quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ramos secos e toscos

Dos ramos secos entrelaçados e toscos,
nasceriam por entre os meios retos e tortos,
um certo pesar de um par de botas ortopédicas,
durante o salto sem fé de uma roupa humilhante,
os esconderijos dentro de privadas,
muito bem limpas,
a ambulante deambulante casta dos colegas inexistentes,
a vontade,
a sapiência,
de que humanos eram estranhos,
monstros em céu aberto e sorrisos largos,
como lisérgicos efeitos maduros,
eram assim,
secos e mortos,
minhas mãos por entre minhas bolas,
ainda ineficazes,
soltas dentro do shorts de algodão,
comprado por centavos,
as meias quase aos joelhos,
lambendo as curvas patelares,
o ódio nascendo,
brotando pela meu rabo dentro do algodão,
descendo pelas minhas veias azuis aparentes,
na pele de cera e os cabelos de cuia,
tantos segundos dejetos,
não mais sorrisos infantis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário