quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cartesiano

A destruição do dia
é feita aos sorrisos
costura-se uma ferida
abrindo-se
outra outrora fechada

Desesperança no avistar
a pele
envolta em névoa

Concreto a queimar
córneas
maneira prima
do lacrimejar

O coração é uma catapulta
despedaçand’alma
em alguma parede de concreto

Toda a vez que elucido a liberdade
penso em tua morte...

Quando a clave
libera a lágrima
restos de mim desaparecem
como meu todo outrora

Assim o acerto do ódio
corre em meus olhos
a tristeza infinita

O aço forjado
a lava pétrea
a alma moldada em ferro
e restos

Como queria chorar desmedido
esperar mais tempo até mentir
minha alegria, bom mocismo e paciência

Um cronômetro de informações
epiléptico, ininterrupto
soldando falsamente
sinapses inexatas na falha substância cinza

Enquanto o Universo finge
se importar
vivalmas fingem comprometer-se

Tudo então para nos olhos
ódio, ferro,
lava, restos,
mentiras, fingimento...

Enquanto um bug não cessa
o experimento binário de Pavlov

Nenhum comentário:

Postar um comentário