sexta-feira, 29 de abril de 2011
GD 90 VIAGENS BARULHENTAS....
Sim, há de se entender que por muitas vezes bandas psicodélicas e instrumentais estão afastadas do quesito sem vergonha do rock. Muito pelo trafegar por áreas onde a matemática toma lugar da inspiração. Quadriláteros nem sempre conservam características como a sujeira, mesmo tendo cantos.
Mas ainda pode-se encontrar por entre as claves algumas saídas bem interessantes.
Como no caso da banda ONEIDA.
Nascidos em NY, esse trio tem pretensões épicas desde a primeira audição. Uma viagem que passa pelo krautrock, lisergia e garagem, mas de uma maneira tão febril quanto violenta. Por muitas vezes a audição torna-se algo doloroso, por entre suas camadas pulmonares. Mas a banda ainda ajuda o ouvinte quando divide em três partes uma verdadeira epopéia de Cydonia.
The Story Of Thank Your Parents é uma fábula fantasmagórica de 200 minutos, onde a banda coloca todas as armas desse arsenal caótico em ruídos repletos de alucinações. Não existe uma audição fácil, nem quando a estrutura das canções remetem à situações mais palatáveis (como no caso da Part II / Rated O).
Não adianta prender-se nas especificações filosóficas quânticas, que a banda prega nessa ópera rock iniciada em 2008 e finalizada esse ano. O que vale aqui são as sensações de pavor, calma e contemplação que as músicas do trio colocam em seu cérebro. E pode-se afirmar que a certeza única é essa:
Não existe o ficar impassível ao som de Oneida.
GD 90 O LADO B DA SEXTA-FEIRA
Finais de semana onde a inspiração parece fugir por entre as notícias pasmas sobre uniões. O indicativo de que o mundo precisa de ópio televisivo, sempre bate por todas as ondas mentais que pulsam em outra frequência. Não adianta então reclamar da edição global no mundo da revista Caras, deve-se mais do que nunca reabrir acordoamentos em outras direções de pensamento. Ver o lado de lá da fossa em que se caminha com passos largos.
Sendo assim, a música sempre foi e jamais deixará de ser o balsâmico alento divino que por muitas horas é capaz de contribuir para o avanço da métrica lateral do pensamento humano. Poesia cantada, musicada invenção que salva e compensa qualquer tentativa de manter seu corpo no marasmo universal.
Começo então com uma banda que corre pelas laterais, a maneira cada vez mais requisitada dentro do ano de 2011. Laura Catalano, Nicholas Rice, Patrick Stankard e Keith Pilson, nasceram em uma grande névoa quase shoegaziana. Mas a falta de informações torna tudo mais vanguardista ainda. A WEED HOUNDS tem uma bateria desconexa que definitivamente nasceu em algum banco inglês smithiniano, mas riffs tão cortantes e secos que assombram uma aura acinzentada. Os vocais de Laura são retilíneos e concebem uma forma quase amargurada de vocalização. O som nova iorquino é a semente genética da banda, mas nem por isso deve-se destruir a vontade de audição dos acordes. Cativante sem soar pretensioso demais, é o melhor som em uma sexta fria.
Quase tão oitentista quanto a banda anterior, o trio THE HAIRS parece também consumir boa parte dos riffs em citações de pradarias como Wavves, Best Cost ou The Pains Of Being Pure At Heart. São canções com tonalidades rápidas mas ao mesmo tempo quase contemplativas. Tudo com colegiais ares e festas acadêmicas. A banda foi aclamada com o um dos melhores shows da NYC Popfest esse ano, mas ainda o caminho pode ser mais longo do que se imagina. Seria uma menção honrosa em qualquer lista de bandas novas e boas de 2011. O primeiro registro, o disco demo Hairs Make Music, tem a veia pop do New Order, mas com uma linha mais discreta. O EP oficial (Kool Gawd) sairá nesse mês de maio.
Uma banda que em entrevista cita Galaxy 500, The Replacements, Modern Lovers e Lou Reed, definitivamente merece um olhar mais atento. É isso que faz com que a GRAND RAPIDS seja uma das boas surpresas desse primeiro semestre. Não apenas pela capacidade criativa de riffs grudentos, muito menos pela clássica formação com dois meninos e duas meninas. O que vale aqui é toda a influência de garagens alternativas e balançar femoral que pode ser contagioso. Formação assimétrica e que inevitavelmente fará com que você sinta-se dentro de algum boteco cheio de fumaça e cerveja.
Mas se a sua praia são os anos 80 de uma maneira mais aguda e seus infindáveis teclados, o quinteto SLOWDANCE pode saldar a dívida saudosista com seus ventrículos. A vocalista e quase líder da banda, Quay Quinn-Settel tem uma voz das mais marcantes e a combinação entre guitarras e teclados fazem com que a banda apresente um certo ar de novidade dentro dos nada convencionais acordes atuais. Uma mistura do blasesismo da new wave, com uma tímida vontade de deslocar pistas de dança. Não tão alegre quanto parece na primeira audição, mas com uma bela nuvem cinza dentro dos acordes. A banda possui dois singles, sendo Spell um download gratuito.
A palavra diferente não faria justiça ao som do trio YELLOW OSTRICH. Uma combinação vocal da melhor qualidade que por muitas vezes lembra os melhores exemplos da cena, com guitarras circulantes entre o peso e a simplicidade de acordes. Muito sessentismo dentro das claves e músicas com o tempo quase ramônico, a banda é um nome que deixará marcas mais profundas dentro de seu cérebro. Surpresas nas canções que além do rock, poderiam ser muito bem gravadas por grupos vocais dos anos 50. De todas as bandas citadas, talvez a com maior discografia e tempo de estrada.
A YO tem uma capacidade de despertar lateralizações de lábios e uma cadência que para existir, não são necessários grandes acordes de bateria. Vozes e um baixo massacrante de alma, servem para que se forme uma onda de encantamento pelas notas. Assimétricos na medida certa, a banda vale muito ser seguida. Uma audição ao mais recente registro (o disco The Mistress) deixa tudo muito claro.
Sendo assim, a música sempre foi e jamais deixará de ser o balsâmico alento divino que por muitas horas é capaz de contribuir para o avanço da métrica lateral do pensamento humano. Poesia cantada, musicada invenção que salva e compensa qualquer tentativa de manter seu corpo no marasmo universal.
Começo então com uma banda que corre pelas laterais, a maneira cada vez mais requisitada dentro do ano de 2011. Laura Catalano, Nicholas Rice, Patrick Stankard e Keith Pilson, nasceram em uma grande névoa quase shoegaziana. Mas a falta de informações torna tudo mais vanguardista ainda. A WEED HOUNDS tem uma bateria desconexa que definitivamente nasceu em algum banco inglês smithiniano, mas riffs tão cortantes e secos que assombram uma aura acinzentada. Os vocais de Laura são retilíneos e concebem uma forma quase amargurada de vocalização. O som nova iorquino é a semente genética da banda, mas nem por isso deve-se destruir a vontade de audição dos acordes. Cativante sem soar pretensioso demais, é o melhor som em uma sexta fria.
Quase tão oitentista quanto a banda anterior, o trio THE HAIRS parece também consumir boa parte dos riffs em citações de pradarias como Wavves, Best Cost ou The Pains Of Being Pure At Heart. São canções com tonalidades rápidas mas ao mesmo tempo quase contemplativas. Tudo com colegiais ares e festas acadêmicas. A banda foi aclamada com o um dos melhores shows da NYC Popfest esse ano, mas ainda o caminho pode ser mais longo do que se imagina. Seria uma menção honrosa em qualquer lista de bandas novas e boas de 2011. O primeiro registro, o disco demo Hairs Make Music, tem a veia pop do New Order, mas com uma linha mais discreta. O EP oficial (Kool Gawd) sairá nesse mês de maio.
Uma banda que em entrevista cita Galaxy 500, The Replacements, Modern Lovers e Lou Reed, definitivamente merece um olhar mais atento. É isso que faz com que a GRAND RAPIDS seja uma das boas surpresas desse primeiro semestre. Não apenas pela capacidade criativa de riffs grudentos, muito menos pela clássica formação com dois meninos e duas meninas. O que vale aqui é toda a influência de garagens alternativas e balançar femoral que pode ser contagioso. Formação assimétrica e que inevitavelmente fará com que você sinta-se dentro de algum boteco cheio de fumaça e cerveja.
Mas se a sua praia são os anos 80 de uma maneira mais aguda e seus infindáveis teclados, o quinteto SLOWDANCE pode saldar a dívida saudosista com seus ventrículos. A vocalista e quase líder da banda, Quay Quinn-Settel tem uma voz das mais marcantes e a combinação entre guitarras e teclados fazem com que a banda apresente um certo ar de novidade dentro dos nada convencionais acordes atuais. Uma mistura do blasesismo da new wave, com uma tímida vontade de deslocar pistas de dança. Não tão alegre quanto parece na primeira audição, mas com uma bela nuvem cinza dentro dos acordes. A banda possui dois singles, sendo Spell um download gratuito.
A palavra diferente não faria justiça ao som do trio YELLOW OSTRICH. Uma combinação vocal da melhor qualidade que por muitas vezes lembra os melhores exemplos da cena, com guitarras circulantes entre o peso e a simplicidade de acordes. Muito sessentismo dentro das claves e músicas com o tempo quase ramônico, a banda é um nome que deixará marcas mais profundas dentro de seu cérebro. Surpresas nas canções que além do rock, poderiam ser muito bem gravadas por grupos vocais dos anos 50. De todas as bandas citadas, talvez a com maior discografia e tempo de estrada.
A YO tem uma capacidade de despertar lateralizações de lábios e uma cadência que para existir, não são necessários grandes acordes de bateria. Vozes e um baixo massacrante de alma, servem para que se forme uma onda de encantamento pelas notas. Assimétricos na medida certa, a banda vale muito ser seguida. Uma audição ao mais recente registro (o disco The Mistress) deixa tudo muito claro.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
GD 90 GUERRAS SEM VENCEDORES.....
A lágrima lateral seca que escorre pelo rosto de um senhor diabético, mostra que por muitas vezes o valor de uma vida é esquartejado e dividido por meros trocados. Não existe uma visão mais pura do que aquela centelha pulsante dentro de um peito nobremente cansado. Por mais que o tempo passe por entre as mãos de calos ralos, jamais é possível determinar se o esforço é ou não caro demais.
Em Pittsburgh vive um homem em seus dias poentes. Travando uma guerra sem precedentes contra a fisiologia insana e a má vontade humana. Batalha que deixa traços cada vez mais amargos e em tons cinza dentro de sua alma.
Paul Mawhinney nascido e criado na cidade deu-se por completo (trabalhando como vendedor errante pelas pradarias americanas), quando entendeu que a sua paixão lhe custaria mais do que shakespearianos corações. Cobraria caro através de uma sociedade relapsa e controlada por grandes corporações.
Seu amor são os discos de vinil.
Dono da maior discoteca mundial, seus exemplares beiram um numeral superior à um milhão. São pepitas garimpadas em trocas, sebos, gravadoras e com sorte de quem faz tudo com furor e paixão avassaladoras. Cópias jamais lançadas (como no caso dos Rolling Stones) ou uma raridade mais do que histórica, o primeiro disco de vinil já produzido.
Tudo isso fazia parte de sua loja, onde apenas eram vendidos os discos que eram repetidos. RECORD RAMA era movida pelo bater vulcânico de ventrículos sintonizados na mesma paixão de Paul. Mas como definiu bem seu dono, o mundo está perigosamente fechando os ouvidos para o mais puro tipo de som que já existiu. O acetato maravilhoso que ainda sobrevive em pequenas porções de cocaína insípida.
A história do dono da maior coleção do mundo, seus problemas de saúde somados ao descaso do homem em relação às maravilhas sonoras, estão retratados nesse mini documentário dirigido por Sean Dunne.
Emocionante relato de uma alma que batalha até o último minuto. Atualmente, a coleção que valeria facilmente mais de 50 milhões, está cotada em 3. Ninguém até agora comprou-a. Paul está vendendo-a por necessidade, está perdendo sua alma para o mundo surdo.
Batalhas sem vitórias e almas errantes ainda são a maior qualidade da música.
GD 90 ANIVERSÁRIO....
O termo primeira dama talvez seja uma marca pleonásmica quando o assunto é denominações. Não existe transgressão alguma nesse conjunto de palavras, que como toda sinapse enraizada, apresenta mais conotações com algum tipo de politicagem do que realmente a galhardia do cargo.
Mas se aplicarmos o termo à uma menina que comemora aniversário hoje, este ganhará maestria de sobra. Não direi a quantidade de primaveras, mas a boa educação manda que o nome KIM GORDON seja clamado pelos quatro cantos da crosta terrestre. A baixista e vértice de uma das maiores bandas de todos os tempos, a Sonic Youth, comemora mais uma data hoje.
Menina em uma banda de meninos, é uma tarefa que ninguém imagina a dificuldade. Sacred Trickster já deu a dica, mas Kim é capaz de tormentas tão grandes que podem fazer os três cavalheiros parecerem crianças indefesas. Desde o sexismo às avessas de Bull In The Heather até a aspereza de Pattern Recognition, uma única afirmativa torna-se verdadeira:
Kim Gordon tem fúria uterina de sobra.
Para comemorar o aniversário de mais uma das valquírias, um documentário sobre sua banda na íntegra.
terça-feira, 26 de abril de 2011
GD 90 JOGOS ÁCIDOS....
O assunto pautado por reviravoltas é sempre o mesmo. Por muito tempo a expansão da mente humana foi uma derivação química de três letras e seu mestre um ser que era metade Mr. Hyde, metade Mr. Jeckyl. Timothy Leary, o pai do ácido, sempre foi no mínimo cheio de originalidade quando o assunto em questão era a lisergia. Não apenas pelo uso da substância LSD de maneira coerente e cheia de propósitos, mas também por ser um dos primeiros batedores de frente com a sociedade cada vez mais cheia de republicanos em direita careta.
Mas quando o organismo não comportava mais a quantidade de loucura química desenfreada, o cientista resolveu então viajar intimamente pelas novas tecnologias que estavam em caleidoscópicas cores, reformulando a maneira do homem pensar em si mesmo e no mundo. Timothy mais dois criadores de softwares chamados Bob Dietz e Peter Van den Beemt, produziram o chamado MIND MIRROR.
O programa foi baseado na teoria criada pelo acidulado Leary, sua tese de PHD intitulada Diagnóstico Interpessoal de Personalidade. O programa, uma espécie de rpg vanguardista, permitia ao jogador explorar personalidades diferentes da sua, ou até mesmo traçar um perfil de como a pessoa era na realidade. Obviamente colocando-o nos holofotes, nesse estranho programa de auditório, o próprio explica o que é e como funciona o jogo.
Existem versões de Mind Mirror espalhadas pela internet, prontas para serem baixadas, assim como o emulador do sistema DOS necessário. Mas se por acaso você, lisérgico leitor, preferir uma rápida experimentação, uma página no Facebook mostra como o programa funciona.
GD 90...EXPERIMENTOS
Utilizar procedimentos experimentais em animais sempre foram uma tônica dentro da evolutiva humana. Lutas vorazes dos ambientalistas contra a condição humana em sodomizar seres indefesos pelo bem da ciência, acabaram tornando-se um amplo espectro na luta em favor da natureza. Mas essa luta é a mesma quando a sodomia ocorre contra própria espécie???
Ontem a capital brasileira por direito, a cidade do Rio de Janeiro sofreu com uma quantidade atlântica de água, desabando pelas beiradas de terra naquela região de país tropical. O que deveria cair em 40 dias, caiu em 2 horas. Tragédia??? Descaso público??? Azar????
Lembremos todos que foram os seres humanos que aos poucos transformaram o clima do mundo nesse caos todo, que beira a paranóia católica de apocalipse. Não adianta reclamar das igrejas que cobram dízimo e fazem milagres em telas de televisão superfaturadas, sendo que a deixa para que o povo se apegasse nessa salvação paraguaia, saiu da maneira como conduzimos as coisas. Uma desenfreada corrida pelo ouro de tolo consumista que aos poucos foi matando o planeta. Nada de reclamar da queda da encosta, se a sua casa de milhões foi construída em cima de geléia. Chafurdar na lama suja que entope os bueiros é tarefa de um povo que vota porcamente.
E quando se acha que tudo foi visto, eis que o governo do Rio (o mesmo que hollywoodianamente monta operações de polícia), surge com um experimento realizado na vanguarda dos 1900. Um sistema de sirenes contra enchentes.
Ivan Pavlov, um fisiologista russo, no início do século 20 realizou uma série de experiências com animais. Essas experiências tornaram-se um marco para a psicologia científica e neurofisiologia, mesmo não sendo o primeiro objetivo do cientista. Estudando o funcionamento do sistema gastrointestinal, Pavlov isolou a glândula salivar de um cão. Ao receber comida o mesmo salivava, assim dando ao pesquisador o líquido para os estudos e pistas do porque e quando acontecia o processo (parte importante na digestão). Como o cachorro começou a antecipar a comida, o pesquisador então começou a condicionar o animal a salivar apenas quando ouvia um som. Claustrofobicamente fechado por madeiras, o animal agora apenas iniciava a produção de saliva através de um barulho ou música ou quem sabe uma sirene.....
Pavlov não apenas descobriu a fisiologia do sistema como acabou criando o que se chamou de Reflexo Condicionado, provando que é possível ensinar um novo padrão de comportamento através do condicionamento da cobaia por mensagens sonoras. Outra experiência famosa é aquela onde um rato é treinado através de um sinal, para tocar uma alavanca e receber comida.
Afinal de contas, o mais importante é a Copa e agora o Rock In Rio.
Já que estamos todos presos nesse fétido labirinto de ratos, pelo menos a lavagem cerebral deve ser feita com alguma coisa bem escrita.
Que tal Regina Spektor e a canção Pavlov's Daughter??????
Ontem a capital brasileira por direito, a cidade do Rio de Janeiro sofreu com uma quantidade atlântica de água, desabando pelas beiradas de terra naquela região de país tropical. O que deveria cair em 40 dias, caiu em 2 horas. Tragédia??? Descaso público??? Azar????
Lembremos todos que foram os seres humanos que aos poucos transformaram o clima do mundo nesse caos todo, que beira a paranóia católica de apocalipse. Não adianta reclamar das igrejas que cobram dízimo e fazem milagres em telas de televisão superfaturadas, sendo que a deixa para que o povo se apegasse nessa salvação paraguaia, saiu da maneira como conduzimos as coisas. Uma desenfreada corrida pelo ouro de tolo consumista que aos poucos foi matando o planeta. Nada de reclamar da queda da encosta, se a sua casa de milhões foi construída em cima de geléia. Chafurdar na lama suja que entope os bueiros é tarefa de um povo que vota porcamente.
E quando se acha que tudo foi visto, eis que o governo do Rio (o mesmo que hollywoodianamente monta operações de polícia), surge com um experimento realizado na vanguarda dos 1900. Um sistema de sirenes contra enchentes.
Ivan Pavlov, um fisiologista russo, no início do século 20 realizou uma série de experiências com animais. Essas experiências tornaram-se um marco para a psicologia científica e neurofisiologia, mesmo não sendo o primeiro objetivo do cientista. Estudando o funcionamento do sistema gastrointestinal, Pavlov isolou a glândula salivar de um cão. Ao receber comida o mesmo salivava, assim dando ao pesquisador o líquido para os estudos e pistas do porque e quando acontecia o processo (parte importante na digestão). Como o cachorro começou a antecipar a comida, o pesquisador então começou a condicionar o animal a salivar apenas quando ouvia um som. Claustrofobicamente fechado por madeiras, o animal agora apenas iniciava a produção de saliva através de um barulho ou música ou quem sabe uma sirene.....
Pavlov não apenas descobriu a fisiologia do sistema como acabou criando o que se chamou de Reflexo Condicionado, provando que é possível ensinar um novo padrão de comportamento através do condicionamento da cobaia por mensagens sonoras. Outra experiência famosa é aquela onde um rato é treinado através de um sinal, para tocar uma alavanca e receber comida.
O sistema de sirenes cariocas que será implantado nos pontos de maior periculosidade, é uma versão humana da experiência feita em cães e ratos de laboratório. O governo carioca deixa a população trancafiada em caixotes de madeira e construções mal feitas, para agora condicionar todos com um sinal sonoro. A resposta esperada pelas cobaias, é correr para os pontos de apoio ou para a alavanca que joga comida se você preferir. Não muda-se a infra estrutura do labirinto, não trabalha-se para uma ocupação consciente do espaço da cidade, não investe-se em melhorias na infra estrutura e educação do povo quanto ao lixo, ninguém quer saber de discutir o que fazer com os córregos e rios ou mares.
Afinal de contas, o mais importante é a Copa e agora o Rock In Rio.
Já que estamos todos presos nesse fétido labirinto de ratos, pelo menos a lavagem cerebral deve ser feita com alguma coisa bem escrita.
Que tal Regina Spektor e a canção Pavlov's Daughter??????
segunda-feira, 25 de abril de 2011
GD 90...OS DETALHES OPIÁCEOS.......
Existe uma filosofia inerente ao ato da defecação líquida, que assola seu trato intestinal. Como em sua narina, o resto de substâncias químicas que se liquefazem por entre seu corpo semi morto e sem algum resquício de humanidade ou carinho piedoso, escorrem sem misericórdia. A mancha amarelada por entre sua platina nasal ou o escuro resquício de merda líquida na sua roupa íntima, apenas mostram que você não passa de um aglomerado de restos, que dependendo do que é ingerido, pode tornar-se ou não sólido.
Não há poesia na vida, existem mensagens subliminares. Aquelas que apontam um prédio em desesperada queda ou aqueles que insistem em surgirem quando sua mente definha por entre questões de grandeza e vida amórfica, que jamais passará apenas de uma passagem. Vivemos em uma geração rápida, cheia de informações tão complexas quanto um zero ou um 1. Não temos uma grande luta, muito menos questões ligadas à evolução da humanidade. Homofobia, xenofobia, racismo, eleições, pobreza, nada disso importa na verdade. Eles existem, mas são dissolvidos pelo seu trato intestinal através do narcótico pesado de sua televisão ou computador de última geração.
Temos a revolta internética, aquela que não passa de cocaína amarela vendida em porões escuros com valentes homens cheios de pólvora em seus dedos. Malhadores de pressão sobre a classe média vadia e mesquinha. Eles não irão incomoda-lo enquanto você possuir uma televisão de 54 polegadas full high definition HD. Somos uma geração de fezes liquefeitas, as mesmas que colorem o início do texto. Não existe uma retomada do pensamento libertário, apenas lições de moral dadas por filósofos atesticulares em cento e quarenta caracteres.
O que sempre será importante é aquilo que não se pode enxergar. Pequenas manipulações onde a cercania da alma ganha contornos de amargura embalada por sons rápidos e líquidos. A ilusão de segurança que o mundo teima em enfiar pela sua garganta abaixo, não passa de substância opiácea que é ruminada em seu intestino. Você defeca-a mais cedo ou mais tarde, com ou sem consistência. Isso depende apenas da quantidade e do tempo de exposição.
Esses detalhes que não se podem enxergar, são um bom exemplo dentro do filme Clube da Luta, de David Fincher (1999). Primeiro, o fato de ser a primogênita obra adaptada de um dos melhores malditos, o escritor Chuck Palahniuk.
O livro foi o segundo romance escrito pelo autor, mas não é seu primordial. Mais uma vez a hollywoodiana maneira de liquefazer as coisas, centrou-se apenas em um dos vértices. Clube da Luta (publicado em 1996) é siamês de outro livro (também com seus direitos para o cinema comprados), chamado O Sobrevivente. De 1999 conta a história de Tender Brenson, típico americano moderno que sequestra um avião e o explode. Pelas sentimentais lamúrias sobre os atentados às Torres Gêmeas, a adaptação ainda carece de testículos.
Outro detalhe do filme é que um dos diretores de animação da película, atende pelo nome de Carlos Saldanha. Apenas aparecendo nos créditos finais, o diretor de A Era do Gelo e o hypado Rio, provavelmente foi um dos responsáveis pelos detalhes que não se mostram tão facilmente.
Todo o universo comentou os abdominais pittinianos, quando estes apareceram na tela. Como sempre o ópio masturbatório tão feminista quanto machista, ofuscava as verdadeiras centelhas da desconstrução psicológica do personagem vivido por Edward Norton. Jack e sua alma saponácea, muito antes de enfrentarem sua metade mais violenta, já deixara que algumas sinapses escapassem do controle. As fotos do post marcam os momentos onde Tyler Durden inicia a conquista da alma de Jack, através de aparições tão rápidas quanto as criadas por Brad Pitt enquanto trabalhava nas salas de projeção.
A sessão de terapia, o escritório e a rua, marcam o começo da libertação. O texto que aparece antes do início do filme, onde um suposto aviso contra a pirataria tranforma-se em ode libertária, é outro detalhe. E obviamnte nada seria completo se a auto sabotagem feita pelo diretor David Fincher não culminasse ao final do filme, com o escancarado pau sendo exibido.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
GD 89 CLÁSSICO MUTANTE.....
Presente de Páscoa antecipado nesse feriadão prolongado, onde por muitas vezes a hora mágica parece repertir-se indefinidamente. Mas nada de blasfêmias desmedidas contra uma possível falta de neurônios pensantes. Muito pelo contrário, repetir certos rituais por vezes nos mostram outras saídas.
Por isso mesmo é de primazia evidente essa releitura do clássico, Fight For Your Right To Party que agora ganhou a palavra Revisited em uma póstuma e genial versão. Os Beastie Boys não se copiam, apenas remodelam a própria natureza de amálgama e fazem com que o disco novo Hot Sauce Committee Pt. 2., seja ainda mais esperado.
Com vocês o novo curtra metragem dos Beastie Boys: Fight For Your Right To Party Revisited.
Por isso mesmo é de primazia evidente essa releitura do clássico, Fight For Your Right To Party que agora ganhou a palavra Revisited em uma póstuma e genial versão. Os Beastie Boys não se copiam, apenas remodelam a própria natureza de amálgama e fazem com que o disco novo Hot Sauce Committee Pt. 2., seja ainda mais esperado.
Com vocês o novo curtra metragem dos Beastie Boys: Fight For Your Right To Party Revisited.
terça-feira, 19 de abril de 2011
GD 89 DUPLAS.....
O poeta RICK HOLLAND já trabalha com o sensacional BRIAN ENO (aquele que o MGMT não consegue achar), desde os anos 90. A parceria começou no projeto Map Making, uma série de trabalhos colaborativos com alunos das seguintes instituições:
Royal College, The Guildhall School of Music, The Royal Academy of Music, The Royal College of Music, The National Youth Orchestra e o The English National Ballet.
Em 2003 a parceria rendeu a primeira canção, o que acabou resultando em horas e horas de gravações durantes os anos que se passaram. Mas esses registros nunca foram gravados.
Depois do lançamento do álbum Small Craft On A Milk Sea, a dupla resolveu colocar a parceria em movimento e terminar o projeto com as canções. O resultado estará no novo disco de Brian Eno chamado Drums Between The Bells.
Com set list definido e já em estado de pré venda, o primeiro single do registro foi liberado hoje, a canção Glitch que você aprecia abaixo. A bolacha ainda contará com uma edição em "capa dura" com desenhos e poemas da dupla.
1) bless this space
2) glitch
3) dreambirds
4) pour it out
5) seedpods
6) the real
7) the airman
8) fierce aisles of light
9) as if your eyes were partly closed as if you honed the swirl within them and offered me … the world
10) a title
11) sounds alien
12) dow
13) multimedia
14) cloud 4
segunda-feira, 18 de abril de 2011
GD 89 A VELOCIDADE ADERENTE.....
Invólucros oculares traçando paralelos que colabam pelos entrecantos, por muitas vezes alteram a maneira de perceber as coisas.
Estamos em ano de arena romana com traquitanas sangrentas, onde bandas tornam-se gigantes e outras doravante contemplam recordes. Holofotes esportivos envolvendo o caminho da música esse ano, devidamente transpassando por áreas perigosas da alma. Corre-se o risco de um certo refugo dado pelo simples fato de não se correr riscos. E já que a questão aqui é o esporte, não custa nada olhar aqueles que correm por fora.
Por que não começar um disco pelo fim??
Não existe regra corrente na soberba literatura, sobre como se deve auscultar ventriculares claves. Elas apenas se implantam epidermicamente. Gênese e morte em constante fusão, por entre acordes que não sabem o significado da expressão barreira pela língua. Notas capazes de viagens chevarianas com zunidos em Norton 500.
Montreal marca morada de uma das bandas mais grudentas dessa virada de ano.
Jesuslesfilles.
Direcionado pelos riffs de maneira hipnótica, o primeiro disco da banda (Une Belle Table /10/2010) é uma daquelas circunferências onde o tempo parece não importar, tamanha a capacidade de fluência do álbum. Confusão de tempos que são inexistentes, pois as canções não só explodem em aderência timpânica, como são sensacionalmente bem executadas. Existe a qualidade da pancada ramônica, aquela onde inexiste respiração entre uma canção e outra. Quando a consciência aparece, você já está na penúltima música e a sede por mais é avassaladora. Entre petardos como Fouls Le Camp e as retomadas em picardia circense de Tes Yeux, o álbum é uma coleção avassaladora de elementos químicos .
Nos tempos onde a velocidade parece ainda mais violenta, o acordar para cantos onde as canções marcam mãos de uma maneira ímpar, é primordial. São tons como os da faixa Mercredi que fazem o rock pulsar de maneira imortal por entre o tempo. Como se fosse a última nota da sua vida, uma terminal respiração, daquelas que derrubam muros e passagens. Existem olhares que te fazem mudar a percepção do mundo, existem bandas que mudam seu centro de gravidade.
Jesuslesfilles é uma dessas.
Ouça Une Belle Table abaixo...
GD 89 CONCEITUAL PESADO.....
Já esse ano a citação do novo trabalho da banda FUCKED UP, mexera com os ossículos auditivos. Chamado de conceitual e uma ópera rock, de acordo com a própria banda, o disco David Comes To Life prometia barulhos assimétricos e uma disposição faríngea de causar inveja aos deuses do metal. Hoje mais uma das canções desse novo trabalho caiu pela rede em nuvem seca.
A Little Death coloca a banda novamente nos trilhos da explosão tectônica onde estamos acostumados, o que não significa uma mesmice imperatriz, apenas mais uma bala em forma de gigawatts. Ouça....
Fucked up/ A little death by GD2
GD 89 FELIZ ANIVERSÁRIO.....
São 22 anos passados. Duas décadas onde o tempo não apagou a mínima gota de sangue, que escorre pelo suor de um quarteto que continua tão eterno quanto seminal. Para quem viu de perto a comoção causada pelos acordes em lava de Frank Black, Kim Deal, Joey Santiago e Dave Lovering em um chamado grande festival de rock nacional, sabe que o peso e salvação produzidos por guitarras ainda não possui uma réplica que possa ser comparada com a banda PIXIES.
Esse ano, marca a entrada na juventude adulta de um dos melhores discos dessas décadas glaciais.
DOOLITTLE.
Lançado em 1989, é tão vital para a históriado rock quanto a respiração é elementar para o ser humano. Antes do ano onde o punk tomou o mainstream, os quatro cavaleiros do apocalipse garageiro mostraram mais uma vez por que são considerados os pais genéticos do alternativo. Uma linhagem de canções não só clássicas, mas com uma alma capaz de explodir com a mesmice em qualquer país do mundo.
Esse foi o primeiro disco da banda que ouvi, em um tempo onde eu apenas achava que a binariedade poderia salvar o mundo da mediocridade. Mas ser atropelado pelo Airbus que é o álbum, é atingir a velocidade da luz dentro de seu mais interno gene e sentir sua face derreter.
Ecdise artrópica de alma embalsamada por letras que eram tão profundas quanto pesadas, ou simplemente de uma pura e verdadeira diversão. Explodir os brônquios ao cantar Debaser era uma religião tão fanática quanto os mais contemporâneos ismos que levam bombas em suas cinturas. Um inapelável sentido de vida, dentro de um disco que tornou-se épico com o passar do tempo.
Uma banda que ainda não lutava contra seus demônios ou entre si, geniais na concepção mais perversa da palavra. Uma sujeira tão grande de acordes, que o cheiro de diesel é parte integrante de sua corrente sanguínea. As linhas da resenha que encerravam uma das edições da revista Bizz, apontou-me o caminho por onde meu coração não mais era uma caixa metálica embebida em engrenagens bem engraxadas, e sim explosão de ventrículos sem rumo.
Esse show que você assiste em sua totalidade abaixo, é uma apresentação gravada no dia 19 de maio de 1989, alguns dias depois que o disco fora lançado. Mais clássico que isso, impossível.
terça-feira, 12 de abril de 2011
GD 88 DOIS CONTINENTES LIGADOS PELA LISERGIA......
Vivemos em um tempo onde o apocalilpse intelectual é apenas uma questão de tempo. Pulsante como uma veia peniana cheia de esperma e ódio, a vida brasileira dentro dos meios de comunicação e da cultura carece urgentemente de um câncer que tome tudo de assalto e dissolva as artérias podres do descaso. Programas que regurgitam ruminações derivadas de um barrete purulento, subcelebridades que cospem e no meio de tudo isso, o povo. Engolidor de líquidos que são tão ensebados quanto os cabelos de Kurt Cobain.
Não existe escapatória para os tempos perigosos que vivemos. Circo do absurdo dentro de um útero possuido por algum súcubos de terceira categoria e seu membro em vermelho lava, estuprando virgens católicas analmente. A única verdade que atualmente cerca nossa consciência é a que o passado tinha muito mais força do que nossas décadas atuais. Não estamos ficando mais burros, afinal de contas a tecnologia nos dá o poder para acessar milhares de informações importantes e conhecimento.
Estamos ficando sem referência.
Não existem mais exemplos para seguir a octaedracubana idéia da transcendência. Não existem grandes líderes, soberbos pensadores. Existem apenas pequenas epilepsias que vez ou outra aportam em nossos cíngulos, disparadas por heróis que acreditam ainda na capacidade de libertação do mar de lama e merda onde nadamos atualmente. A única verdade nesse mundo falido é a integridade daqueles que ainda lutam.
Isso poderia ser diferente, se por acaso a retina deslocar-se mais vezes por camadas de névoas e buscar exemplos vindos de outras cenas. Como por exemplo o rock argelino.
No início dos anos 70, a sociedade desse país passava or uma transformação significativa. A abertura cultural e a sede por maiores conhecimentos impulsionou o povo na procurar por novas vertentes no ocidente. O problema é que o governo, ditatorial da época, não queria saber de muitas relações com esse tão podres yankes do ocidente. Resultado: a repressão acabou tornado-se a tônica, afinal de contas quando não se entende o outro lado, é melhor mata-lo.
O controle governamental sobre a cultura chegou ao ponto de proibir a radiodifusão de músicas do gênero Rai Music na Argélia. As canções e bandas ficaram restritas aos cabarés e casas onde a mais antiga das profissões eram uma transgressão política.
Prostitutas e músicos comunistas.
Uma leva de novos artistas então bebendo da fonte proibida, resolveram remodelar o gênero, utilizando metais vis e guitarras dentro do som da pátria. O resultado foi uma profusão e reinvenção do estilo pelas mãos de grupos como El Azhar, Messaoud Bellemou e L'Orchestre Bellemou (que ao colocar trompetes dentro das canções acabou inventando outra vertente na música argelina). Cheb Zergui foi outro pioneiro dentro do cenário, colocando guitarras e distorções dentro de tonalidades consideradas clássicas. A transgressão em forma de manifesto punk, de um país que se recusava aceitar os açoites de um tirano ignorante.
Os heróis argelinos já sabiam o que significava a palavra, antes mesmo de Iggy se lambuzar de pasta de amendoim ou os Ramones decidirem que não queriam nada.
Essa coletânea que você ouve na íntegra abaixo, é o documento seminal dessa nova genética dentro da música. 1970's Algerian Proto-Rai Underground (2008), mostra que a música pode ser revolucionária e libertadora. Ao mesmo tempo que influenciada, amalgama a capacidade de ser influenciadora. Não seria de graça que alguns anos depois, Jimmy Page e Robert Plant usariam todos os ritmos orientais em suas composições mágicas. Eles já conheciam o punk argelino.
Outra geração que resolveu não esperar pela iluminação de medalhões, foi formada por algumas das almas mais hiperativas do cancioneiro brasileiro. A Tropicália dos anos 60 e 70, deixara à margem da sociedade uma leva de músicos que não faziam parte dos circuitos mais descolados. E mesmo Os Mutantes abrindo as portas para uma leva de outros jovens lisérgicos, a televisão só queria saber dos festivais. Mas essa gangue composta dos primeiros exemplares de Absurdettes, não estavam nas telas televisionadas. Mas sim no campo de batalha, tomando quantidades cavalares de ácido e fazendo com que o tempo parasse.
Uma mistura de psicodelia com a mais caleidoscópica jovem guarda. Influenciados diretamente pelos ensinamentos learyanos, essa leva de bandas, cantoras e cantores, colocaram nuances de bruxaria nas claves (como Marisa Rossi e a canção Cinturão de Fogo) ou absurdos quase hilários como Cleio Ballona e o Tema do Batman. Por mais que se pense na característica cômica de certas notas, é inegável que as bandas retratadas na coletânea Brazilian Guitar Fuzz Bananas - Tropicalia Psychedelic Masterpieces 1967 - 1976, tinham a transcendência como forma genética mais purificada e louca. Seminais como The Pops e o Som Imaginário de Jimmi Hendrix ou até o clássico e eterno Serguei e a letra barrettiana na canção Ouriço.
Cavaleiros Jedis que transportaram por entre as notas influências que até hoje são usadas. Clássicos dos clássicos. Por essas e outras que tempos passados não vividos, muitas vezes parecem mais cheios de genialidades que salvam, muito mais do que os dias de hoje.
Como diriam Tom e Sérgio, Vou Sair do Cativeiro...
segunda-feira, 11 de abril de 2011
GD 88 OS LUNÁTICOS SECOS E MOLHADOS.....
Existe uma certa tendência ao esquecimento do labo B de um dos maiores tempos dentro do rock nacional. O final dos anos 60 e início da década punk, marcaram alguns anos onde a genialidade na produção talvez foi apenas vista no tempo de Chico Science, Planet Hemp, Raimundos e Mundo Livre S/A. O que os grandes filósofos rotularam de tropicália, tinha uma outra veia, muito mais rock do que se pensa.
Uma mistura de ácido com anfetamina afeminada de cores em lava. Bandas que não apenas usavam a brasilidade, mas sim o funk e os riffs mais psicodélicos para montarem quebra cabeças que facilmente disparavam viagens astrais por entre névoas e névoas de Pineapple Express retrô.
Os Mutantes eram vanguarda da vanguarda, mas as bandas dos entrecantos sempre tiveram seu apelo febril em loucura de notas. Dois exemplos que mais parecem siameses de um tempo que era genial.
A banda LUNÁTICA, nome quase esquecido por entre os pergaminhos da história tem na canção de 1974, Assim Assado uma coleção de caleidoscópios pintados em cada uma das quatro faces que montavam a banda. Atenha-se ao detalhe de que, do mesmo jeito que seus contemporâneos e geniais SECOS E MOLHADOS, eram servidos na capa de seu disco.
Mas não era essa a única semelhança entre os dois vértices da equação lisérgica. A banda onde nascera Ney Matogrosso, também possuia uma música chamada Assim Assado dentro do clássico álbum.
Entre viagens na direção de Marte e o Guarda Belo, duas pérolas de um tempo onde fazer música era transcender a caretice.
Artigo raro de encontrar hoje em dia.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
GD 87 A INSPIRAÇÃO.....
Essa semana aconteceu uma conversa pelos arrebaldes da alma sobre inspiração. O que ela é ou como nasce, ou ainda de quais sentimentos e figuras elas podem surgir. Em um dos últimos gênio da música, ela bateu em forma de vinil e canções. Acetatos que moldaram a catarse chamada KURT COBAIN.
Uma compilação de notas que perduram até hoje e contam com nomes clássicos como Beatles, Clash, Black Flag, Bowie e Johnston. Também entrecantos mais escuros percorridos por The Slits, The Shaggs e Swans.
Resumidamente uma discoteca básica para ninguém botar defeito....
Uma compilação de notas que perduram até hoje e contam com nomes clássicos como Beatles, Clash, Black Flag, Bowie e Johnston. Também entrecantos mais escuros percorridos por The Slits, The Shaggs e Swans.
Resumidamente uma discoteca básica para ninguém botar defeito....
quinta-feira, 7 de abril de 2011
GD 87 CORTES UMBILICAIS
Existe uma sensação permanente dentro do sentimento do início. Em tudo que se começa e possui seminalidade de sobra, as sensações acabam extravasando por sulcos epidérmicos vivos. Ardem como agulha achando a veia semi podre, morta e purulenta. Transe em lava de gênese.
Bandas definidas pelo simples esconder-se pelas décadas, não passam de pequenas doses de heroína chinesa escura, perdidas por entre colheres enferrujadas. Aqueça-as e não existe a necessidade do soro ou água boricada, a solução iônica se dissolverá por entre seus ductos salivares como doce em conserva.
Percurssores do chamado shoegaze, a banda britânica LUSH nasceu em 1987. Com o nome de Baby Machines, o quarteto inicia uma série de gravações e ensaios. Logo chamam a atenção de Robin Guthrie (da banda Cocteau Twins), mesmo inicialmente sendo uma cria do punk.
Mas mudam radicalmente o estilo logo após as primeiras apresentações. Objetivando mais a melodia e letras, passam a diminuir tempo. As claves acabam sendo tão doloridas quanto uma navalha na carne sem aviso. Ao mesmo tempo em que assinam com a gravadora 4AD.
Uma série de Eps são lançados, quase todos com a produção de Guthrie. Reflexão direta no som da Lush, muitas vezes comparada com Cocteau.
Mas a banda queria mais....
O EP Black Light é considerado o primeiro passo para o corte do cordão umbilical que prendia a banda ao produtor, mesmo sendo ele o gerente do álbum. Buscando aprofundar-se nas melodias e torna-las mais sombrias e cadenciadas. Uma cover tensionada dos Beach Boys (Fallin' In Love), dava o tom da nota toda. Menos adocicado e iniciando a criação do mundo cinza shoegaziano, que até hoje rende milhares de bandas e seguidores.
Um clássico que merece a visita sempre que possível. Ouça o EP abaixo e baixe-o aqui!!!!
GD 87 POR ONDE AS MUDANÇAS ANDAM......
Uma sacada tocada pelo vento em uma noite de outono. Onde as luzes postadas nas paredes laterais apenas cintilavam os pedaços de papel que as fantasiavam de luminescentes coloridas. O pavor dentro do peito aos poucos sendo tomado pela brisa que percorria as narinas semi úmidas, tornando tudo mais vulcânico e tranquilo.
Já não sinto minhas mãos suarem muito menos a garganta cortar a voz como navalha seca, em poucos minutos o mundo parece rodar mais lento, os instantes tornarem-se momentos e a cocainômana vontade de sumir é substituída pela contemplação de que hoje em dia, tornam-se mais do que necessárias as confrarias de sacadas e escadas verticais.
Pessoas que andam em paralelo de idéias e possuem em seus mid-chlorians toda a octanagem. 23 pares gene(ais) em forma de caixas de Pandora, capazes de deixarem cicatrizes cartilaginosas epidérmicas em ventrículos sedentos de conhecimento e libertação.
O infante ao vento jamais será o mesmo. Pneumonicamente exposto ao viver, protegido apenas pela luz que aos poucos se descoloria, enquanto o papel desprendia-se. O som sempre foi e será ouvido, enquanto existir o silêncio necessário dentro da sala.
Esse mudar de cor ou pensamento, como as luzes ou minha paranóia, é a tônica de um dos mais cativantes discos dentro da história do rock.
Fakebook foi lançado em 1990 pela banda YO LA TENGO.
Como um ser humano, influenciado pelas confrarias mágicas muda de direção e torna-se algo maior, a banda resolveu nesse disco remodelar todo o som.
A começar pelo fato de que, as dezesseis canções do disco são covers. Depois que não existem baluartes da psicodelia, muito menos da estranheza dentro de suas escolhas. O trio resolveu dissolver o peso e os caleidoscópicos riffs dos primeiros álbuns e pautar todos os tons antigos em cores calmas e absurdamente acessíveis. Não existe a complexidade de acordes e por mais que a vontade de torcer a seda por entre os pulmões bronquio canabizantes, a banda decide que não era a hora de colocar-se como sempre.
Yo La Tengo abria mão de suas verdades, de uma maneira tão magistral quanto o vento que tocava o rosto da sacada de outono. Cat Stevens, Daniel Johnston, Jad Fair e Flamin' Grooves (You Tore Me Down em uma das mais belas versões do rock), são alguns dos nomes coverizados pela banda. Tudo envolto em uma atmosfera de quase lo-fi com direito ao famoso sing along. Pólvora morfínica de explosão contemplativa, daquelas onde a veia pulsa e queima na direção da transcendência.
Ter a capacidade de mudar os paradigmas e transformar cópias em algo original, pertencem à bandas magistrais como a Yo La Tengo, que tem outro álbum de covers chamado Fuckbook sob o pseudônimo de Condo Fucks.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
GD 87 O NASCER E AMADURECER DAS NOTAS CLÁSSICAS....
A história já conta o seguinte fato. The Basement Tapes é o disco de Bob Dylan gravado em 1967, mas só lançado em 1971. O cantor se recuperava do acidente de moto em 1966 e convidou a The Band para algumas regravações e canções novas.
Muita coisa foi gravada na casa chamada de The Big Pink, onde três integrantes da banda moravam. Tudo muito seminal e maturado pelo tempo, afinal de contas oito canções foram feitas entre 67 e 75. Sem contar os overdubs inseridos também no ano de lançamento.
Resultado: o disco está na lista dos melhores de todos os tempos pela revista Rolling Stone.
Agora imagine você poder auscultar as gravações originais de 67. Mais de cem composições onde Bob e a The Band distribuem toda a voltagem necessária para que a história fosse colocada dentro de todos os eixos clássicos.
Agora pare de imaginar e baixe o registro chamado A Tree With Roots, definitivo álbum onde a manjedoura genética das claves está em sua forma mais seca e bela. 4 disquinhos onde perder-se pelas notas é a melhor sensação do planeta. O álbum foi lançado em 2001, em uma série de bootlegs do cantor.
Mesmo assim ainda levam o selo de raros.
De tabela ouça I'm Not There e I Forgot To Remember To Forget Her (mais Bob Dylan, impossível).
A Tree with Roots- Disc 1
A Tree with Roots- Disc 2
A Tree with Roots- Disc 3
A Tree with Roots- Disc 4
terça-feira, 5 de abril de 2011
GD 87 ERAS GEOLÓGICAS.....
Datas.
Numerais onde a capacitância da mudança de eras glaciais, nunca padecem de uma explicação maior. Não há como prever o que pode surgir em um dia qualquer. A imprevisibilidade (por mais que todos já soubessem) retirou do mundo Kurt Cobain, em um desses. O que não consegue ficar claro no filme de Oliver Stone sobre um específico domingo, é que independente do dia sempre existe tempo de fazer história.
As famosoas coletâneas mesmo sendo apenas polaróides opiáceas de uma era, muitas vezes retratam o momento antes do cataclisma. É o caso de INSANE TIMES - 25 BRITISH PSYCHEDELIC ARTYFACTS FROM EMI VAULTS. Reunião de tudo o que aconteceu na Inglaterra ao redor do ano de 1967. O chamado Summer Of Love conseguiu unir dezenas de músicos que ao fazerem história, estavam à frente de seu tempo. A seminal coleção de 25 canções, mostra em sua linhas de claves calibres como Syd Barrett, The Gods, Orange Bycicle, The Hollies e The Yardbirds.
Uma linha que desembocaria com Beatles e Pink Floyd em 1969, perdurando até hoje dentro do cancioneiro lisérgico. O track list está abaixo, mas o download mora aqui!!!
1. Song For Insane Times - Kevin Ayers
2. Dandelion Seeds (single version) - July
3. Real Life Permanent Dream - Tomorrow
4. Hold On - Ipsissimus
5. Strange Walking Man - The Mandrake Paddle Steamer
6. Towards The Skies - The Gods
7. Model Village - Penny Peeps
8. The Dog Presides - Paul Jones
9. Hurry Up John - The Idle Race
10. Last Cloud Home - Orange Bicycle
11. Is It Love? - Jon
12. Nightmare In Red - The Brain
13. The Equestrian Statue - The Bonzo Dog Doo Dah Band
14. Sun Sing - Rainbow Ffolly
15. Castle In The Sky - Simon Dupree & The Big Sound
16. Monday Morning - Tales Of Justine
17. Mr Commuter - Mike Proctor
18. All The World Is Love - The Hollies
19. World Of You - The Aerovons
20. William Chalker's Time Machine - The Lemon Tree
21. World Spinning Sadly - The Parking Lot
22. Please Leave My Mind - Herbal Mixture
23. Barricades - The Koobas
24. Think About It - The Yardbirds
25. No Good Trying - Syd Barrett
GD 87 POR ONDE A LIBERTAÇÃO TRANSBORDA.....
Se você ainda está com seu corpo e alma faceiramente percorrendo a estrutura geológica terrestre, então é possível que acompanhe o que acontece ao seu redor. Não só politicamente, como culturalmente. Mesmo morando em um país onde uma grande parte da população ainda não aprendeu a consumi-la, existem cada vez mais projetos inovadores. Inovador na verdade é uma palavra inapropriada, a mais correta seria uma guerrilha silenciosa, que mantém abertos os olhos daqueles que nem ao menos conseguem ver ainda por onde andamos.
Em uma sociedade que aprecia cada vez mais programas onde a realidade é pautada pelos milhões ganhos do lado de fora pelo sobrevivente, ou roteiros demarcados de sensacionalismo e pretenso humor mais parecidos com uma cirurgia ortopédica na espinha sem anestesia, alguns projetos querem desbancar o modus operandi desse sistema pautado por tapas e costas.
Quem acompanha esse blog já sabe que um desses projetos, a revista eletrônica de contos, poesias e anarquia literária de guerrilha chamada JAMÉ-VU, faz parte de minhas colaborações. A fusão proporcionada pelo escritor Homero Gomes, dá vazão ao talento e criatividade de dezenas de outros escritores que não teriam voz.
Afinal de contas as editoras acham que contos e poesia não vendem e sendo assim não merecem um espaço dentro da literatura. Enquanto medalhões ganham jabutis, essa capivara corrida é desossada por quem sangra o alfabeto.
Mas não estou aqui clamando vingança geniana defendendo o time da casa. Hoje a lisergia de ponteiros, marca a semana em que mais dois desses projetos começam suas evoluções em lava. Novas forças de guerrilha que são poderosas.
E uma delas começou dentro do lugar onde todas as revoluções tem que começar. Nossas casas....
No início era um conceito jedi, daqueles que apenas a força seria capaz de revelar o destino. Depois tornou-se algo como amalgamador de noites espetaculares. Sendo uma coisa ou outra, as festas do APÊ 80 tornaram-se um ponto obrigatório para quem queria sentir o gosto do que realmente significa a palavra lado B. Com lotações esgotadas (em uma ocasião, consegui chegar à porta do apartamento e não consegui entrar, pois além do meu atraso, não havia mais espaço para ninguém) e bandas atômicas, a festa já é uma entidade com vida própria. Agora o APÊ 80 lança seu site:
NEGODITO é a cria do quarteto Junior Bellé, Luis R. Lopes, Paulo Marcondes e Gabriel Spenassatto. A revista binária tem informações vazando pelos cantos que cobrem todos os quesitos salvadores. Cultura, literatura, música, cinema, jogos e o citado lado B.
Nesse velho conhecido, moram crônicas como por exemplo "Martelando e atirando de dentro da trincheira do inconformismo", feita por Paulo Marcondes. Como observar um fotograma em sépia de algum filme de época. Descomunal beleza em um texto sobre o bairro de Santa Cecília. As entrevistas com Luisa Ritter e Daniel Belleza (Luis Lopes e Junior Bellé) são petardos. Leitura obrigatória aos que pensam que sempre é possível ter algo mais dentro da informação.
Outra leitura que torna-se obrigatória, muito pelo lirismo que a vida necessita para tornar-se suportável e mais bela, são os acalentos cerebrais proporcionados pela REVISTA RAPADURA. Mais um quarteto octaedrocubano coloca suas mãos nessa massa:
Christian Fishgold, Mauro Siqueira, Leonardo Villa-Forte e Emílio Domingos.
A revista tem um formato diferenciado. A cada edição um tema é o ponto inicial do rastro de pólvora criado caleidoscopicamente pelos editores e colaboradores. O conteúdo cheio de facetas múltiplas tem a intenção do inusitado. Um diálogo feito por literatura, quadrinhos, cinema e música com visões diferentes. O mais amplo significado da palavra liberdade de expressão, usada para criar, debater e sair da leishmaniose cerebral que a internet parece volta e meia teimar em colocar os humanos.
Quem irá puxar o plug de sua cabeça, provavelmente faz parte de algum desses projetos.
Para encontrá-los e libertar-se cerebralmente não deixe de passar por lá:
JAMÉ-VU :
http://jamevu.tumblr.com/
NEGODITO:
http://www.negodito.com/
RAPADURA:
http://www.revistarapadura.com/
segunda-feira, 4 de abril de 2011
GD 87 ONDE ERAS SE ENCONTRAM...
Existe uma curva dentro do paralelismo físico do tempo que engloba o exato momento onde passado e presente se encontram. Um ponto de fusão onde eras se unem, trazendo em sua helicoidal genética, algo mais do que simples citação. O tempo de agora refletindo em sua face espelhada, sombras de algo passado.
É esse ponto que une o trabalho de um novo nome no cenário musical alternativo e a obra de um pianista francês. Mas "first things first"....
ERICK SATIE, nasceu em 1866. Pianista de formação teve em sua história de vida, uma importância que perdura por décadas e séculos. Criação em forma de picardia que se refletia em cada caricatura que gostava de desenhar (incluindo aí muitos auto retratos), o que desabou dentro de seu estilo de compor músicas. Suas peças tinham como estilo o preencher dos lugares. Não sendo em vão determinar a criação do que hoje se chama de ambient music à Satie. Assim como o minimalismo, pelas notas tocadas em lentidão proposital e cadência de apreciação. Também considerado por muitos especialistas o pai do ragtime, percursor do jazz.
Suas composições são usadas aos quilhões dentro do cinema. Uma delas (e talvez a mais famosa) Gymnopédie No.1, pode ser ouvida em centenas de filmes e séries: Os Excêntricos Tenenbauns, Revelação e O Despertar de Uma Paixão por exemplo. Mais curioso é saber que essa peça também é trilha dos jogos de videogame como Gran Turismo 4 e Killer 7.
Você também já ouviu a canção em algum lugar, confere....
Mas o que liga esse compositor ao nosso tempo é o músico italiano chamdo K-CONJOG. Influenciado pelo minimalismo do francês, seu compatriota continental resolveu iniciar experimentações onde a psicodelia emaranhada com notas lentas e declives caleidoscópicos, estruturam claves que são quase hipnóticas.
Com saídas plunderfônicas, o músico italiano funde traços de outrora com a voltagem dos tempos modernos. Não são de uma fácil primeira audição e a rapidez com que as informações batem em nossos cérebros (desacostumando os ouvidos à perceberem canções com calma), talvez faça com que as músicas de K pareçam extremamente abissais demais, para um tempo onde o rock parece ser cada vez mais relâmpago.
Eis aí então que reside a beleza do contemplar esse quase novo nome do cenário alternativo.
Quase, porque o italiano já gravou dois discos e uma trilha sonora para exposições de arte. Um novo trabalho sairá esse ano e uma das novas canções (Uno Is Walking), está disponível para download AQUI!!!
Por enquanto acompanhar as canções que amalgamam o passado e futuro já é algo salutar demais.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
GD 86 SERÁ QUE ELE É??????
Para muitos uma praga. Para outros uma nova doença não catalogada em nenhum compêndido patológico. A palavra indie deixa para trás um rastro de desavença tão grande quanto o ódio que desperta. Outrora definição do cool, atualmente sinal leproso de separação das castas.
Mas será que você, delator da cultura morta nas rodas mais descoladas, não passa de uma pessoa alternativa até demais???
A melhor maneira de descobrir isso é fazendo os testes do livro lançado pela revista Chunklet. Reunindo mais de um milhão de perguntas, THE INDIE CRED TEST é uma farmacologia bem aplicada. Através de divisões por assuntos (cultura dos DJs, literatura, música, cinema e afins), você pode descobrir se é tão descolado quanto pensa que é. A óbvia paródia ao estilo de vida, é um dos segredos desse livro.
200 páginas onde o auto conhecimento, através de simples respostas, podem fazer o leitor ter que encarar uma dura realidade. A sua pessoa pode se encaixar mais na palavra indie do que os outros malfalados em línguas ferinas.
O livro já está à venda on line.
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