sexta-feira, 4 de novembro de 2016

ESTE POEMA NÃO DEVE SER DECLAMADO

Do sexo,
mesmo que seja t’EU,
anarquia, arrelia, amaria.
Da solidão,
o isolamento dividido,
tempo, compasso — aferição…

Entretanto esse poema não deve ser declamado
Deve sofrer de esquecimento perene
Envolto n’uma pele arrancada de arrependimento solene
Devastado morador d’uma prisão em suja’lma
Escondido do outro lado da rua, repleto de visão ampla

E se assim ficar descartado como primeira melhor ideia
Encoberto por desacertos publicados
Desacertos daqueles que desajustam passos
Iludem o asfalto entrelaçando aquíferas lojas & antiquários
Sempre a deixar pistas separadas por estrelas recém postadas de LED

Se for assim, é preciso antes que a garganta feche um grito
Nascido em pares D’Olhos de Cortázar
Tempos antes de esfaquear se dentro da própria cabeça
E retirar se forçadamente dentro da própria sobra d’alma
Enquanto o gene da miséria humana torna se intransponível

O tempo suicida a tentar avançar o tempo
A marreta homicida sob nossas últimas semelhanças erectoides
Somos o feto a tragar cinzas & crack n’uma lata perfurada
Nascidos d’uma cesariana andarilha viciada em morte
Por entre flores plásticas em encostas higienistas Dos Muros na Funarte

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