quarta-feira, 31 de agosto de 2011

GD 109. A MENINA CONTADORA DE HISTÓRIAS ERÓTICAS.


Cenas que beiram o absurdo.
Mas qual é a mais exata definição do absurdo atualmente?
Variação que transita em epidermes diferentes, pelo cotidiano amorfo desses dias, onde a chuva de verão é de neve. Isso já seria um dos grandes absurdos meteorológicos do planeta. O que se vê e como se vê, é a definição particular dessa palavra. Cada um tem o seu mundo particular, repleto de cores diferentes que dão os tons do absurdo.

Por exemplo no caso do blog Cem Homens (em um ano).

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

GD 108. BINARIDÉIAS


Por entre o roçar de vácuos em penas da escrita em tinta, são pequenos vôos que conspiram por entre a destruição quase mítica de determinadas verdades. Muito se conhece da evolução e involução da espécie humana, residente nos primórdios binários. Como ser pudesse apenas existir uma acalorada fagocitação do que não se discute com profundidade.
O não acreditar nas mentirosas graduações de idéias, profetizações anarquizadas e religiosidades amorais demais. Esses ítens, rarefeitos e espalhados por pequenas células de mudança.

Agudos em todas as mulheres da revista Got A Girl Crush.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

GD 107. POR ENTRE OS TRILHOS GENÉTICOS....


Existem duas escalas Kelvin pelo metrô de São Paulo
O botão apagado na máquina de livros que descansava encostada no marfim musgo das paredes, cuspia a de cinco. Maldita regurgitação ácida das tintas que formavam o rosto da garça. Esquia, faceira e com as duas pernas estilhaçando o buraco por onde se colocam as notas.
As máquinas já começavam ganhando pequenas batalhas. Linhas azuis separam esquerda e direita, canhoto e destro, pelos pedaços do corredor em túnel. Os sons em passagem de passos, sapatarias vivas em céu semi aberto nas filas de bilhetes. São rápidos, ouvintes e leitores. Alcançando por entre o separatismo do anonimato, passagens de tempo durante o dia.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

GD 107 A ORIGEM DA ORIGEM....

 

Se a palavra documentário sobre o grunge fosse proferida por alguém próximo de você, sua imaginação provavelmente estaria desenhando retratos de pessoas como Kurt Cobain, Mark Arm, Mark Lanegan e mais alguns outros. Tudo poderia ser definido pela expressão "mais um!!!".
Mesmo porque existe uma grande necessidade em transformar os anos 90 nos novos 70. Isso talvez explique a pasmaceira do quesito revolução dentro da música. Como não temos nada que seja uma explosão de catarse dentro das sonoridades, colocar os anos onde o próprio punk explodiu, como movimento de translação das almas de milhares é necessário.

sábado, 20 de agosto de 2011

GD 106. DISTÂNCIAS CONTINENTAIS....


A latinidade por muitas vezes esconde-se em nuances distantes da terra mãe. Por mais que se pense sobre toda a história que envolve os ritmos dentro da música latina americana do sul, o mundo guarda hoje um amálgama com outras cidades e outros amores em claves. O que pode ser falta de talento para uns, pode permanecer dentro de uma aura de alquimia edificante. E dois exemplos de países com distâncias territoriais, podem esclarecer essa premissa.

Primeiro comecemos com nossos irmãos de continente. Quando se fala em rock ou música argentina jamais poderia-se pensar em uma banda que toca ambientações quase holísticas. Bigodes de mestres na arte do yoga, jamais poderiam imaginar que um povo com a capacidade de bailar (como são os argentinos) poderiam produzir uma cadência tão beatificada entre imagens sacras e nuvens de cânhamo pastosas. Mas como paradigmas estão vivos para serem mortos, nada melhor que a SOBRENADAR.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

GD 106. HACKEANDO A ESTRÉIA.


O mundo do chamado eletro punk não depende apenas de mostruosas construções em zunidos psicóticos. Muitas vezes a atitude tem maiores consequências, vide o exemplo dos sempre ativistas Atari Teenage Riot.

Mas essa postura não é genética única. Bandas como o trio TEETH mostram que o mundo das batidas binárias em explosão, deve manter a luta. Ximon Tayki (na programação), Veronica So nos vocais e o baterista Simon Whybray, não são apenas conhecidos pela música.
A banda ganhou as manchetes de terras além mar por invadir a conta do twitter de Lady Gaga e também postar artigos falsos no site da BBC, usando o nome do escritor inglês Will Self.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

GD 106. KAFKANEANDO (ou A Saga dos Discos Esquecidos XII)


Se as simbioses entre continentes são realizações que trazem aquele alento mórbido de que um dia talvez tudo seja uma coisa só, os Rolling Stones estavam como sempre à frente de seu tempo. Os primórdios da banda entre 1963 e 1970 são territórios que por mais explorados, ainda guardam certas surpresas. E no caso dos tectônicos rapazes ingleses, essa palavra nunca é acompanhada do marasmo.

As primeiras gravações da banda ocorreram pela gravadora Decca Records, selo inglês fundado em 1929. No ano de 34 estabeleceu uma filial nos Estados Unidos, mas a Segunda Guerra Mundial retalhou a união entre as duas sedes. Mesmo distantes, foram responsáveis por inovações dentro do mercado. A matriz inglesa é percurssora de avanços tecnólogicos na metodologia de gravação e a "filial" americana iniciou o que ficaria conhecido como cast album, disco onde registrava-se musicais completos. As canções eram gravadas ao vivo para que se tivesse a sensação do espetáculo de maneira mais completa.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

GD 106. VELHO OESTE....


"A quebra de minha casca irá começar".

Assim inicia-se o refrão de I Thinking, Therefore I Am, faixa um do primeiro ep dos ingleses da banda THE THINKING MEN.

GD 106. MISSIVAS...


Duas figuras permanecem no imaginário literário como dois praticantes do conceito sem papas na língua.
Um deles era Charles Bukowski.
O outro era o senhor Hunter S. Thompson.
Conhecido por não aliviar em nenhuma de suas respotas, suas cartas são verdadeiras pérolas da fina arte do insulto.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

GD 106. VOLTAS ESPERADAS...


Desde os tempos da seminal Smashing Orange, Rob Montejo sempre esteve na linha de frente do chamado shoegaze americano. Junto de Lush e Swervedriver, a banda ainda hoje é uma das mais adoradas do gênero.

A Smashing lançou 4 discos e dois Eps, mas a evolução contínua não poderia ser travada. Por isso Delaware também é morada do projeto mais recente de Montejo.
Monika Bullette é a segunda parte dessa dupla que depois de formada, perambulou pela Inglaterra em pequenos shows até conseguir absorver todas as claves que podia dissipar. Nascia assim uma catapulta sonora com peso e suavidade equacionada.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

GD 106...DOMINGO NO PARQUE....


Escrever é um ato egoísta.
Você se isola, não temente da solidão que evoca o ato. Mortifica o viver em grupo pelo simples ato de permanecer envolto em pensamento seus. Confusões e situações onde a mais perene idéia sobre coletividade é algo que mata tanto quanto câncer ou hepatite. Egocêntrico ato que provoca irradiações pedânticas das mais variadas graduações.
Escrever é além de egoísta, inerte ao coletivo. Pensamentos em fenda sináptica tectônica de solitudes, assim escrever é algo mais do que pessoal apenas.
Aprisionar a alma em uníssono de viver.

GD 106. A PREPARAÇÃO.

Existem teorias.
Existem nuances nos fatos da atualidade que corroboram com as mesmas.
Mas também é possível que existam pequenos exageros paranóicos em todas as mesmas teorias.
Uma coisa é inegável. Mortos-vivos ainda continuam o melhor paralelo sobre como a sociedade atual corre por perigosas apatias e separações. Mas enquanto o apocalipse dos zumbis não chega, você pode se preparar, treinando para a primeira regra de sobrevivência em caso do tão aclamado fim do mundo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

GD 105 AS RAÍZES DO DESERTO....


Quando pensamos no navegar ao redor de sonoridades conhecidas, existe a possibilidade do encontro recoberto em marasmo da terra mãe. O mesmo local que expurgou sua vida do útero materno, em uma terra centenária para seus pais. Apenas uma desconhecida e distante idéia cravada em sua pele amniótica.
Origens fazem parte do chamado dna externo que você carrega pelo tempo, celebrado em poeira evolutiva.
Lugares podem até deixar marcas profundas, mas a estrada sempre levará você aos sons, gostos e gestos familiares.

Não existe a menor possibilidade dessas idéias pintarem na sua retina uma imagem roqueira. Mais como uma católica descrição do seio social familiar careta e contemporâneo.
O ledo engano apenas mostra que a surpresa é outro fato inevitável na vida.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

GD 105. O DIA QUE JAMES BROWN ABRIU UMA LUTA....


A luta ganhou um Oscar. Na verdade não a peleja em si, mas o documentário contando a história toda. Quando Éramos Reis relata o histórico combate entre Muhammad Ali e George Foreman, no ano de 1974 na cidade de Kinkansha (a capital do Zaire). A disputa do campeonato mundial na categoria pesos-pesados, foi marcada não apenas pelo show dos dois pugilistas, mas também pela relevância política e cultural que a luta ganhou.

Ali sempre foi marrento, mas ao amalgamar a origem africana do negro americano, conquistou um país inteiro. As mãos de Don King (o empresário nos moldes de Andrés Sanchez de ser) transformou a luta em espetáculo, onde Foreman reclamava de tudo (o clima, o estádio, a luta), ameaçando ir embora a cada minuto. Muhammad fazia a parte dele, sempre trollando o quanto podia o adversário.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

GD 105. TERCEIRIZANDO A ALMA.


Acompanhando o desgaste do pensar.
Patinamos por entre a calcificação do viver aprisionado aos próprios pensamentos. Não entendendo o funcionamento, os seres humanos realmente preferem o caminho onde botões escolhem.
Tudo hoje pode ser terceirizado mentalmente. Redes que decidem qual página se parece mais com você, através de algarítimos com uma precisão daquelas sem traquejo social.
Endereços que pessoas seguem ou cutucam. Listas de músicas produzidas por programas que calculam o quanto suas emoções podem deslocar-se por entre uma nuvem de arquivos. E mesmo quando existe o garimpo dessas sinapses de escolhas, seu navegador já configurou alguma tabela de amostragem das suas preferências ou sintetizou sua memória dentro de uma senha salva.
De quem????

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

GD 104. A HISTÓRIA DO METAL BRITÂNICO.


Muitas vezes não existe escapatória para uma conjunção de sensacionais links que encontramos na internet. Mesmo com ataques dos famosos hoax, ainda existem lugares intocados pelas mãos de certos fanfarrões binários. Um desses lugaes é o canal de vídeos Videodrome Vault.

Anteriormente nessa sexta feira, o blog Danger Minds Blog, postou um texto sobre a musa dos 70 Debbie Harry. O local onde o vídeo foi encontrado, foi o canal. Mas não é apenas de musas que vive o baú. Escondido por entre alguns vídeos não liberados existe esse documentário sobre a história do heavy metal britânico. Produzido pela BBC (como sempre), são histórias contadas por quem viveu e fez o gênero. Desde o seu nascimento com o riff dos Kinks até sua mais nova era.

Vale assistir, mesmo em dez partes.

GD 104 MEU BOCEJO PARA PERRY FARREL....


 Hoje foi anunciada a vinda do Lollapalooza para o Brasil. Mega festival nascido há vinte anos pelas mãos do sempre coerente (musicalmente e humanitariamente) Perry Farrel. Vocalista e fundador de uma das mais vulcânicas bandas de todos os tempos, a Jane's Addiction. Obviamente um anúncio dessa magnitude faz nascer uma série de aclamadas palmas para todos os envolvidos. Uma saraivada de aleluias pelos possíveis line ups. Já cogita-se a vinda de grandes nomes (e necessários) como Foo Fighters, a prometida desde sempre Arcade Fire ou outro de peso.

Não que essa notícia não seja boa.
Ela é.

O Brasil por mais cultura que exporte (não cabe aqui julgar se ela é primordial ou não, muito menos de boa qualidade), ainda carece desse tipo de evento. Temos grandes festivais, com iniciativas muito bem vindas (como o Maquinaria, Planeta Terra e até porque não o "se não quer perrengue não saia de casa" SWU).

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

GD 104. Articulos | Upperground: alguma coisa (publicado na Revista Nego Dito)

Escrito por Fabio Navarro e Junior Bellé.


É preciso pensar como espécie.
Aquela que queremos, que propomos, que lutamos, não se esconde mais no esquecimento dos porões, maturando sem luz, criando guetos ilhados em sombras, distantes por brumas, aproximando-se aos pedaços e insurgindo como um grito solitário entre os raros. Crescendo como monopólio de uma só esperança.
Esqueça qualquer hegemonia da alma, informação, da esquerda ou da direita.
Queremos o impacto da pluralidade e somos fiéis a nossos desejos. O sol ricocheteando no rosto dos quaisquer e iluminando as alturas, o alto dos gritos altos reverberando sem medo, sem rancor. Reverberando a certeza da dúvida e a coragem em não conformar-se nela, humildemente consumir-se por ela, gotejar-se nos cotejos indecisos dela.

Imperativo é ensolarar-se.

GD 104. MOBILIZAÇÕES.


O ano de 2011 também marca a mobilização dentro e fora das redes binárias.
Marchas, causas e movimentos. Por mais pleonasmos politizados que possam parecer, existe sempre uma nota que amalgama as pessoas ao redor de alguma coisa maior. Utopia em zeros e uns, mas com um apelo pelo movimento na direção da superfície. Tanto aqui quanto lá fora, essas alterações na forma do pensar tornam-se mais do que necessárias.

Mais uma dessas acaba de nascer em terras de Barack. Quase velha conhecida do povo em terras além mar, a entidade 170 Million Americans coloca ouvintes, radialistas, jornalistas e músicos dentro do mesmo balaio vulcânico da mobilização. O objetivo é fazer com que a chamada mídia americana (mais especificamente formada por estações de rádio e tv públicas), diminua a distância entre quem faz e quem ouve. Fortalecer o movimento dentro do país todo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

GD 104. O CONTO E SUAS REFERÊNCIAS...


Exite uma linha tênue que divide a loucura completa da genialidade.
Quando não caminham juntas.
Francis Ford Coppola é um pouco dos dois. O diretor nem precisaria fazer outros filmes, afinal de contas The Godfather, Drácula e Apocalipse Now já seriam suficientes para que fosse considerado um dos maiores diretores de sua geração (e do planeta). Mas desde 1969 o senhor não para de produzir, seja como roteirista, produtor ou diretor. Com o quase desaparecido filme de 2009 Tetro, sua mais nova produção parece querer recolocar Coppola na mira dos clássicos.

A história sobre como nasceu Twixt já é conhecida. Durante um sonho do diretor em Estambul, a idéia sobre um escritor pego em uma rede complicada de histórias aterrorizantes, apareceu pela primeira vez.
Fã confesso das tramas de Edgar Allan Poe, resolveu então montar uma sobre assassinatos, lendas e sombras. O filme tem a trilha sonora de Dan Deacon e a narração de ninguém menos que Tom Waits (que já trabalhou em Drácula).

GD 104. EM TEMPOS DE CRISE......

 Existe uma crise no mercado fonográfico. Essa história está tornando-se equivalente as afirmações que já existem por séculos dos séculos. "O mundo está acabando", "o planeta está em crise" ou ainda "o ser humano está na direção da extinção".
Ou esses conceitos sempre existiram, ou realmente o morrer será lento e doloroso. Mas o certo é que mesmo com a crise, existem ainda pessoas que apostam na construção de modelos diferentes.