quinta-feira, 21 de maio de 2015

mini poemas de poemas

O fim do penar


Nas escadas daquele cotidiano
abracei os teus lábios
e assim em jazz eu soube
Pelo que há de vir
minh’alma assanha-se ao precipício.

***

Livre Corpo


Livre corpo de pulsação natimorta
deste  local do qual me resgatastes
consome então meu último litro de alma
arranca minha pele em desassossego de epiderme...
                                                                                   [para te livrar do frio]

***

Ode ao cerebelo


Saber sem esperar, alivia?
Uma vivalma em eterno pulso.
Avante hey-lá-ohhhh gene intruso,
corrói o resto de fisiologia pífia.

***

AO

ao se livrar da espera
a vida
torna se livre

***

Haikoronário


dez miligramas de sol
ao meio dia
em dê tornam se

***

Pretérito


Todo disfarce é pretérito imperfeito 
como o arroz enroscava no hashi e nos solavancos da vodka 
a lembrança trancada no banheiro 
o nariz escorrendo restos de açúcar cristal. 

***

Sobre ângulos...

Olhando o teto,
não entenderia uma só palavra,
com óbvia repetição,
poderia, porém não.

***

Haikai

O preço do amor é poesia.
Águas claras,
o rio plácido a refletir orquídeas cristalinas
.

***


Estampido

seu trabalho numa fração de segundos aperta o gatilho
osso temporal sente o frio cano
e apenas ressoa sua última respiração
estampido seco
...
***

Haikoncreto


O FRACASSOSSACSE
CHEIOCHEIOCHEIOCHEIOCHEIO
CHEIOCHEIOCHEIOCHEIOCHEIO
D [EX] PEC TATIVA

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