terça-feira, 20 de maio de 2014

Se pudesse resumir-se o amor...

O amor assim resumir-se-ia,,
se pudesse descrito ser assim:
Uma salamandra correndo pela coxa,
gregorianos desenhos de perfeição,
quadrilátera índia com penas incolores,
alva fina bruma matinal única.
Um milésimo dividido em mil,
névoa dissolvida ao sol, pela manhã.
O momento apenas instante único,
onde o céu alaranjado rápido ao infinito,
se torna.
Então apenas isso é,
e mais nada.
Some,
como se não fosse feito para que durasse,
como tudo aquilo que não renasce,
como jamais.
Morre,
ao mesmo tempo em que ilumina,
ao mesmo tempo em que tem mais força,
ao mesmo tempo onde emoldurado fica.
Desaparece,
ao tornar-se visível.
Para senti-lo é preciso deixar a pele
DISSOLVER-SE
Nesse ínfimo sopro
COMPLETAMENTE
Desse modo ímpar,
e de vida
INFINITA.
[é o sentir do amor]
Escolha que se faz,
quando não mais,
recompor seu corpo,
puderes.
Decomposto,
o ser nesse instante não mais se forma inteiro.
Agora parte do insolúvel é,
dessa bruma por toda a vida.
Pois assim o amor tornar-se eterno.

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