quinta-feira, 31 de março de 2011

GD 86 ANTES DO FURACÃO.....


Muita se falou da apresentação do Nirvana no reading Festival em 1992. Inclusive até um dvd foi lançado. Mas a banda ainda tem cartas nas mangas de sobra para mais alguns lançamentos.
Como por exemplo esse vídeo raríssimo de uma apresentação em 1991 em Daly City no Call Palace. A canção é Territorial Pissings e ao final uma senhora destruição de equipamento.
Clássico dos clássicos diretamente do facebook da banda.

quarta-feira, 30 de março de 2011

GD 86 O MISTÉRIO DE ALEC R.....


Quem é ALEC R.?????  Essa é a pergunta instalada nos seus giros do cíngulo, ao deparar-se com o som proveniente da banda de um homem só (enquanto nada de informação nova chegar), chamada KOREA IN THE SPACE.

As únicas referências sobre esse nome são relacionadas à um cantor egípcio, mas como não parece ser o caso, atenha-se aos seguintes fatos:

a) Originário de Pittsburgh,

b) auto definido como dream pop lo-fi psych pop psychedelic,

c) seu primeiro EP (Collection Of Songs I Like) era basicamente o músico, um violão e canções sem nenhum rascunho de letra. Esperando um vocalista na definição de Alec,

d) Nesse mesmo EP uma das canções chama-se Praia do Pepê. A capa do disco tem uma fotografia praiana com o Corcovado ao fundo. Agora a trama se complica, afinal de contas que é Alec R.?????

e) A definição da banda é um projeto solo do músico.

Coisa de JJ Abrams, não parece??
Mas o mais importante é saber que, as canções tem a natureza lisérgica na medida para retirar qualquer cerebelo da modorrenta caminhada ao pleonasmo. Referências de contos caleidoscópicos e tonalidades que levam aos entrecantos de bandas como M83, Sigur Rós e adiante.

O mais novo mini álbum (Feels Good Man), é mais difícil do ponto de vista da interpretação, muitas vezes parecendo uma fita demo cheia de experimentações pop. Mas nada descartáveis, apenas um tanto quanto estranhas.
Na dúvida permaneça com os ouvidos atentos e pode preparar seu ácido.



GD 86 ENTREVISTADORES MIRINS.....


Aos 14 anos, Jerry Levitan tinha mais coragem dentro de seus pulmões do que milhares de contemporâneos. Nessa idade, equipado de um gravador, ele invadiu o quarto de um dos maiores gênios do rock. Cínico, pacifista e uma metralhadora morna de felicidade, John Lennon foi entrevistado pelo adolescente.
A conversa entre os dois passou pela guerra, a situação dos Estados Unidos e até Bee Gees.
Tudo guardado na sua totalidade, até que em 2008 o curta metragem I MET THE WALRUS foi indicado ao Oscar.

O diretor Josh Raskin e os animadores James Braithwaite e Alex Kurina, pintaram as mensagens atemporais de Lennon, tornando a vida de Jerry algo histórico. Agora o livro contando essa experiência vai mostrar os entrecantos.

I Met the Walrus: How One Day with John Lennon Changed My Life Forever, escrito pelo próprio entrevistador mirim, mostra notas de John e Yoko, os códigos secretos para encontrar o músico e toda a memorabilia que esse dia proporcionou. Além da entrevista na íntegra e o curta metragem, que você assiste abaixo.

GD 86 A HORA DE NOVAMENTE KICK OUT THE JAMS MOTHERFUCKERS!!!!!!


Vivemos em tempos de blogs caros e milhões colocados nas mãos de artistas, que são corporativistas só na hora de ganharem dinheiro fácil.
Aliás uma pergunta:
Por que será que Caetano Velloso, Gilberto Gil e afins não tiveram metade da força de protesto no tempo onde a imprensa matava o Wilson Simonal artisticamente????

Provavelmente esse resposta será seguida por algum palavrão ou baixo calão internético, como já é de praxe. Mas se por acaso a questão é investir em algum projeto que vale, que tal um documentário sobre uma das bandas mais octaedrascubanas de todos os tempos, a MC5.

Detroit é a cidade natal dessa colisão de placas tectônicas que além de colocarem a velocidade e força em diagrama de lava, deram pontapés iniciais dentro do cenário musical americano no final dos anos 60. Diretamente ligados ao surgimento do punk, a banda jamais quis o rótulo de sindicalizados que acabou recebendo. Mesmo com as canções recheadas de letras que pregavam a liberdade e a não caretice da sociedade.


O problema todo é que quando se vive em um tempo onde as drogas fazem parte da dieta normal de todo mundo, fica um pouco mais complicado tornar-se politizado. Então a Motor City 5 acabou atrelando-se demais ao "sindicalismo" e acabou ganhando shows que não terminavam ou acabavam em pancadaria. Todo mundo queria a canhotice, mas a banda só queria explodir tímpanos.

Todas as histórias sobre a banda são contadas no documentário, MC5 - A True Testimonial. Dirigido e produzido por David C. Thomas, Laurel Legler com o auxílio da Future/Now Films, a película quer deixar claro que os três discos da banda não traduzem fielmente o que ela significou musicalmente, muito menos para o mundo. O legado deixado por Wayne Kramer (guitarra), Pat Burrows (baixo), Rob Tyner (vocais), Bob Gaspar (bateria) e Fred "Sonic" Smith (guitarra), é muito maior que qualquer regime político.

O problema todo é que, o filme é de 2002. Quando foi lançado os produtores sofreram um processo movido por Wayne Krammer que acusava Thomas e Legler de terem prometido a produção do documentário para ele. Os cineastas negaram tudo e a distribuição do filme foi proibida.  Tudo isso correu com apelações e mais apelações até agora, pois os produtores colocaram o filme no site Kickstarter, com o objetivo de angariarem fundos, para pagar os direitos à banda e assim poderem lançar tudo em DVD (veja o projeto aqui!!!!).

Existem trechos do documentários espalhados pela internet, veja alguns. Comprove que pau durescência dentro do rock é coisa para poucos e bons.



terça-feira, 29 de março de 2011

GD 86 EM RESPOSTA AO ÓDIO.....


Em 1940, o exército nazista invadira a Noruega, Holanda, Paris e a Polônia.
Auschwitz I fora construído.
No mesmo ano uma película profética e genial rodava os cinemas americanos.
O Grande Ditador foi o primeiro filme falado de Charles Chaplin, algo que foi por muito tempo motivo de relutância. Mas a suposição de que Carlitos não conseguiria sobreviver com a palavra, era um engano assombroso.

O filme é uma sátira ácida contra o nazismo de Hilter e a Segunda Guerra, onde o ditador Adenoide Hynkel arrasava os judeus moradores de um país chamadoTomânia. Essa caricatura política além da megalômania, era retratada com uma desumanidade vingativa. Entre danças faraônicas e acordos com outros ditadores (Napolini, clara alusão à Mussolini), Chaplin colocava o dedo na ferida em uma sociedade americana que não se importava com a Segunda Guerra e por muitas vezes fechava os olhos ao genocídio.

Gênio como nenhum outro, o diretor além de criar algo na vanguarda da questão dos direitos humanos, liberdade e paz, deu um soco no meio do estômago da humanidade que caminhava em direção do total separatismo e apatia. Mais do que a piada que o explusou dos Estados Unidos, Charles profetiza o que até hoje o mundo parece não entender.

Nada melhor do que as palavras do último discurso do filme, onde o barbeiro judeu toma o lugar de Hynkel e muda o rumo da história. Bolsonaro é uma piada tão grande quanto o Grade Ditador, mas a mensagem que deve nascer disso tudo, nada mais é que um discurso feito por um palhaço.
Dessa vez palavras poderosas que não fazem rir....

GD 86 A MALÍCIA DO PINCEL......


Estarrecer diante de um absurdo, o qual você além de não concordar, sabe que é de uma pintura tão sombria quanto hemácea. Paleta cinza em óleo vermelho que escorreu por muito tempo, derramado por corpos torturados e desaparecidos. Um tempo dito sem corrupção.
Mas matar e retirar a humanidade, não são corrupções de alma???
Anos em que se bravata o governo sem enriquecimento.
Mas o calar forçado de vozes que não podiam discordar dos uniformes, não é empobrecimento de uma nação?
Se alguém fica pobre, o balanço do universo sabe que outro fica rico.

Tão assustadoras quanto às frases do deputado federal Jair Bolsonaro, são as respostas igualmente odiosas e violentas. O desejo de morte por alguém que não concorda com você é exatamente o modus operandi dos militares no passado. De nada adianta a liberdade, se as opiniões sempre são iguais. O óbvio da ignorância do deputado, não pode ser refletido em nenhuma ação.
Se existe uma lei que pode punir os atos faláceos e as calúnias, este deve ser o artifício usado. Disseminar o ódio não. Refutar com toda a sua força a homofobia e o racismo são deveres cívicos, mas a violência da discordância não.

Por mais que a nossa mente foiceana queira que as armas sejam instrumentos de revolução, atirar é um ato que não pode ser feito fisicamente. O encarar cabras pede ações e medidas com mais inteligência e menos truculência. Mesmo sabendo que, mais de 100 mil pessoas votaram em favor de um homem que tem idéias não evolucionistas do ponto de vista educacional, religioso e histórico.

Bolsonaro é apenas a ponta do iceberg de uma sociedade que nasceu monárquica, passou pelo militarismo e agora é regimentada pela apatia. Uma nação que responde ao chamado da violência gratuita com mais violência. Repetidos pleonasmos onde os clichês sociais afloram cada vez em que um twitte é solto. Repudiar as faláceas de um regime carcomido pelo tempo, que em cada lâmpada fluorescente quebrada no rosto de alguém ou banana jogada em campo parece querer aflorar, é um dever e direito nosso.

Nossa arma é o teclado da urna, as palavras escritas e histórias que eduquem as pessoas para que entendam que esse tipo de raciocínio é no mínimo um conglomerado bolos ruminados e fétidos.
E se isso não funcionar, o palhaço que se transveste de mulher ou o militar negro e gay são respostas mais evolucionais e inteligentes que o desejo Charles Bronson.

Três vídeos de gênios que já sabiam que a maior arma é o riso. Sargento Pincel, sempre dúbio e assexuado, Dedé e a homossexualidade. Laffon, o hilário absurdo seguido de Zacarias com a alusão amanteigada....





segunda-feira, 28 de março de 2011

GD 86 UM TRIO E UM DESENHO....


Quando nasceu em 16 de agosto em 1929, WILLIAM JOHN EVANS ou BILL EVANS (se assim você preferir), talvez não imaginava-se um dia o único caucasiano no sexteto de Miles Davis. Também não foi avisado que durante os 50, 60 e 70 tornaria-se uma verdadeira lenda, quando o assunto é banda de jazz ou jazz-trio.
O importante é que durante toda a sua vida colocou em notas uma visão e interpretação particulares sobre os grandes clássicos do gênero. Essas releituras cheias de melodia e cadência rítmica quase perfeita, fizeram dele e seus comparsas lendas do mundo jazzístico.

Conhecida (e considerada por muitos melhor), a primeira formação do trio de Evans era o bate estaca onde toda sua malemolência em ébano e marfim ficava calcada. Scott LaFaro no baixo e Paul Motian (bateria) são o que pode ser chamado de usina bem concatenada de lava. Durante os 50 e início dos 60, quando Scott morreu aos 25 anos.

A segunda formação como sempre acabou levementre renegada à simples reposição de peças, mas a realidade está longe dessa acertiva. Após muito tempo sem ao menos gravar nada de novo, Evans em 1962 começou o novo jazz-trio com Chuck Israels substituindo o antigo baixista. Motian continuou na bateria até a entrada de Grady Tate. Essa formação tem momentos memoráveis.



Como por exemplo essa apresentação em 1965, onde tonalidades clássicas como Come Rain Or Come Shine, Elisa, Summertime e How My Heart Sings são algumas das claves que fazem a festa de qualquer pessoa que gosta de boa música. No mesmo show é possível perceber a semelhança entre Bill Evans e outro famoso pianista, o personagem Schroeder, das tiras criadas por Charles Schultz. O arquear das costas e introspecção são palpáveis.
O set list da apresentação:

Part I

Five (theme)
Elsa
Summertime
Come Rain Or Come Shine
My Foolish Heart
Re: Person I Knew
Israel
Five (theme)

Part II

Five (theme)
How My Heart Sings
Nardis
Who Can I Turn To?
Some Day My Prince Will Come
How Deep Is The Ocean?
Waltz For Debby





















GD 86 O INÍCIO.....


Collapse Into Now, definitivamente coloca os grandes nomes do rock dentro da briga pelos melhores discos de 2011. Não apenas a força do trio R.E.M. fica bem clara, como a pequena nuance de reinvenção de uma banda que desde os anos 80, possui vulcanismos messiânicos.

Uma prova disso, é esse raro show de 1985, gravado na Alemanha em outubro. A platéia parecia não acreditar naquela mistura de garagem e universidade que o R.E.M. em início de escalada colocava dentro de seus ouvidos. Um concerto perdido na eletrosfera que agora ganha uma versão completa.
Assista.

sexta-feira, 25 de março de 2011

GD 85 AO MESTRE COM CARINHO...


Se você pensa que Thom Yorke foi desbravador ao dançar as nuances do dubstep, que a banda utilizou em King Of Limbs, certamente não conheceu ainda o pai da matéria BILL COSBY.
O comediante americano ensina alguns dos passos básicos nesse vídeo, mostrando o chamado Cosby Style. Compare criador e criatura depois em Lotus Flower....



GD 85 MUSICAL VULCÂNICO....

Existem possibilidades. Mas será que é possível imaginar uma banda que produz sonoridades de tamanha capacitância como essa:



Produzindo um musical????

Essa é a idéia por trás de David Come To Life, novo disco da FUCKED UP. A banda de Toronto ganhou o Polaris Music Prize de 2009, pelo álbum The Chemistry of Common Life. Mas o poderio atômico será testado em 78 minutos e 18 faixas, que além dos riffs mais pesados, terão por exemplo backing vocals clássicos dos musicais. O que acontece na faixa disponibilizada para download, The Other Shoe.


No site da banda (http://davidcomestolife.com/announcement.html), a trama que envolve a história de David Come To Life possui fábricas, operários, grandes portas e amores que nascem com o tocar de mãos. Se vai funcionar ou não, só esperando para ouvir todo o disco. Mas pela amostra o som pesado continua, com a diferença que agora existe uma certa quedinha para o farofismo, que mesmo assim não atrapalha.
Ouça o novo single da Fucked Up....

quinta-feira, 24 de março de 2011

GD 85 ENTREVISTAS

Existem coisas clássicas, outras fantásticas.
Um dos maiores exemplos de lisergia cultural do planeta nessa entrevista feita por Hunter S. Thompson com ninguém menos que Keith Richards.
A entrada do guitarrista para a entrevista é no mínimo uma das coisas mais loucas que você já assistiu. Realizada em 1993 para o programa  ABC "In Concert", Owl Farm - Woody Creek.




GD 85 WELCOME TO THE MACHINE.....


Nem sempre os riffs foram os melhores companheiros. Existiu uma época onde o homem sonhou e construiu um mundo onde a máquina não seria escravidão, mas sim uma forma criativa de manipulação dos sons. Criar binariedades que transcendiam o simples ouvir. Nascer a genética de entrecantos musicais, onde uma caixa fria fosse capaz de produzir sensações profundas e grandiosas dentro do ser humano.

SYNTH BRITANNIA, foi um documentário produzido pela BBC 4 e dividido em quatro partes na sua transmissão televisiva. A história da música eletrônica, desde sua gênese com a trilha sonora de Laranja Mecânica e os seus pais kraftwerkianos, até os dias onde a importância desse gênero tornou-se vital.

Assista ao doc na íntegra abaixo.











terça-feira, 22 de março de 2011

GD 85 CÂMERAS ESPACIAIS


A ciência e filosofia por trás da arte de fotografar é um dos mistérios humanos. Já conheci profissionais que ao serem quastionados sobre o fato de que tudo não passa de pressão em botões, tornam-se assassinos seriais. Outros não deixam ninguém colocar as mãos em suas máquinas. Como todo artista, o fotógrafo é cheio de entrecantos. Imagine então o astronauta fotógrafo.



Mas essa ciência toda agora está mais próxima de você, ser mortal e insignificante. Se seu desejo é desvendar os mistérios da fotografia espacial, o manual de instruções para o manuseio e operação das câmeras Hasselblad, está disponível na internet.
Publicação feita pela NASA em 1984, destinada aos cadetes polaróidescos. A história do centro espacial e esse tipo de aparelho já vem de muito longe.
Manual que tem desde os componentes da câmera, até a escolha das lentes. Dimensões e como focar melhor o seu alvo. Incluindo aí como pegar o equipamento. Uma verdadeira aula de como fazer a melhor foto no espaço.

Para baixar o manual clique aqui!!!!!!!!!


GD 85 A GENÉTICA SE RENOVA.....


Se você acha como Ana e Diogo, que pessoas passando músicas, textos, baixando e distribuindo pela internet são criminosos, pense que se não fossem por muitas quebras de direitos autorais, não teríamos canções clássicas dentro do rock.
Desde o solo de I Wanna Be Sedated (Ramones) que transformou-se em riff milionário em Dancing With Myself (Billie Idol), ou os coincidentes acordes de All Day And All The Night (Kinks) e Hello, I Love You (Doors), a música tem essa reciclagem de notas que muda de tempos em tempos. Como se fosse um código genético passado de geração em geração.

A informação em seu estado mais puro e bruto de liberdade corrente. E nem queira me convencer que, por acaso essas canções não são primordiais ao seu bem estar. Esse ritual de passagem genética sempre levou o jogo para outro nível.

Um dos casos emblemáticos une os anos 90 e 70. A banda WIRE era um combo punk dos anos ramônicos. Formada em 1976 pelos ingleses Colin Newman, Graham Lewis, Bruce Gilbert e Robert Gotobed,  embarcaram no movimento que deu origem às grandes bandas da época na terra da rainha. O disco de 77 chamado Pink Flag já chamava atenção desde a sua capa.


 Além disso o estilo do álbum era algo inusitado, afinal de contas são 21 canções em 36 minutos de audição. Rapidez e simplicidade desde a arte.

Mas a grande questão não é essa....

O pulo é para o ano de 1994. Pesada reunião de dias que esse tempo trouxe.
Mas dentre tudo o que ocorrera, uma coleção de riffs balançou cerebralmente muita gente. A banda responsável é a ELASTICA.

Lançada como single, a canção Connection foi o que se pode chamar de hit. O background alternativo que a banda possuia foi absorvido até por quem não gostava do gênero, fazendo com que a vocalista Justine Frischmann fosse catapultada ao patamar de queridinha e a banda se tornasse uma das mais importantes da chamada invasão britânica. O único porém...

É que a introdução de Connection e seu riff são exatamente iguais aos da canção 3 Girl Rhumba da banda Wire. O que não é possível nem negar com verdadeira fúria, pois se você ouvir as duas verá que não existe diferença.

Quebra de direitos autorais??? Plágio??? Falta de criatividade???

Nada disso meu hollandístico leitor. Apenas duas pérolas do cancioneiro popular que fizeram a festa de milhares de pessoas. Entre a condenação e a possibilidade de diversão, eu fico com a segunda.

E você?????


segunda-feira, 21 de março de 2011

GD 85 SAQUÊ LISÉRGICO.....


Costuma-se estabelecer um certo hiato faríngeo quando o assunto é rock japonês. Não por falta de opções, afinal de contas desde os anos 70 a cena do país apresenta uma evolução constante em vários subgêneros. Aos que pensam tudo girar ao redor das fenocópias do que se ouvia na Europa e EUA enganam-se, pois a gama de influências não se baseia apenas no rock. Aos que acham  trilha sonora de animes e HQs, também confundem o sub gênero mais pautado em clássicos do chamado J-Rock.

Por mais que os primeiros passos dentro da história sejam dados por artistas com a veia R&B de novela como Yamashita Tatsuro, ou pela grandiosidade que mistura Amado Batista com Frank Sinatra dos trabalhos solos de Eikichi Yazawa (considerado por muitos o pai do rock japonês), existem muitos entrecantos que podem ser considerados. Nomes como Southern All Stars com a cadência do glam cravada nas canções ou ainda os metaleiros da banda The Matrix aparecem ao lado de nomes como Novo Tono, Go!Go!7188, Chronomad, Nisennenmondai e outros ítens interessantes para se ouvir.

Mas dentro desse mundo paralelo duas nuances quase que distantes por milhares de oceanos, podem fazer com que sua visão em relação ao assunto mude por completo. Um desses nomes é AUNT SALLY.

Formada em 1978 no olho do furacão pós punk que nascia pelo mundo, o quinteto tinha uma mistura de rock alternativo (pode-se dizer até vanguardista para a época), punk e despretensão que beirava o quase amadorismo. Mas nada impediu que a Aunt Sally produzisse canções cheias de lisergia e à frente de seu tempo. Uma mistura quase claustrofóbica de psicodelia dos anos 60, pop e assimetria. Mas o que a banda fez de melhor foi sua vocalista, PEW.



Depos da banda a cantora trabalhou com Can, Novo Tono e enveredou por outros caminhos cada vez mais claustrofóbicos. O seu disco Five Finger Discount, lançado em 2010, foi classificado pela The Wire como um dos 50 melhores discos do ano. Além desse trabalho, Pew também possui na parceria com Seiichi Yamamoto outra grande fase.
Os dois além de conceberem com a Novo Tono o sensacional disco Panorama Paradise (1996), são responsáveis pelo minimalista e belo Where Happiness Is Alive. Uma coleção de pop cheio de sintetizadores e canções que são assombrosamente belas. De 98, mas tão atual como se fosse lançado em 2011, corre pelas veias abertas binárias.





E a outra face dessa moeda é tão divertida quanto garageira.
SCOOBIE DO não tem apenas a semelhança no nome de um desenho animado. As canções possuem forte apelo de rock setentista, mas com o visual retirado das melhores bandas do planeta. Um baterista na definição da palavra e claves que grudam como video game.
Nascidos em 1995 com a idéia inicial pensada pelos fundadores (Matsuki, o guitarrista e seu amigo de infância Koyama, o vocalista), de tocarem covers dos anos 50, 60 e 70. Mas a banda com tamanho lado B não poderia ficar só nas versões. Depois de quase cinco anos dentro de casa, em 2001 sairam das sombras e conseguiram um lugar mais perto do grande público.


Penteados afro, ternos brilhantes e riffs sensacionais, fazem da Scoobie Do um ítem obrigatório para audição. Se nada disso convenceu seus ouvidos, a abertura do site da banda já é impagável o suficiente. Afinal de contas os químicos do Funkalismo (corre no site e veja), sabem o que fazem. A mistura sensacional com  filmes de terror e vinil de Traumatic Girls já te pega pelos ossículos.



GD 85 OS IRMÃOS CLÁSSICOS.....


Mesmo quando o mundo passa por um período onde a nostalgia não vivida vem com força, ainda existem as possibilidades de por entre a névoa que esconde todos os reacionários de plantão, existirem gênios modernos. Dois exemplos bem definidos desse tipo de cadeia helicoidal especial de genes, estão nas mitocôndrias seminais de Quentin Tarantino e os Irmãos Coen.

Uma coleção no mínimo respeitável de filmes, histórias e estórias, roteiros cheios de vulcânicas reviravoltas e em alguns casos um olhar tão certeiro no que se conhece como natureza humana, que fica muito difícil não colocar esses dois exemplares na categoria fantástica.


E uma exposição em NY deverá pagar um generoso e obrigatório tributos aos senhores. Realizada na galeria Bold Hype Gallery nos dias 7,8 e 9 de abril, a exposição Quentin vs. Coen – an art show tribute to Tarantino and the Brothers, dispara em nossas retinas trabalhos de vários artistas plásticos e pintores que colocam em suas telas, visões do que cada película ou cena construídas pelos diretores representam. Uma coleção de clássicos que redescobrem e reestruturam os mesmos.

Stefan Faehler, Greg Gossel, Lloyd Stas e mais alguns outros transformando o início de abril. Durante o dia o tumblr irá colocar mais alguns fotogramas da exposição no ar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

GD 84 A VELHA REPETIÇÃO DO RUIM.....


Vivemos em um mundo onde pessoas como a cantora Rebbecca Black, ganham cada vez mais espaço usando suas músicas. Um remédio genérico para a falta de talento, que por vezes impera dentro de certas cenas. Talvez por isso muitas pessoas englobem o messianismo barroco nascido em banheiro público, de músicos como Humberto Gessinger.
Na falta de coisas boas vamos ouvindo ele mesmo....

Mas não é apenas na cultura do pop rock que a música equivoca-se. O hip hop também tem sua conta de Rebeccas. uma delas é o trio de Los Angeles UGLY DUCKLING. Como um genérico dos Beastie Boys, o trio acaba fazendo de dois sacrilégios, uma virtude.

O primeiro é chamar o ritmo muito mais caribenho de samba. Mesmo com o groove que pode ser uma bela empreitada de pista, a canção tem referências embaralhadas. O mesmo pecado de Walt Disney quando retratou o Brasil através do Zé Carioca.
A outra é tentar imitar a maneira de fazer clips dos Beastie Boys. Com aquele clima de filme B e o mal gosto proposital da banda vestida como um personagem de Schultz.

Mas eles estão aí até hoje (começaram em 1993), uma prova de que mesmo se você for ruim, de alguma maneira a história acabará te colocando novamente na crista da onda. Humberto que o diga......


Ugly Duckling - A Little Samba por skunker75

GD 84 A BIBLIOTECA DAS TEORIAS......


O que traduz fielmente o sentimento encartado nos fãs dos Beatles é a devoção. Existem histórias e mais histórias de pessoas que colecionam itens, teorizam conspirações, montam gigantescas memoriabilias. Isso tudo mostra (mesmo com muita gente ainda torcendo o nariz para a banda), que os rapazes de Liverpool são tão influentes e necessários dentro da música, quanto eram quando a banda estava ativa.

Um desses projetos foi criado por um beatlemaníaco de carteirinha e definitivamente um detetive. Michael Weiss teve a idéia de compilar em um só lugar todas as chamadas "anomalias" nas canções dos Beatles. Colocou-as dentro do site WHAT GOES ON / THE BEATLES ANOMALIES LIST, uma dissecação da discografia do ponto de vista da conspiração.

Letras que não existiam nas canções e foram colocadas de improviso, instrumentos tocados fora de hora e de posição, conversas que aparecem no meio das canções, contagens aleatórias e sons produzidos por instrumentos que davam a impressão de alguma outra citação (por exemplo na canção I Feel Fine, onde parece existir um cachorro latindo no final, mas na verdade é apenas McCartney se divertindo). Erros de mixagem e qualquer outra nuance que saia da linha de normalidade.

Mas a grande sacada aqui é a quantidade de informação disponibilizada. Samplers das anomalias estão prontos e o ouvinte nem precisa ouvir a canção toda. As histórias divididas por discos, canções e com inúmeras fontes.
As teorias são um espetáculo à parte.
Por exemplo, a eterna discussão sobre de quem seria a voz que canta "she loves you" ao final de All You Need Is Love, ou a famosa frase de Ringo em Helter Skerlter ("I got blisters on my fingers"), uma resposta à pergunta de John Lennon que é audível na gravação ("How's that?").

Milhares de histórias e arquivos sonoros, na talvez mais completa biblioteca virtual sobre os entrecantos calamitosos dos Beatles. O endereço do site é esse:
http://wgo.signal11.org.uk/wgo.htm

Divirta-se e ouça abaixo dois exemplos das conspirações, o "latido" de Paul em I Feel Fine e a pergunta de John, mais o grito de Ringo em Helter Skelter.


quinta-feira, 17 de março de 2011

GD 84 SOLIDARIEDADE BINÁRIA


Aterrorizante talvez não seja a palavra certa para descrever o que acompanhamos diariamente sobre o Japão. Misériabilia talvez descreva melhor o pavor que corrói silenciosamente um povo, que paga caro por situar-se em uma encruzilhada de placas que nem Robert Johnson seria capaz de escapar.
Se a ajuda humanitária ainda anda em passos tai-shi-chuanizados, sempre é possível fazer mais.
E nessa horas...

A coletânea NIHON KIZUNA será lançada dia 18 de março e terá toda a renda colocada nas mãos dos operários  da reconstrução de uma nação que parece sofrer calada. Mas no final das contas, o direto tysoniano ainda não foi inteiramente assimilado.
As canções são de artistas de todo o canto do planeta e a bolacha será disponibilizada no sistema bandcamp de compras. Mesmo sendo do partido pirata, eis aí algo que vale à pena gastar.
Para ajudar, o endereço é esse:
http://www.nihonkizuna.com/
O track list com mais de 40 nomes:

Don Leisure (UK) – Trio of Desserts *
Darkhouse Family (UK) – Lemon Drizzle (Fat City Records) *
Onra (FR) – High Hopes (All City Records) **
Kode 9 (UK) – 9 Samurai (Hyperdub Records) **
Om Unit (UK) – Lavender (All City Records) **
Paul White (UK) – Grimy Light (One Handed Music) **
Ernest Gonzales (US) – Beneath The Surface (FoF/Exponential) *
Kper (IT/FR) – Chotto *
Tatsuki (JP) – Mirror In Bologna (Original Cultures) *
Memory 9 (IT) – Shinzen Variations (Soundcrash Music) **
Himuro Yoshiteru (JP) – Missing Links *
Danny Drive Thru (UK) – Prescience (Fat City Records) *
Rudi Zygadlo (UK) – Perdu (Planet Mu) *
Mus.sck (US) – Happiness Is The Best Face Lift (Car Crash Set/Daly City) *
Broken Haze (JP) – Move Forward (Raid System) *
BD1982 (US/JP) – Aluminium Riddim (Seclusiasis/Diskotopia) *
Nightwave (UK) – Hokusai Dream *
Paper Tiger (UK) – Lunar Notes (Jus Like Music) *
Kid Kanevil (UK) – One For Tokyo (One World Records / Ninja Tune) *
Sesped (VE) – Too High To Drive (Jus Like Music) *
2phast (IT) – JapaN *
Kuedo (UK) – Zap (Planet Mu) *
Primus Luta & Lonesome D (US) – Lockdown (Concrete Sound System) *
Takuma Kanaiwa (US) – Senpo World (Concrete Sound System) *
Jay Scarlett – The Rising Sun *
Elliott Yorke (UK) – Wormhole Squirt (Five Easy Pieces) *
B-Ju (GE) – Philly Run (Mux Mool remix) (Error Broadcast) **
Yosi Horikawa (JP) – Passion (Eklektik Records) *
Ido Tavori (UK) – Haunted Top Hats *
Kan Sano (JP) – Bless (Circulations) *
Daisuke Tanabe (JP) – Artificial Sweetener (Circulations) **
Super Smoky Soul ft. Guilty Simpson (JP/US) – Knockout Kings (Circulations) **
Audace (FR/JP) – Indestructible Soul (Inductive) *
The Electric ft. Yarah Bravo (UK) – Beautiful (Memory9 remix) (Organically Grown Sounds) **
Scrimshire ft. Inga Lill Aker (UK) – Warm Sound **
Pete Sasqwax (UK) – Aggro A Go Go *
Emika (UK) – Count Backwards (Ninja Tune) *
Eccy (JP) – EFH (Slye/Milk) *
XLII (UA/JP) – Standuptall Nippon (Raid System) *
Throwing Snow (UK) – The Luck Without (A Future Without) *
Jono McLeery (UK) – Garden (Ninja Tune) **
Fink (UK) – See It All (Ninja Tune) *
Virtual Boy (US/FR) – Thrust (Turnsteak remix) *

*exclusivo para a coletânea
** já lançada



quarta-feira, 16 de março de 2011

GD 84 25 ANOS DE HISTÓRIA....


Muito se fala sobre o rock dito indie, mas por mais vazia que a discussão torne-se, existem certos aspectos históricos e louváveis. Mesmo que para isso o tempo tenha que tiquetaquear por pelo menos 25 anos.

É o que aconteceu com a fita cassete (o que???) produzida pelo semanário New Musical Express em conjunto com a gravadora Rough Trade. Com o explicativo título de C86 (pois na época de sua gravação as fitas cassetes tinham essa numeração relacionada com sua duração), o registro é o segundo da série que começou com a C81. A combinação da duração com o ano de 1986 é apenas algo a mais.

Mas o que faz essa compilação importante é o fato de que em suas claves morarem algumas das bandas mais influentes dentro da história do chamado alternativo. Primal Scream, Soup Dragons e mais algumas que fariam parte do movimento chamado twee music (uma versão do pop rock nos moldes belle sebastianos). Nomes que deram o tom de tudo o que seria considerado lado B durante a década de 80 até o início dos anos 90.

A fita sempre foi objeto de caçadas com requintes spielberguianos pelos senhores sonoros dentro do mundo binário. Agora com 25 anos, ela surge em sua totalidade com 22 ligeiros petardos que marcaram uma época.
Obviamente que não postaremos a fita inteira, mas você pode baixa-la AQUI!!!!

Eis o track list....

LADO A

1. Primal Scream - "Velocity Girl"
2. The Mighty Lemon Drops - "Happy Head"
3. The Soup Dragons - "Pleasantly Surprised"
4. The Wolfhounds - "Feeling So Strange Again"
5. The Bodines - "Therese"
6. Mighty Mighty - "Law"
7. Stump - "Buffalo"
8. Bogshed - "Run to the Temple"
9. A Witness - "Sharpened Sticks"
10. The Pastels - "Breaking Lines"
11. Age of Chance - "From Now On, This Will Be Your God"

LADO B

1. The Shop Assistants - "It's Up to You"
2. Close Lobsters - "Firestation Towers"
3. Miaow - "Sport Most Royal"
4. Half Man Half Biscuit - "I Hate Nerys Hughes (From The Heart)"
5. The Servants - "Transparent"
6. The Mackenzies - "Big Jim (There's no Pubs in Heaven)"
7. Big Flame - "New Way (Quick Wash And Brush Up With Liberation Theology)"
8. Fuzzbox - "Console Me"
9. McCarthy - "Celestial City"
10. The Shrubs - "Bullfighter's Bones"
11. The Wedding Present - "This Boy Can Wait"

GD 84 POR ENTRE A PELE DISSECADA E OPRIMIDA


"E ela já sabia desde sempre o quanto ruim o mundo poderia ser, mas foi essa percepçção que a salvou e não apenas a escada. O sangue ainda é fresco e com sabor de novo, mesmo depois daquele dia de outubro.
Onde sentiu pela primeira vez como é ter sua carne cortada pela audácia malvada de outra menina. Todos os detalhes vívidos e límpidos se entrelaçam com as mãos trêmulas, formando um conjunto de desajeitadas sinapses, trazendo o pavor que toda respiração terminal possui.

A voz esganiçada lhe dizendo todas as palavras que pesavam em seus ouvidos. Todos os gestos que a faziam lembrar que, ela não tinha um reflexo. Apenas a silhueta de um mamilo, que mesmo sem sombra alcançava sua boca para alimentá-la.
A lembrança dos toques exageradamente bruscos em direção ao seu rosto. O corte por entre suas sombrancelhas e pálpebras. Fazendo-a derramar aquilo que fazia dela alguma coisa em que se apoiar, seu dna, sua marca.
Espalhando-se por entre seu rosto e pingando no chão, desesperado para ser coagulando em toda a sua insensatez.
Deixando que todas as hemácias levassem sua alma embora, escorrendo pelo cimento recortado e frio."

Esse é um trecho de um livro que dentro em breve estará nas prateleiras e narra a violenta interação entre garotas dentro dos muros de um colégio. Algo tão assustador quanto poético, o mundo dos meninos e meninas já sofre com um sério problemas por séculos. O chamado bullying.

Desde opressão física e psicológica até violência brutal, as marcas dentro de cada alma que sofre perseguições na escola é eterna. Não apaga com borracha muito menos se esquece como um beijo perdido pelo corredor que separa a quinta da sexta série. Causa respostas tão ou mais virulentas por parte das vítimas. Seja com o suicídio ou com a distribuição gratuita de balas por entre os muros do colégio.

Seja qual for a reação, essa prática é tão comum nos USA quanto no Brasil. A diferença é que aqui, menores não conseguem tanto acesso à armas de fogo. Pois se fosse possível, viveríamos em outra dimensão. Do mesmo jeito que arrecadar um mihão para a criação de um blog, é um bullying contra a nossa cidadania, crianças que humilham outras são um mal.

O cineasta Lee Hirsch resolveu dissecar isso em THE BULLY PROJECT, documentário que conta a história de um ano letivo nas escolas americanas. Cinco famílias tem suas vidas contadas durante o filme, assim como as consequências trágicas e desafios de quem sente a torção em seu braço cada vez mais violenta. Os fotogramas fazem parte do novo esquema de produção cultural, o crowndfunding, e a estréia está marcada para daqui há 34 dias no Tribeca Film Festival.

Com Grizzly Bear na trilha sonora, dificilmente esse não será um daqueles filmes que é permitido emocionar-se. Pois a violência da nossa sociedade é algo que une cada um de nós, seja pelo lados dos agressores ou pelo das vítimas.

O trailer é de chorar....

terça-feira, 15 de março de 2011

GD 84 HOMENAGENS.....

 Liz Janes está sendo homenageada...
Quem???

Nascida nos subúrbios de Washington DC, a menina começou inicialmente no piano. Regimentada por teóricos de plantão, embutidores de medo parcelado, ela viu-se uma futura cantora sofrendo (aos treze anos) do que se costuma chamar dentro dos catedráticos circuitos patológicos, stage fright.
Um medo primal de subir ao palco e tocar para qualquer platéia, fez com que Liz parasse com as composições. Passou então a frequentar clubes de jazz em sua cidade.

Mudou-se para Olympia e iniciou algumas experimentações dentro da cena da cidade. Após algum tempo começou a tocar covers e iniciar suas composições dentro do folk. O amadorismo puro dessa época não traduziria o futuro da cantora. Tudo ainda estava aguardando o momento certo de eclodir.
Existe então nesse segundo relance de vida de Liz, uma mão do chamado destino.

"Por engano", ela deu sua fita para o amigo Mike Kaufmann. Este tocou algumas composições da cantora em seus shows, assim como para o amigo recente. Um tal de Sufjan Stevens...
O primeiro tornou-se namorado e depois marido, o segundo a convidou para gravar. Foram dois dias de sessões. Após uma viagem pelo México, a menina com medo do palco já tinha um disco pronto e produzido por ninguém menos que Sufjan.

A matéria prima bruta das composições de Liz são assombrosas. Uma mistura de blues e jazz, mas com os pés em um chão de nuances diferentes que a cantora conhece bem. Sons desconexos e arrebatadoras vocalizações. Usando distorção como quem faz uma cirurgia delicada e precisa, a cantora construiu uma legião de fãs dentro e fora da música.

Por isso que esse mês, ela recebe uma singela homenagem. Bandas que colocaram os acordes de Janes em suas bigornas, gravaram um EP com covers da cantora. Time & Space apresenta uma coleção de respeito:

Son Lux
My Brightest Diamond 
Helado Negro 
Black Heart Procession 
Fol Chen 
Danielson 
Arrington de Dionyso

Como sempre por partes:
a) primeiro você escuta o disco tributo à Liz Janes



b) abaixo as canções: Wonderkiller, Proposition, I Don't Believe




c) A discografia da cantora desde 2001 até os tempos atuais, com os discos: Done Gone Fire (2001), Poison and Snakes (2004), Liz Janes & Create (2005), Say Goodbye (2010).  




GD 84 DISCORDÂNCIAS


Kevin Smith nunca foi dado à sutilezas. Ora nas piadas ou nos assuntos mais sérios, o diretor consegue ser por muitas vezes a polêmica da polêmica. Desde o filme Dogma ele sabe onde e como bater.
Dessa vez a escolhida foi a igreja nazi facista Westboro Baptist Church, aquela que prega o final do mundo causado pelos judeus, gays, negros e tal e etc.
Seu mais novo filme, RED STATE, que critica duramente a igreja, está sofrendo ataques dos correligionários da família Phelps. Membros e parentes estão atacando duramente os fotogramas. Mas agora uma opinião cheia de "fundamento" parece definir a pequena batalha.

A voz do juíz foi a neta do fundador da igreja (Fred Phelps), Megan. Ela e o primo assistiram ao filme em uma sessão no Arkansas. Por 15 longos minutos a dupla permaneceu no cinema, para depois sairem com o veredito:

"Sujo!!!"

Não era de se esperar que alguém da WBC fosse amar um filme que atropela os preceitos da igreja. Mas como tudo ligado à doutrina da família Phelps, a sessão de cinema será usada devidamente como marketing. O engraçado é saber que um dos conceitos pregados, é o de que a internet é obra do demônio e deve queimar, mas Megan conheceu Smith pelo Twitter.

segunda-feira, 14 de março de 2011

GD 84 DO JAZZ TRIBAL E POP


Enquanto todos procuram saber sobre corpos afundados em lama, com a distância da curiosidade mórbida separando continentes, o mundo continua andando. Mesmo com dez graus de diferença em seu eixo e milhares de anomalias psicossomáticas deixadas em mentes e corações. Enquanto alguns procuram a vida perdida por entre pedaços de madeira e terra umidificada, a maioria de nós ainda respira por destroços evolucionais.

Mas nem por isso a canção deve ser temida ou parada, aliás muito pelo contrário. Um aceno de pacificação de alma é sempre bem vindo, ainda mais em tempos onde o mundo parece mostrar que nossa importância dentro de seus planos é nula. E uma dupla no mínimo inusitada acalenta a passagem dessas horas mórbidas.

Os nomes GOLDEN CHOW e TEEN WOLF poderiam passar desapercebidos aos menos avisados. Relacionar essas duas nuances aos quadrinhos ou desenhos infantis talvez fosse a melhor saída.
Mas não.
Uma conglomerado de notas onde o pop se funde com a assimetria do jazz, e a eletrônica não tem vergonha de transportar seus cíngulos por entre a satisfação quase fácil. De um pop descarado e por muitas vezes cheio de referências ao mestre das notas zappianas.

Samuel Cooper (o Chow) e Elgin Braden (o Wolf), formam a dupla BABY JAZZ. Sem medo nenhum de experimentar ou ser apenas fácil auditivamente. O melhor é sempre não ser indiferente, seja no caos ou na lama.
Vamos ao que interessa, ou seja, os singles. Primeiro uma quase suite intitulada Michael Jordan, depois a pílula poptônica de Song For The Season. Finalmente o novo single da dupla, Billie Ocean.




domingo, 13 de março de 2011

GD 85 AS DUAS FACES DE ANNELIESE......


Por mais que o mapa religioso na Alemanha em 1985, fosse bem dividido entre católicos e protestantes, assim como a dimensão territorial garantir aos Estados Unidos uma grande quantidade de cultos religiosos, as duas nações são basicamente cristãs. Altas taxas desses seres que acreditam no imponderável e nas escritas do livro bíblico, são encontradas nesses dois países. E mesmo com uma maioria predominante, suas visões sobre o mesmo assunto não poderiam ser mais diferentes.

O Exorcismo de Emily Rose e Requiem (filme americano e alemão respectivamente) são duas faces de uma mesma moeda, que irritam setores cerebrais onde a ciência cansou de estudar e muitas vezes desmistifcar. Duas histórias nascidas de um mesmo drama familiar real, mas visões completamente diferentes.


A película americana de 2005, além de revelar a face mórbida da atriz Jennifer Carpenter (que em alguns momentos é mais assustadora que Linda Blair de O Exorcista), tem uma visão mais dócil em relação ao personagem do padre responsável pelos rituais contra as forças demoníacas, que supostamente tomam conta do corpo e alma da pobre menina cristã. Tom Wilkinson dá o tom sacro bondoso, e competente como sempre, deixa no ar aquele ar de mocinho.

O que no filme alemão não é a tônica.


Requiem de 2006, dirigido por Hans-Christian Schmid, tem uma visão menos aterrorizante e mais dramática. A menina católica e possuída em questão (vivida pela atriz iniciante Sandra Hüller, premiada com o Urso de Prata), Michaela Klingler é o principal foco do filme. Um calvário sofrido pela garota, que em meio à ataques diagnosticados como psicose e epilepsia, não melhoravam com a medicação. Some à esse turbilhão emocional, uma família católica fervorosa crente na versão dos padres, que usando da influência santa, convencem a família de Michaela a aceitar o exorcismo como cura.

Mais do que as semelhanças (atrizes estreiantes em papéis fortes e o exorcismo), os dois filmes derivam de uma mesmo história real.

A vida de Anneliese Michel.

Essa jovem alemã, no ano de 1968, começou a sentir sintomas do que a medicina chama de doenças psicológicas e neurológicas. Psicose e epilepsia. Ataques que paralizavam seu corpo e causavam tremores. Tratada em vários hospitais, suas crises aumentaram depois que a menina passou a ver imagens demoníacas (segundo relatos da época).
O que torna a história de Anneliese tão forte é que apenas depois de 04 anos, a família começou a procurar outros tipos de ajuda. Agora por mais que sua mente cristã queira acreditar na existência do tinhoso, imagine-se com duas patologias neurológicas pesadas por esse período de tempo, sem diminuição dos sintomas.
Apenas em 1975 o padre Ernst Alt consegui autorização do bispo de Wurzburg, para a realização dos rituais exorcistas. Nesse tempo a menina então com 24 anos e há tempos sofrendo fisicamente e psicologicamente, realizou várias sessões dos procedimentos católicos. Existem relatos de sintomas assustadores, como por exemplo ingestão de insetos, incontinência intestinal em todos os cômodos da casa, ingestão da própria urina, auto mutilações, episódios de paralisia corporal e violência.

O exorcismo baseado no "Rituale Romanum", não surtiu efeito algum em Anneliese, que morreu em 1976 desnutrida, com pneumonia e traumas irreparáveis em ambos os joelhos (a menina costumava a bater as articulações no chão durante os ataques). Os pais da garota foram à julgamento (assim como os padres) e foram condenados por assassinato decorrente de negligência e omissão de socorro.

O "Caso Klingenberg" ganhou ainda mais exposição quando O Exorcista foi lançado, mas as duas versões atuais da história, mostram duas faces distintas, não menos confusas e polêmicas.
Entre o padre mocinho americano e o egocentrismo católico do alemão, fique com a voz de Anneliese (se puder)....

terça-feira, 8 de março de 2011

GD 84 SAUDADES DE OUTROS CARNAVAIS....


Os fatos tmzianos nos colocam em frente à uma polaróide onde a namorada do Belo desfila ao lado da Tropa de Elite. Aquela mesma que via no usuário uma forma de vida parasita simbiote.

E é também de um Usuário gerado em 1995 (questionador das ditas verdades universais),
que aquela sombra de saudade típica do samba,
cadenciada por entre as caixas de fósforos,
povoa dois refrões.

A estrofe teimosa de um bloco,
que pergunta o seu papel como patrocinador do tráfico,
na roupa de folião que paga o desfile (das campeãs inclusive).

Do outro lado dessa mesa, a saudade de uma velha guarda,
Essa sim com força do morro onde todos estamos,
uma guerrilha armada de palavras.
O tempo onde o rock tinha história.

E a tv que faz falta...

sexta-feira, 4 de março de 2011

GD 83 UMA CARTA ANÔNIMA AOS OUVINTES E A MINISTRA


(Esse post foi escrito ao mesmo tempo e por 15 pessoas diferentes...)

Não adianta fingir que não existe esse elefante, muito menos dizer que nunca experimentou dessa fonte. Se por acaso um dia você já ouviu música na internet, as chances tê-lo feito de maneira gratuita são palpáveis. Por mais que as compras on line andem em crescente levada, quando se diz respeito ao quesito música o mundo é um paralelo completamente diferente.

Sites que vazam discos antes do lançamento físico, blogs que postam singles, programas que retiram audio de sites com vídeos e ripadores dos mais diferentes tipos que nascem geométrica. O tráfico de informações é cada vez maior e mais rápido. O problema é que, nem todos encaram esse trânsito de informações como um enorme benefício (e quando se diz isso, leia-se exposição da banda, alcance dentro do público e divulgação gratuita na melhor de todas as empresas de marketing do mundo, o chamado boca a boca).

Retrógrados como a banda Metallica, ou a Warner Chappell tentaram e ainda tentam, desbancar o download gratuito, baseando-se em uma lei cada dia mais envelhecida e podre. A dos direitos autorais.
E aqui no Brasil, país modelo no que se diz respeito ao compartilhamento de idéias e liberdade de tráfico, algo semelhante está acontecendo pelos corredores escuros. Como tudo que chega com atraso aqui em terras tupiniquins, a guerra pela informação está sendo iniciada. E os dois lados já estão bem diferenciados.



De um lado o Ministério da Cultura na figura de sua comandante, Ana de Hollanda. Usando uma tática de guerra em forma de manchetes, dizendo aos ventos que pessoas que baixam músicas pela internet são criminosos e abusam do direito trabalhista autoral (a ministra compara o direito autoral ao trabalhista). Sua primeira ação foi retirar a licença Creative Commons do site do ministério. Depois fechar de uma vez por todas, as discussões sobre a reforma da lei autoral e do papel do ECAD.

Ações como a da senhora Ana de Hollanda estão indo contra a evolução humana. Proibir algo é de natureza repressora (como ela deveria saber, afinal de contas seu irmão foi um dos artistas que lutaram pela lliberdade), e tentar acabar com o tráfico de informações e músicas que inspiram outros artistas ou pessoas comuns à evoluirem e criarem algo diferente é um crime contra a humanidade.
Matar a possibilidade de evolução do cérebro humano é algo tão pavoroso quanto as câmaras de gás em Auschwitz.

Por isso a guerra aqui em terras tupiniquins está apenas começando. E para contra atacar a tática do medo que esse ministério parece querer criar (artigos escritos por pessoas que aprovam a morte da evolução humana proposta pela minstra, publicaram que os ataques contra o MinC tem motivação política), buscamos durante dois dias artigos, posts, tweettis, blogs, tumblrs e qualquer coisa dentro da malha viária vulcânica da internet, que pudesse corroborar com o pensamento libertário.
Achamos e nos achamos....

Não existe futuro se existir controle!!!!!!

A grande discussão é sempre a mesma e já está ficando velha. Quem baixa música de graça pela internet está cometendo um crime? Deve-se taxar todos os downloads?
Mesmo com milhares de pessoas concordando que não e provando porque não se deve reprimir, as corporações e políticos parecem querer adentrar em uma disputa pelo poder. Ações como as da ministra Ana de Hollanda mostram a vontade de provar ao povo que o governo é soberano na tirania de defender interesses que supostamente são dos artistas. Quando na verdade o que está por trás de tudo isso é a liberdade. Ao invés de efetivamente promover uma reforma no ECAD (orgão doente desde sempre), as atitudes do ministério são na direção de uma repressão.

 E isso não pode acontecer.


Por isso é desejo deste texto, mostrar a senhorita ministra da cultura e todas as pessoas que ainda acham que download de graça acaba com as nossas tão queridas e amadas bandas, que vocês estão enganados.
Traficar informações é antes de tudo um ato de cidadania, que quando feito de maneira correta pode causar uma reação em cadeia em favor do lucro e da liberdade.

1) Usando mídias sociais.

Mesmo que você ache o Twitter e Facebook obras demoníacas ou seja participante da Westeboro Baptist Church, admitirá que hoje em dia nada mais é visto se não possuir um perfil nessas duas fontes. Sites, revistas, blogs e bandas (principalmente), possuem perfis e começam a divulgação de seus trabalhos por esses meios. Como então você que não tem um tostão pode ajudar a banda a ganhar mais dinheiro por aí???

Simples. Curta a banda no Facebook ou siga-a no Twitter. Mas onde isso pode ajudar??
No mercado atual e principalmente no exterior, toda a vez que uma nova banda tenta marcar shows em algum lugar, a produção da casa ou bar usa as duas redes sociais como parâmetro para saber quantas pessoas seguem o trabalho da banda. Obviamente no fringir dos ovos o que vai contar é a qualidade do trabalho, mas se você fosse dono do Studio SP, ganharia mais dinheiro dentro do seu estabelecimento com uma banda que amalgama 2.000 pessoas ou 20??

Do mesmo jeito que a banda conseguiria muito mais apresentações (e ganharia mais dinheiro), com o aumento de seus seguidores, que colocariam um selo de aprovação internética no som. O consumidor não paga absolutamente nada, mas torna-se um divulgador em potencial de seu trabalho e ainda por cima quando produtores de shows procurarem por você pela internet, saberão que o som leva muitas pessoas à sair de casa, gastar dinheiro na balada e ainda por cima comprar o material disponibilizado naquela mesinha na entrada eventualmente.

2) Outra coisa que ajudará na divulgação e crescimento da base de fãs (e consequentemente o futuro consumo de material), tem relação com algo que na minha opinião, é o mais difícil:
A atitude dos seres humanos.
Estamos cansados de ler e ver a má educação, xenofobia e racismo dentro de comentários em blogs. Principalmente aqueles que tem como assunto, futebol e música. Quanto maior a paixão, maior a violência. Mas e se por acaso, a atitude fosse diferente. Imagine então, você como leitor, ao ler sobre uma banda ou material novo, perdesse alguns minutinhos, ou segundos, deixando um comentário no blog que indicou.

Não para inflar o ego do escritor, mas para crescer a audiência e fazer com que a informação seja cada vez mais repassada. Um retwitte ou comentário dentro do post, faz com que o interesse pelas pessoas em descobrir um novo som, ou escutar canções aumente. Cria-se aí um link com o primeiro ítem e como consequência uma cadeia maior de tráfico de informações.
Ser educado não é apenas uma questão de semântica, mas sim em mostrar a liberdade que todos temos de olhar para o outro e dizer:
"Olha isso é uma coisa boa, ouça e veja se você me acompanha..."
Você cria uma corrente marítima onde não existe o verbo perder.

3) Existe um conceito que está nascendo lá fora que se chama Smart Listener. Na verdade algo que já existia com outro nome, mas é uma outra maneira muito boa de fazer com que você, ouvinte pirata, ajude a sua banda de maneira eficiente. Não adianta nada apenas baixar e escutar seu mais recente lançamento. É necessário passa-lo adiante. Monte uma conta em sites como o Last FM, por exemplo.

O site tem um sistema chamado scrobbling, que permite sua conta ter acesso à todas as canções que você escuta, colocando-as em estatísticas dentro de seu perfil. Quanto mais vezes você escutar as canções, maior visibilidade poderá dar a banda. Do mesmo jeito que o Twitter ou Facebook, o site ajuda o ganho de alcance, pelo maior número de audições nos perfis.

Você não precisa pagar, mas contribuir é muito importante.

4) Torne-se um membro dos chamados street teams. Isso é uma faceta das divulgações que anda crescendo dentro da internet. Grupos de pessoas que realizam ações para a banda (como colar cartazes e divulgarem os shows), quando elas tocam nas suas cidades. Mas existem outras atitudes que podem fazer a diferença e não custam nada além de um clique.
Rádios on line, ou normais podem ser contatadas com mensagens suas pedindo para que as canções da banda sejam tocadas. Lembra do pai de Zezé de Camargo?????
Pois bem, quanto mais pedidos, maior a visibilidade da banda e mais pessoas conhecem o som e vão aos shows.

5) Por fim, talvez a mais inocente e romântica idéia por trás desse texto. Mas nem por isso menos válida.
Escreva para seus ídolos.
Deixe-os saberem que suas canções o emocionam, o fazem rir, dançar e chorar. Ninguém aqui acha que um músico não queira ganhar dinheiro e sobreviver em um mundo capitalista, não somos idiotas.
Mas lembrar seus ídolos do que é mais importante na música, é sempre gratificante (para eles e para vocês). Obviamente muitos responderão, e outros, como todos deuses flácidos de ouro se colocarão em um pedestal.
Mas eles também merecem seu carinho e seu apoio.

Não existe fórmula mágica. A guerra ainda vai durar muito tempo e será sangrenta.

E nós iremos lutar até o fim pela liberdade de idéias!!!!

Mas existe uma saída que se chama informação e inteligência. Somadas, essas duas em uma coletividade que trabalha em função da disseminação das idéias e claves livres, podem trazer lucros para todos.
Ouvintes que ajudam bandas e bandas que são criadas através do livre fluxo de idéias.
Sem amarras e sem restrições.

Não deve-se discutir os direitos autorais, porque eles não deveriam existir.
O que se deve colocar na mesa é o que podemos fazer juntos para garantir que o mundo seja cada vez dominado pelo crescer de idéias e com todos caminhando sem amarras.

GD 83 O LUTADOR


Como nessa manhã, o tumblr está brincando de não funcionar, vamos pelo blog.
O projeto já nasceu espetacular quando duas forças tão criativas se amalgamaram. Primeiro o gênio Gil Scott Heron, depois Jamie XX.

O disco de remixes We Are New Here é tão sensacional e visceral quanto o original e mesmo com Gil em fase problemática (o cantor ainda tem dificuldades em manter-se sóbrio), o video de I'll Take Care Of U saiu. A história sobre a mulher de um boxeador, com redenção de sobra para encher um roteiro dos anos 50.

quinta-feira, 3 de março de 2011

GD 83 A ORIGEM DAS ESPÉCIES...


A história é simples e contada pelo criador.
Em 1990 David Bergman (fundador da banda Silver Jew), enquanto trabalhava no Whitney Museum fez esse desenho e pregou na porta do quarto onde ele e Steve Malkumus moravam, na cidade de Jersey. O líder da banda Pavement não estava presente na ocasião, pois gravava o primeiro disco da banda.

Quando Malkumus viu o desenho, perguntou à David se poderia usa-lo para um título de disco. Algum tempo depois, Steve usou o papel para anotar o número de Jim Coleman, que posteriormente tocou teclados na banda Cop Shot Cop. O tecladista também trabalhou com os dois no museu, mas a ligação final entre os três é que Jim possuia um apartamento, onde Malkumus acabou morando.

Tempos depois a frase foi parar no seminal e histórico álbum:


GD 83 A VOLTA DA VELOCIDADE.....


Vamos com calma que a notícia é daquelas de parar o ventrículo sem aviso. Em 2009 a banda ART BRUT lançou Art Brut Vs. Satan, com a produção de um senhor chamado Frank Black.
Petardo sonoro de uma maestria desprentensiosa homérica. Um dos top 10 daquele ano, a levada seca e de garagem que o produtor pixieniano imprimiu na bolacha foi algo fantástico. E não é que agora a banda retorna aos discos, com a produção de Frank novamente.
Mas não é só isso:

Brilliant! Tragic! (o nome do álbum), será lançado dia 23 de maio e já tem o track list completo. O primeiro single é Unprofessional Wrestling.
Como toda sensacional música da banda, um título lunático, uma história insana e a rapidez cada vez mais bem vinda da Art Brut.
E o refrão mais hilário de 2011, sem sombra de dúvidas.

Track list:

01. Clever Clever Jazz
02. Lost Weekend
03. Bad Comedian
04. Sexy Sometimes
05. Is Dog Eared.
06. Martin Kemp Welch Five A-Side Football Rules!
07. Axel Rose.
08. I Am The Psychic
09. Ice Hockey
10. Sealand