BARCELONA, ganhou seu primeiro trailer essa semana e pelo que as imagens mostram, as terras brazucas perderam um belo show. Obvimente que depois da overdose desse ano estamos no lucro.
Mas....

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

GD 59 DEPRESSIVAS HEROÍNAS

 Sabe aquele história de ser sem nunca ter nascido para?
Pois bem, existe uma relação desse tipo no novo projeto cinematográfico envolvendo a melhor revelação no cinema em 2010. Estou falando de Chloë Moret e para quem ainda não conhece esse furacão adolescente que percorre as estradas de Ellen Page, um certo filme pode ser elucidativo:



Ela é a atriz escolhida para novamente ser outra protagonista em mais uma adaptação de histórias em quadrinhos dentro do cinema. A personagem em questão dessa vez, tem uma bizarra semelhança com um outro desenho famoso.
HELLO KITTY foi criada no final dos anos 70 não com o intuito de tornar-se uma publicação semanal dentro da empresa Sanrio. A gatinha que não tem boca, foi criada para servir como peça publicitária de produtos. Do mesmo jeito que Pucca, Hello Kitty tinha como objetivo vender a marca. E assim também foi em 1993, quando nasceu EMILY, THE STRANGE.


A personagem criada por Rob Reger, não apenas era uma peça de adorno, como a gata criada pela Sanrio era. Emily tinha uma personalidade muito mais profunda do que falar piegamente pelo coração.
Ela gostava de skate, gatos pretos e aranhas auto-colantes (os adesivos fabricados com o tema viraram febre). A menina de aproximandamente 13 anos era sombria e levemente depressiva visualmente. O que em nada atrapalhou, pois em pouco tempo uma linha de produtos com seu rosto foram fabricados, incluindo aí uma linha de roupas visando os consumidores mais alternativos ou góticos.

 Além de tudo isso dois livros ilustrados, mas sem história como uma HQ normal, quase como um catálogo de produtos com a cara de Emily estampada. Os colecionadores mais ferrenhos amam essas duas publicações. Em 2005 finalmente a editora DARK HORSE compra os direitos de imagem e começa a produzir material próprio com a criação de uma mitologia que tinha endereço certo. Nem precisa dizer que a personagem é uma das mais queridas da empresa. Afinal de contas, milhares de jovens identificaram-se com a imagem anti-social, levemente depressiva e que idolatra gatos pretos de Emily.

Aliás os gatos são outros personagens sensacionais. Como todo felino, providos de temperamentos fortes e características singulares. MISTERY, a líder com uma estrela no lugar do olho, MILES, o macho com um X no globo ocular, literal homenagem à Miles Davis pois a melhor característica do felino é o improviso. SABBATAH a mais anárquico e sempre metido em confusões e NEECHE, outra homenagem disfarçada ao filósofo alemão Nietzsche, por isso obviamente o mais introspectivo e pensador dos gatos.


Agora a grande sacada de Chloë nisso tudo é não repetir o papel que a deixou famosa. Uma nova heroína violenta poderia comprometer e taxar a carreira da pequena atriz, que é de um talento descomunal. Em oposição completa à HIT GIRL, EMILY promete ganhar vida nas telas de maneira magistral. É só lembrar que a menina já fez uma sensacional aparição na versão americana para o filme sueco LET ME IN.
Mesmo porque Reger será produtor executivo juntamente com Mike Richardson, chefão da Dark Horse. Nem precisa dizer que os dias mais cinzas e inteligentes de nossas vidas, se retratados com fidelidade ao traço de Rob, teremos mais um filme lado B sensacional.

GD 59 INVEJA SACIADA (PELO MENOS POR ENQUANTO....)



Ontem durante o dia todo, duas coisas mantinham as mentes dos adictos virtuais em polvorosa. Uma era a votação sobre o projeto FICHA-LIMPA, que acabou virando uma manifestação mais parecida com o tapetão da CBF do que algo importante para a sociedade, a outra tinha relação com o blog @trabalhosujo do jornalista Alexandre Matias.

O cronista virtual durante todo o dia, postou vídeos sobre o show da banda PAVEMENT que aconteceu no dia 21 de setembro, mais precisamente no evento Central Park Summerstage. Os ingressos foram postos à venda um ano antes da apresentação, o resultado disso foi um show sold out e com preços acessíveis. Mas os mortais que permaneceram em terras tupiniquins, poderiam apenas imaginar como transcorreu a apresentação. Até agora...

Para a felicidade geral da nação, o site NYTAPER, gravou na íntegra o show e disponibilizou o arquivo todo na rede. O set list com TRINTA músicas, foi esse:

01 Shady Lane
02 Frontwards
03 Heckler Spray / Elevate Me Later
04 Starlings of the Slipstream
05 Stereo
06 Kennel District
07 Grounded
08 Rattled by the Rush
09 We Dance
10 In the Mouth of a Desert
11 Perfume V
12 Unfair
13 Fin
14 Gold Soundz
15 banter
16 Debris Slide
17 Range Life
18 Trigger Cut
19 banter
20 Cut Your Hair
21 Perfect Depth
22 Fight This Generation
23 Box Elder
24 encore break
25 Date With Ikea
26 Shoot the Singer
27 Conduit For Sale
28 Silence Kid
29 Heaven Is A Truck
30 Stop Breathin

O arquivo não para de rodar aqui no computador e a qualidade de som é boa. Trilha sonora da tarde garantida e pelo menos agora não teremos tanta inveja do Matias. E o link para baixar o show está AQUI.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

GD 59 O RETORNO DOS MALDITOS

2009 marcou o nascimento de um dos melhores discos de metal dos últimos tempos. STATIC TENSIONS da banda KYLESA é uma amedontradora viagem por entre violentos solos e guturalidade impávida e colossal. Eu particularmente acho o disco espetacular, o link da resenha AQUI.

Uma das bandas mais perigosas do rock, se não for a primeira nesse quesito, esses americanos da Georgia realmente sabem como transformar uma gama imensa de influências (que vão desde o rock psicodélico dos 60 até o grind-core dos 80 e 90) em uma máquina de destruição em massa.
O novo disco vem aí, SPIRAL SHADOW deixa um certo nível estratosférico de ansiedade nos cérebros de distorção mais afoitos.


A banda resolveu porém, liberar uma pequena amostra do que virá pela frente. Quase um hard-metal-shoegaze, FORSAKEN vem com o todo o peso anterior. E dando as cartas vocais Laura Pleasants, sempre com aquele grau certo de depressão em nuvem cinza, que os sons mais pesados pedem.
Ouça já....

GD 59 RENEGADOS DO FUNK


Todo mundo sempre torceu o nariz para a Jovem Guarda, afinal de contas seus críticos viviam dizendo que era um movimento sem direcionamento político e uma regurgitação dos sons provenientes das terras além mar. Mas vamos e venhamos, de intelectualidade e política o Brasil já estava bem resguardado. Ou cheio demais.

Existiam sim muitas bandas e artistas que mesmo mirando uma universalidade maior e cantando até em inglês, realizavam milhares de alquimias que mostrariam o caminho que seria trilhado por uma enormidade de gerações que chegariam depois. Misturando funk, soul, o movimento mod inglês e até a bossa nova. Não havia o preconceito reverso que os barrocos com seus violões e pa ra ti buns tinham em relação à tudo que fosse diferente de um barquinho a vagar no caminho do mar com uma morena.

Três exemplos ilustram muito bem essa tese de que movimento por movimento, a jovem guarda foi muito mais alquimia do que a bossa nova (hihihi).

a) OS BEATNICKS / GLORIA.

Infernais claves de sol gravadas em 1968. A banda THEM é dona do original e os Doors fizeram uma versão mais para o lado R&B quase discotecado. Mas a banda brazuca colocou distorções alucinógenas e um riff que é navalha na carne. Vocais arredios e os metais contorcendo concreto e ferro em um funk diabólico.


b) OS CAÇULAS / POR ISSO VOLTO PARA VOCÊ

Para não dizer que apenas tudo era cópia inglesa e americana, eis uma banda cantando em bom e alto português. Bateria descompassada e guitarra incessante, muita coisa "muderninha" e hypada do baixo Augusta é cópia escrachada e escarrada desses acordes dos Caçulas. O Rei Roberto já tinha tentado essa linha de black music, mas todo mundo sabe que o Rei era ploc demais e tremendão de menos.


c) OS INCRÍVEIS / MOLAMBO

Quem poderia em sã consciência misturar bossa nova e mod inglês em uma canção só. Se não existissem os Incríveis, talvez Los Hermanos e Mombojó jamais teriam nascido (e o exagero aqui é possível). A profusão de algodão doce pop é de tamanha lisura que chega emocionar pela inteligência dos acordes. Tudo tem uma linha de saída e chegada. Dá para sentir os terninhos beatlenianos arrumadinhos ao redor do banquinho da praia.
Como diria Chico, em mais uma das bizarras coincidências do mundo do rock "MOLAMBO EU, MOLAMBO TU".

GD 59 VOLTA MITOLÓGICA

Mesmo com sombras de bandas como Pixies e Arcade Fire rondando as margens clavianas, o BRITISH SEA POWER, manteve-se durante todo esse tempo perfazendo canções com uma certa boa dose de poderio explosivo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

GD 59 A VOZ DE DÉCADAS



Para quem acompanha o blog pelo twitter, já deve ter notado que o avatar mudou. A foto nova é essa aí de cima.

GD 59 AS GAROTAS PERDIDAS DE LOST 5

Seria Casey a versão feminina de Jacob??

Jenn Boneza, viveu nos tempos da Iniciativa Dharma e como uma versão feminina do mestre dos magos da ilha (Jacob) apareceu no caminho de quase todos os indicados. Não muito bem vinda pelo torturador preferido de todos, Sayd, Casey estava sempre preparada para qualquer problema com o The Man Behind The Curtain, afinal de contas

GD 59 O RAP DA PIZZA


Certas coisas são auto explicativas.
Quando no começo do ano CONTRA veio ao mundo, todo mundo torceu um pouco o nasal para a mistura que o VAMPIRE WEEKEND levou às últimas consequências. A crítica ficou um pouco perdida e os fãs não menos. Razoável esforço de segundo disco que rapidamente acabou sendo até esquecido.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

GD 59 BLOGS QUE LANÇAM....

Não é de hoje que ouve-se a catatônica e autista frase de que nunca na história desse país se viu tamanha revolução virtual em relação à música e o mp3.

GD 59 O MOVIMENTO VIVA RIO É ESSE AQUI!!!!

O show do Miike Snow que rolou ontem no Rio, teve auras messiânicas pelos relatos apresentados durante a madrugada. Tudo isso graças aos 60 empolgados que realizaram uma missão que parecia impossível. Sem a ajuda de nenhuma major e chamando atenção da mídia virtual de uma maneira ímpar.

GD 59 ELES ESTÃO CHEGANDO....

Enquanto uma grande quantidade de pessoas esperam o PAVEMENT e a outra metade não quer nem saber disso, a banda apresentou-se ontem no sensacional programa THE COLBERT REPORT. Aliás foi o encontro dos Stephens (Malkumus e Colbert)
E quem acompanha os dois dos principais programas de variedades da barackolândia (o do Jon Stewart também), sabe que uma banda para tocar lá tem que ser no mínimo muito boa.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

GD 59 A HIPOCRISIA DO PÊNIS OU PORQUE CERTAS CIDADES TEM QUE SER DESTRUÍDAS


A cidade do interior do estado de São Paulo onde degustei o resto de saco placentário materno e abri o berreiro pela primeira vez, é um lugar estranho. E por mais que todo mundo diga-me que aqui na "capitar" os problemas são os mesmos, acho difícil que as pessoas degustem tanto o estilo de vida suburbano sujo que meus compatriotas cidadãos da "terra do calçado feminino" possuem.

GD 59 CYBER PUNK TRANSFORMADO

Punk

O nome determina não um movimento, na verdade nunca foi a melhor definição da palavra. O que vem dos mais profundos simbologismos desssa simples conjunção de letras que foram na verdade inventadas por um fanzine nos anos 70, é a simples vontade de transcender a imagem da sombra que insiste em atrapalhar a evolução da alma em algo maior.

GD 59 UMA CAUSA TRIPLAMENTE NOBRE....


Mesmo que as coisas não pareçam muito ecumenicamente boas, uma idéia é a coisa mais resistente que existe na face da terra. E Robert Smith carrega uma faz tempo.

O líder do THE CURE, mesmo sendo um fato de pouca divulgação na mídia, participa de campanhas humanitárias um pouco mais lado B. E dessa vez não foi diferente.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

GD 58 QUANDO TOCAR SANGRA E OUVIR DÓI

Existem bandas que desde o começo valem muito à pena acompanhar. Desde a gênese até o crescimento enquanto vemos os conceitos, as idéias e as notas que fazem de nosso cérebro receptáculo de uma imensurável vontade de amar a cada segundo os acordes.
E eu sempre me lembro da frase do filme Quase Famosos, onde Faizuka Balk diz que existem músicas que de tanto você gostar, doem no peito. Então rock tem que ser assim, de doer.

O blog está acompanhando essa garota desde os tempos onde, ainda tinha uma banda com outras meninas e o conceito sobre tudo o que ela queria mostrar nas canções ainda era um pouco sombrio. De certo e concreto, apenas a mão de Omar Rodriguez Lopez na produção do disco de estréia SIN SIN SIN e a nacionalidade mexicana que a coloca mais próxima de nós latino americanos. LE BUTCHERETTES é uma das melhores bandas desse ano de 2010.

GD 58 O JOGO DE MONTAR DO RATM

Não sei porque monumental ligação perigosa de memória, durante um pronunciamento da candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, lembrei do nosso então atual Luís Inácio, que de acordo com Herbert Vianna um dia havia avisado e falado sobre 300 picaretas no Congresso.

GD 58 O ANO É DELES.

Você pode até estar com certas regiões herméticamente fechadas de seu corpo cheias de tanto ouvir falar do ARCADE FIRE. Mas aparentemente a imprensa ainda não esgotou o repertório de matérias e fotografias com os canadenses esse ano.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

GD 58 A BANDA NÃO É MINHA......

Wasalu Muhammad Jaco nasceu em 1982. De lá pra cá muita coisa aconteceu. Entre elas, o rapaz tornou-se CEO da 1st and 15st Entertainment. Também lançou-se no mercado de discos americano com o pseudônimo de LUPE FIASCO. O álbum de 2006, Lupe Fiasco's Food & Liquor, catapultou o rapper ao status de estrela do cenário.

Mas há exatamente um ano atrás, o cantor encontrava-se negando que seu novo projeto seria uma banda de rock. Isso porque algumas músicas acabaram vazando na internet e todo mundo queria saber porque uma pessoa com a mesma voz de Lupe, cantar com sotaque britânico arrastado, em canções que tinham ligeiras aspirações pesadas.

GD 58 A REVOLUÇÃO PINTADA


Graphic novels autobiográficas podem ser muito bacanas. Muitas vezes a realidade parece ser um portal mais alterado do que a imaginação dos desenhistas e autores.
Então é de se esperar que quando junta-se o lirismo de um quadrinista às memórias de uma autora cubana, as paisagens tornam-se muito mais avassaladoras.

E isso pode ser visto na nova publicação da editora VERTIGO (que desde sempre coloca títulos menos convencionais no mercado de quadrinhos), chamada CUBA: MY REVOLTUTION.

GD 58 O INSETO ACERTA NOVAMENTE

Já vem longe esse ano um certo barulho bom causado pela banda de Leeds, INSECT GUIDE. Talento na composição em notas shoegazianas de alta compressão de matéria atômica e lançando singles cada vez mais grudentos e barulhentos. O disco novo (o segundo da carreira da banda), sairá oficialmente apenas no dia 04 de outubro. Há séculos colocado na rede oficiosamente, eles parecem não importarem-se com isso. Afinal de contas a força desse trabalho está na capacidade de projetar a cada canção, novas sensações e arrebatar novos seguidores.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

GD 58 #COSTINHADAY

Hoje é dia do #COSTINHADAY, uma homenagem aos quinze anos da morte do humorista mais desbocado e anarquista de todos os tempos. Nossa contribuição, são os vídeos com o impagável Mazarito no não menos clássico quadro da Escolinha do Professor Raiumundo.




GD 58 DE SANGUE E CERÂMICA

A história corria por entre ouvidos e o GD estava acompanhando atentamente. Mas agora é oficial:

GANG OF FOUR lançará material inédito depois de quinze anos sem uma canção nova. E o melhor, a bolacha virá com uma generosa quantidade de extras, incluindo aí um pouco de sangue da banda. Mas antes das hemácias enlatadas, o lançamento chama-se CONTENT (que contará com uma versão em vinil) e fará parte do projeto ULTIMATE CONTENT CAN.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

GD 58 ELE É O CARA


Então fica combinado, Jack White é GÊNIO.

Primeiro porque teve a coragem de abrir uma gravadora que só lança vinis em uma época onde todo mundo dizia que a indústria estava acabada. Depois por que a THIRD MAN RECORDS não só possui um grupo de artistas que provavelmente estão entre os mais talentosos de nossos tempos internéticos, como também produz as melhores sacadas quanto ao marketing das nossas amadas bolachas.

GD 58 DOIS GIGANTES HIPNÓTICOS


Existem pessoas que nascem para burlar o sistema da vida. Pequenas almas atormentadas dentro de uma sociedade de conformismo barato e especulação de idéias alavancadas por processos neurológicos tortuosos.
Desses seres índigos nascem milhares de novas realidades que podem e devem seguidas. Mas a maioria das vezes elas são notadas muitos anos depois de sua nascente genética. Só a correção histórica apara o erro megatônico.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

GD 58 O HOMEM NA LUA DE AUSTIN


17 canções e mais três que nunca foram gravadas ao vivo estarão no novo dvd do R.E.M. O show AUSTIN CITY LIMITS será lançado em outubro no dia 26, com a apresentação realizada em março de 2008. Com direito a som de primeira linha, a banda apresenta músicas de toda a carreira e uma atenção especial para ACELERATE, o disco mais recente.

GD 58 AS GAROTAS PERDIDAS DE LOST 4

Se uma mulher pode levar o homem à loucura, no caso de nossa quarta garota um homem quase leva duas.

CASSIDY PHILLIPSAntes de Kate deixar-se levar pela falta de camiseta de Sawyer e durante cinco longos manter o famoso triângulo amoroso (apenas interrompido pela presença de Juliet), Cassidy apaixonou-se pelo texano descamisado. Não apenas esse pequeno detalhe, como também teve a filha do bom escroque aplicador de golpes.

GD 58 PARA PENSAR NO CHICO.....



E eu não consegui deixar de pensar na letra da canção do Chico Buarque

domingo, 12 de setembro de 2010

GD 57 LOGORMARCAS FALANTES...


Para quem ainda não assistiu o curta metragem ganhador do Oscar de melhor filme de animação, LOGORAMA, idéia realizada pelos franceses François Alaux, Hervé de Crécye Ludovic Houplai.

Como o nome já deixa claro,

GD 58 UM RIFF LIGANDO GERAÇÕES....

Quando os entrecantos são ligados por um cantor russo-armeno....

Aram Ilyich Khachaturian, nasceu em 1903. Em tempos onde ainda existia o Império Russo e a cidade de Tiflis era apenas um ponto. O compositor foi um dos maiores expoentes da música regional armênia e uma de suas grandes canções foi SABER DANCE. Uma levada cheia de suingue folclórico terminada em 1942 e escrita para orquestra pelo compositor (Aram tem milhares de outras composições que vão do popular ao erudito espalhadas pela internet).

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

GD 57 É BOM PARAR DE FUMAR ANTES!!!!


Hoje saiu a programação do Festival SWU. Todos os palcos e seus devidos artistas bem divididos, para ninguém correr o risco de uma garrafada de água mais virulenta como tivemos exemplos anteriores. Mesmo com os Mutantes no mesmo palco do Rage Against The Machine, logo na abertura do festival.
Mas o povo brasileiro como sempre educado irá comportar-se bem (não é para falar que os dedos estão cruzados??)
E vá preparando seu condicionamento físico, afinal de contas eu mesmo quando fiz a lista de atrações que verei, fiquei com falta de ar.
O que será mais uma coisa que a platéia brasileira terá que aprender, afinal de contas a única experiência parecida é feita no Planeta Terra, onde na verdade apenas dois palcos dividem a atenção dos aficcionados por acordes. Agora é só esperar, pois faltam menos de 30 dias para que essa verdadeira maratona digna de festivais na gringa comece.

GD 57 AS GAROTAS PERDIDAS DE LOST 3

Antes de encontrar o amor verdadeiro, nosso herói Hurley encontrou-a em um balcão no melhor estilo Alta Fidelidade.

STARLAHugo demorou pelo menos uma eternidade para conseguir um contato com a menina que deixava sua cabeça cada vez mais em brasa.

GD 57 GOSTOS INCONFESSÁVEIS

Existem pequenos escapes dentro de nossos encéfalos que por mais que a lógica e a métrica da fonética moralista insistam em conter, de alguma maneira transformam fuga em gosto de verdade.
Por isso existem certas preferências inconfessáveis, entrecantos que mesmo com a linha assimétrica convencionada pelo moderno, pelo hype ou pelo gado que segue baia adentro para o certeiro abate sensacionalista cane, insistem em manter-nos cada vez mais dentro de uma normalidade insana.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

GD 57: A RAINHA E O OPERÁRIO.....


Um homem que trabalha...

Jack White é sabidamente um dos maiores e inquietos músicos de nossos tempos. Dead Weather, Racounteurs, White Stripes, documentário com The Edge e Jimmy Page, diretor clips, produtor e por aí vai. E se você acha que acabou, tem muito mais...

GD 57 AS GAROTAS PERDIDAS DE LOST 2

Elas são perigosas, armadas e vivem em completo isolamento.....

BONNIE E GRETA
Quando Desmond iniciou sua vida de clarividência e viagens do subconsciente através de fendas do tempo, jamais imaginaria que a morte de seu broda Charlie (que também o acordou morfeunianamente no pós vida), teria que passar pelas belas mãos de duas perigosas guardiãs da ilha. The Looking Glass mostrou as outras dos Outros que além de armadas até os dentes, participavam da orquestração de Ben Linus (o nosso mais querido vilão).

GD 57 A CHAMADA NATUREZA HUMANA

Eu não sou muito fã do Roger Waters, a não ser quando ele está na música do Superguidis.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

GD 57 AS GAROTAS PERDIDAS DE LOST

Os orfãos de Lost ainda debatem sobre o que realmente aconteceu na série (principalmente o final da última temporada). O capítulo perdido que virá junto com os dvds da derradeira fase, provavelmente explicará algo. Mesmo porque já corre pelas vias da rede o dito episódio, o que já deixa nuances de graal no ar.

GD 57 TRABALHADORES....

A banda I LOVE MONSTERS já passou por aqui nos vinis virtuais. Com seu conjunto de notas recicladas mas ao mesmo tempo explosivas na medida certa para chacoalhar o esqueleto.
Continuam na mesma levada musical e lançando EPs a cada dois meses praticamente. O mais recente acaba de sair pelo site bandcamp e traz mais três canções inéditas da banda. Ouça e acompanhe o pop explosivo desses americanos que trabalham literalmente pela música....

GD 57 WEEDING SINGERS.....

Você já ouviu o termo banda de casamento. Do mesmo jeito que também já assistiu um dos mais bacanas filmes do Adam Sandler (The Wedding Singer), mas parece que o Band Of Horses deu novo significado à expressão.

A história é assim: o casal Njal e Elin decidiram que passariam o resto de suas vidas dividindo seus entrecantos hídricos e lisérgicos de alma durante um show da banda.

GD 57 FAZENDEIROS PRÓDIGOS

Provavelmente todo mundo torceu o nariz para Only by the Night do Kings Of Leon. Os ex-garotos prodígios, agora mais parecidos com uma boy band indie não incomodaram-se com a torcida e seguiram. Esnobaram um seriado de TV famoso e ainda por cima voltaram ao estúdio para gravarem o sucessor da bolacha que transformou os Followill em uma "grande banda".

RADIOACTIVE, o novo single que já estava circulando pela internet por algum tempo, estará em COME AROUND SUNDOWN a nova empreitada da família dó re mi. A canção até que não é das piores coisas que já apareceram, mas resta saber se o disco vai ter fôlego. Pois as bolachas mais recentes dos chamados consagrados andam não suprindo as expectativas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

GD 57 CONTRA O CLIMA SECO....


OWEN PALLETT, o canadense faz tudo (compositor, pianista, violinista e cantor) dará vida ao seu próximo EP dia 28 de setembro. A SWEDISH LOVE STORY contará com 4 faixas e estará disponível para compra em formato digital.

GD 57 É REALMENTE A INTERNET NÃO SERVE PRA NADA (HAHAHAHAHA!!!)


E depois tem gente que acha a internet uma coisa inútil e que ela acabou.....

Se vocês atentos leitores, acompanham as peripécias astrais do mundo da música aqui pelo blog, devem saber que a banda BELLE & SEBASTIAN gravou um curta metragem com duas músicas novas. Na mesma película, a banda respondeu perguntas de fãs mandadas via twitter ou e-mail.

domingo, 5 de setembro de 2010

GD 57 O AMIGO DA MUDANÇA DE ESPÍRITO.


A noite de sexta feira era caótica. Véspera de feriado prolongado em São Paulo pode ser um alento aos corações maquinários da metrópole, mas nesses últimos tempos acabou virando sinônimo amargo de histeria coletiva de trânsito, ou qualquer patologia moderna que não existia nos manuais vitologianos da década de 20.

Talvez isso explique a confusão de sentimentos revelados entre cantos de olhares. Mostrando com exatidão, a lógica das muitas faces escondidas de cada pessoa, refletida na imagem através dos vidros nos carros. O que me dá a impressão de saber quem sou eu...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

GD 56 DUAS CANÇÕES


A capa do disco novo já havia sido liberada há algumas semanas, mas dessa vez a surpresa vem em dobro. BELLE & SEBASTIAN

GD 56 RETORNO SOMBRIO E PESADO


O disco novo estreou em segundo lugar na Billboard. Depois de alguns sons menos convencionais, parece que o KORN e seu novo trabalho (Korn III Remember Who You Are) fizeram as pazes com a lava ecatômbica de riffs que a banda sempre costumou despejar. O vídeo de LET THE GUILT GO mostra bem isso. Bullying com Desejo de Matar e Contatos Imediatos do 3º Grau. Confere...

GD 56 SUECAS EM COURO E DECOTES


Existe um certo fascínio metamérico e quase fagocitário de almas por bandas de meninas. Na verdade de uma maneira geral as feministas de plantão sempre apelam para o complexo de cinderela heterossexual que nós, seres yangs, insistimos em dizer que não existe.

GD 56 POR POUCO.....


Não sei se é por tanto procurar coisas e histórias, muitas vezes monto certos arquivos clichênianos de atitudes em bandas que parecem estar em looping infernal.
E na maioria das vezes é assim, existe um integrante que faz muita falta mas a banda sem ele não corre o risco de explodir em leves pedaços de nuvem tóxica.
Syd Barrett é o exemplo mais clássico disso. Mesmo o Pink Floyd sendo uma banda fantástica com ele, sem a presença do chapeleiro maluco do rock tudo parecia encaixar-se em uma normalidade que fez a banda crescer. Tudo bem que acabou tornando-se mais chata, mas nem por isso....

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

GD 56 TRAQUINAGENS PSICÓTICAS DE UM COELHO



A questão toda nesses tempos onde a tal era do grunhido, segundo Saramago, anda instalando-se é a seguinte:

Como diferenciar o que é bacana ou ruim e ao mesmo tempo não perder-se nesse mar de hype que todo o santo dia ancora em nossos HDs. É difícil gostar de uma banda que ninguém ou poucas pessoas ouviram, sem cair na armadilha fácil de tornar-se mais uma pessoa cheia de maneirismo atômicos fugázicos. E ao mesmo tempo quando ouve-se algo muito antigo, você torna-se apenas mais um pedal em algum De Lorean em 1985 (de preferência outubro, dia 25).

GD 56 E VOCÊ AINDA ACHA QUE TEM CULHÕES???

A questão é assim....
Vivemos reclamando de tudo, do preço da entrada, de shows ruins, das calças coloridas, das franjas, dos outros, da nossa própria inércia. Enfim de tudo....

Mas de vez em quando um soco desses no meio do estômago é necessário.

GD 56 DESCANSE GIRANDO O VINIL....


Imortalidade.

Característica presente apenas em oníricos contos desenhados em páginas de alguma HQ LSDianamente juvenil ou em letras emaranhadas e desmembradas através de encéfalos escribas potentes. Nunca atingiu-se tal capacidade, mesmo sendo sonho já longelíneo da humanidade, vencer a morte.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

GD 56 PATTON, O FÃ DE DOCUMENTÁRIOS


Se você esse ano já deparou-se com esse título saiba que existe uma razão para tamanha coincidência. A nacionalidade das canções que Mike Patton regravou em seu disco MONDO CANE, é a mesma desse filme. Obviamente a inspiração do senhor Faith No More é a película lançada em 1962 e dirigida por Paolo Cavara, Gualtiero Jacopetti e Franco Prosperi.

O primogênito e criador do que veio a chamar-se shockumentary, MONDO CANE é semente original de filmes como Pink Flamingos ou Faces da Morte. Uma série de cenas supostamente filmadas nos países de origem das bizarrices, mas que para uma visão um pouco mais afiada podem ser consideradas armações desses trio italiano.

GD 56 AREIAS MOVEDIÇAS



César Díaz trabalha como animador desde 1994. Na bagagem além de 40 filmes de animação, está o premiado El Sueño de Una Noche de San Juan. Além de ter desenhado e animado episódios da série El Cidi.

Dentro da página desse artista no site VIMEO, você pode encontrar muitas das coisas que transpassam pelos axônios de César e ganham vida das mais diferentes formas, como no caso dessa animação feita com areia chamada NO CORRAS TANTO. Abaixo o making of.



GD 56 QUANDO A NATUREZA MATA



Considerado um dos piores filmes de todos os tempos, ainda em preto e branco e com resenhas que tinham como trocadilho do inferno ele veio e para o inferno voltará.