sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Rinoceronte

Como matar um Rinoceronte?
Uma ossada montada apanhador de sonhos, reconstruída em salinizações
D'um extremo que só pode brotar no cimento
D'as ferrugens nas asas dos pássaros a sangrar pedras & bombas
D'os endereços esquecidos de entregas jamais enviadas

Pois a de se desenterrar esse cadáver através de bebedeiras infinitas
Amor a rebentar por entre
Tal mística de carinho destilado
Da traição - usando o secretariado - ao primeiro tapa na cara

Desenterrar este maldito cadáver!
Queima-lo à beira do Oceano
Derrubar as cinzas nos corpos pendurados como couro em lojas debaixo do Elevado
Uma vez mais cuspi-las na segunda oxidação

Esperar que Um Rinoceronte as pise
N'um nada ameno calor que consome
Se esboça o desespero de cada respiração
Amor renascido em Fogo, Carcaça & Sangue

Então nunca mais em pavor dormir com a possibilidade
dos sonhos acordarem os outros.

Reparido amor fundação da Anarquia
Revolucionária Crítica aos desmandos da Moralidade
Insiste, expande & demanda uma Revolução
A provar que todo impalpável morre
Todo cartesiano que se faz Fúria transfunde o Mundo

Os Girassóis Negros, A Palavra Amena
O Tiro de Misericórdia, O Passado Suicida Desaparecido
O Borrado Gene do Fracasso
Todos enterrados ao lado de outro Esqueleto Suicida de Ocasião.

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